sábado, 26 de setembro de 2015

Eliseu e a viúva

Eliseu e a viúva


“E uma mulher das mulheres dos filhos dos profetas, clamou a Eliseu dizendo: Meu marido, teu servo, morreu; e tu sabes que o teu servo temia ao Senhor; e veio o credor a levar-me os meus dois filhos para serem servos. E Eliseu lhe disse: Que te hei de eu fazer? Declara-me que é o que tens em casa. E ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite”. 2 Reis 4:1-2
Esta narrativa evidencia o cuidado que Deus tem a seus fiéis, mesmo na adversidade, ou na necessidade quando todas as portas parecem estar fechadas a nossa frente, o Senhor coloca uma solução para o nosso problema.
A história nos relata sobre uma viúva que acabara de perder seu marido o qual era o mantenedor da casa, mais vivia endividada, situação esta vivida por muitos brasileiros sendo o que ganha somente dá para a manutenção de sua alimentação juntamente com sua família. Com a morte de seu esposo, veio os credores amparados pela lei daquela época a fim de cobrarem suas dividas. A garantia dada aos credores era que, se o devedor não pudesse saldar seus compromissos levassem os filhos como escravos; era a situação daquela família.     
Neste mundo, onde há tanto, ricos quanto pobres, freqüentemente os que têm abastança material tiram proveito dos que nada têm, explorando-os para que os seus lucros aumentem continuamente, nada mudou, tudo continua como antes.
À vontade de Deus sempre foi que os pobres nunca fossem explorados pelos ricos, e garante através da sua palavra, um tratamento justo aos necessitados. Em conseqüência de tais ações, o Senhor proferiu, através dos profetas, palavras severas de juízo contra os ricos. Não ha pecado algum em uma pessoa ser rica, o pecado está na exploração ao próximo.
Aquela pobre viúva via esgotada todas as fontes de negociação, fatalmente perderia seus filhos, pois os mesmos seriam escravos para pagarem as dividas contraída pela família com seu trabalho. Vê uma luz lá no fundo do túnel, reclamar com o homem de Deus. Eliseu usado por Deus pergunta o que ela tem em casa; “somente um pouco de azeite”, é o suficiente. Manda que aquela pobre mulher peça vasos emprestados não poucos, avisa fecha sua porta e começa a derramar do pouco de azeite que você tem nos vasos vazios, vai enchendo, até quando estiver todos cheios. A mulher obedeceu quando encheu todo os vasos, o azeite parou. Elizeu manda; vende o excedente paga tua divida e vive do resto. O teu pouco se pode tornar muito nas mãos de Deus, de lugar para Ele e tua vida vai mudar.

A viúva de Serepta

A viúva de Serepta

             Veio-lhe então a palavra do Senhor, dizendo: Levanta-te, vai para Sarepta, que pertence a Sidom, e habita ali; eis que eu ordenei a uma mulher viúva ali que te sustente.  Levantou-se, pois, e foi para Sarepta. Chegando ele à porta da cidade, eis que estava ali uma mulher viúva apanhando lenha; ele a chamou e lhe disse: Traze-me, peço-te, num vaso um pouco d'água, para eu beber.” 1º Reis 17:8-10
           Elias, profeta de Deus, após ficar escondido segundo o mandado de Deus no lado oriental junto ao pequeno  córrego de Querite, fronteira com o grande Rio Jordão, estava ali o homem de Deus; bebendo do ribeiro sendo alimentado pela providência de Deus.
           Corvos, lhe traziam pão e carne, pela manhã e ao anoitecer. O  homem de Deus estava debaixo da provisão do Senhor. Algo semelhante já havia acontecido com o povo de Israel que viajavam 40 anos pelo deserto e Deus mandando o maná para alimentar seu povo .
           Eis que vem nova ordem de Deus para o profeta Elias: “Levanta-te, vai para Sarepta, que pertence a Sidom, e habita ali; eis que eu ordenei a uma mulher viúva ali que te sustente.”  Até ai tudo bem, Deus está mandando, fatalmente ele vai assumir a responsabilidade com o seu servo. Elias obedeceu, foi a Serepta e encontrou a viúva.
           Serepta, uma cidade localizada a treze quilômetros ao sul de Sidom, em uma pequena,  mas agradável planície perto das margens do mar. Seu nome significa “casas de fundição” o que indica que este era um lugar de fornos, um importante centro fenício de fabricação de objetos de cristal. Os arqueológicos descobriram mais tarde, ruínas, tais como, colunas quebradas, montes de escória e fragmentos espalhados de edifícios em ruínas, estendendo-se por um quilômetro e meio ao longo da costa. Hoje existe uma aldeia chamada Serepta, a três quilômetros terra  adentro, resguardada pelas colinas.
            Elias chega cansado e com fome, pede água e um bocado de pão. A viúva lhe respondeu: “Tão certo como vive o Senhor, teu Deus, nada tenho cozido; há somente um punhado de farinha numa panela e um pouco de azeite numa botija; e, vês aqui, apanhei dois cavacos  e vou preparar esse resto de comida para mim e para meu filho; comê-lo-emos e morreremos.” Essa era a mulher preparada por Deus para sustentar o  profeta, não tinha nem o que comer. Elias responde: Não temas, faze primeiro para mim, faz um bolo pequeno, depois para ti e teu filho. E com a autoridade de Deus determina: “A farinha da panela não se acabará, e o azeite da botija não faltará” 2º Reis 17:14
           Aquela pobre viúva obedeceu, e Deus cumpriu a palavra do profeta na vida daquela família, não faltou alimento durante todo o tempo da seca na terra de Serepta.

           Deus sempre tem uma dupla providência, para aquele que precisa receber e para o que precisa dar. Neste ano que você possa saciar a fome de alguém. 

O filho da viúva de Serepta



             E, depois destas coisas, sucedeu que adoeceu o filho desta mulher, da dona da casa; e a sua doença se agravou muito, até que nele nenhum fôlego ficou. Então, ela disse a Elias: Que tenho eu contigo, homem de Deus? Vieste tu a mim para trazeres à memória a minha iniqüidade e matares meu filho?” 1º Reis 17:17:18
            Aquela mesma viúva que abrigou o profeta Elias durante a fome na cidade de Serepta, que tinha somente um pouco de azeite e farinha. Mais uma vez está diante da misericórdia de Deus.  Após ter  passado momentos de aflição, em sua vida juntamente com seu filho, onde a fome era  seu grande inimigo, agora estava diante da morte. Tudo que o profeta tinha feito segundo a vontade de Deus, naquele momento nada valia para aquela viúva.
           O moço começava adoecer, sua saúde piorava ao passar dos dias até o momento que nenhum fôlego existia naquele corpo inerte, tudo tinha se acabado, agora a morte tomava conta daquele lugar, somente tristeza e as lembranças não tão felizes, de ambos mais com esperança de uma vida melhor. A cabeça da viúva começava a viajar; se estava ruim com meu filho como será de agora em diante? Esquecia que dentro de sua casa estava o homem de Deus. Homem que tempos atrás tinha acabado com a fome daquele lar. Nos momentos de aflição quando mais precisamos de Deus, acabamos nos esquecendo, "Deus é nosso socorro bem presente na angústia."  Não existe maior angústia na vida de um ser humano do que quando ele está diante da morte. A morte tem traz alívio para muitos doentes, mas também tem trazido tristezas irreparáveis para os que ficam.  Aquela mulher esquecia que o poder de Deus é ilimitado.
        Então, ela disse a Elias: Que tenho eu contigo, homem de Deus? Vieste tu a mim
para trazeres à memória a minha iniqüidade e matares meu filho? 1º Reis 17:18.
           A viúva achou um culpado: Elias. O profeta de Deus estava ali obedecendo à ordem de Deus, e estava morando naquela casa com o consentimento da mulher, mais antes de tudo o Senhor tinha um plano naquela vida.
           Elias pede o filho da viúva, leva até os aposentos em que o profeta habitava, deitou aquele corpo inerte em sua cama, mediu sobre o menino três vezes, e clamou a Deus dizendo: "O Senhor, meu Deus, também até a esta viúva, com quem eu moro, afligiste, matando-o seu filho?".  

         Deus ouviu o clamor de Elias, a vida voltou ao moço.  Elias entregou-o a sua mãe. Deus  nunca se esquece daqueles que atende seus pedidos. A viúva abrigou Elias, e Deus devolveu a vida ao seu filho.