sábado, 25 de julho de 2015
sexta-feira, 24 de julho de 2015
quarta-feira, 22 de julho de 2015
quinta-feira, 16 de julho de 2015
A maldição da lei
A maldição da lei
“Cristo nos resgatou da maldição da lei,
fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for
pendurado no madeiro” ( Gl 3:13 ).
O apóstolo Paulo
deixa claro que Cristo nos resgatou da maldição da lei, porém, buscando
estabelecer um paradoxo, Piper faz a seguinte pergunta: - A maldição de quem?
Em seguida ele arremata a pergunta com o seguinte argumento: “Mas a lei não é uma pessoa para que possa amaldiçoar. Uma maldição só é
uma maldição de fato se houver alguém que amaldiçoe. A pessoa que amaldiçoa por
meio da lei é Deus, que escreveu a lei. Portanto, a morte de Cristo pelo nosso
pecado e por nossa transgressão da lei foi a experiência da maldição do Pai” Idem.
Para Piper só há
maldição quando há alguém que amaldiçoa, porém ele erra por não discernir que
quem amaldiçoa é o transgressor. A bíblia deixa claro que a maldição é
consequência dos atos do transgressor "Como ao pássaro o vaguear, como à
andorinha o voar, assim a maldição sem causa não virá" ( Pr 26:2 ). A
maldição nunca advém da lei, visto que a lei é santa, justa, e boa. A maldição
decorre do primeiro homem que transgrediu a lei, pois Deus a ninguém tenta “Porque, como pela
desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela
obediência de um muitos serão feitos justos” ( Rm 5:19 ; Tg 1:13 ).
A mesma
argumentação que Piper utiliza ao interpretar o verso em tela é utilizada por
alguns ateus quando analisam a determinação que Deus deu a Adão no Éden. Porém,
como expressa as Escrituras, não foi Deus quem amaldiçoou Adão, porque a
determinação do Éden era expressão do cuidado de Deus, que avisou do risco que
havia em se tornar participante do fruto da árvore do conhecimento do bem e do
mal.
Não foi Deus quem
amaldiçoou Adão, antes foi Adão que buscou e lançou maldição sobre si e sobre
toda a sua descendência em virtude da força da penalidade que havia na
transgressão do mandamento: certamente morrerás. O que Deus deu a Adão foi uma
lei santa, justa e boa, pois foi instituída para preservar-lhe a vida, porém,
na lei estava explícita uma maldição ao transgressor e, quando Adão comeu do
fruto, o pecado que é excessivamente maligno achou ocasião na força da lei santa,
justa e boa que dizia: dela não comerás.
Quando o apóstolo
Paulo diz que Cristo nos resgatou da maldição da lei, pois se fez maldição por
nós, apresentou a base legal: ‘Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro’. A maldição que
Cristo veio dar liberdade ao homem diz da maldição do Éden em decorrência da
transgressão do mandamento dado a Adão, e não da maldição da lei mosaica, visto
que a lei mosaica foi dada para conduzir os judeus a Cristo, uma vez que os
gentios não tinham lei ( Gl 3:24 ; Rm 2:14 ; Ef 2:12 ). Se Cristo morresse para
livrar os homens da maldição da lei mosaica, os gentios não seriam contemplados
com a salvação, pois a lei foi escrita e dada especificamente aos judeus, ou
seja, a maldição que Cristo levou sobre si diz da maldição que decorre da
desobediência à lei dada no Éden ( Rm 2:14 ).
Na lei mosaica foi
estipulado que, caso alguém houvesse transgredido a ponto de ser condenado ao
madeiro, que o transgressor não permaneceria pendurado no madeiro de um dia
para o outro ( Dt 21:22 -23).
Por que tal
determinação? Porque assim como a serpente foi levantada no deserto, assim
importava que o Filho do homem também fosse levantado ( Jo 3:14 ; Jo 12:32 -33
). Porém, era necessário o Filho do homem descer ao seio da terra no mesmo dia
da sua morte, pois estava determinado três dias para que Ele permanecesse no
seio da terra e ressurgisse dentre os mortos ( Mt 12:40 ).
Ou seja, a
determinação na lei visava impedir que o corpo de Cristo permanecesse na cruz
de um dia para o outro, visto que, se assim fosse, o Cristo não passaria três
dias no seio da Terra conforme o predito “Quando também em alguém houver pecado,
digno do juízo de morte, e for morto, e o pendurares num madeiro, O seu cadáver
não permanecerá no madeiro, mas certamente o enterrarás no mesmo dia; porquanto
o pendurado é maldito de Deus; assim não contaminarás a tua terra, que o SENHOR
teu Deus te dá em herança” ( Dt 22:22 -33).
Ora, a lei foi dada
por causa dos transgressores, porém, Cristo não transgrediu, antes foi somente
contado entre os transgressores para que pudesse levar sobre si a maldição
deles. A maldição não advém de Deus, antes decorre da transgressão, pois Deus a
ninguém amaldiçoa.
Cristo ter sido
crucificado não significa que Deus amaldiçoou o seu Filho, antes que Ele estava
sendo crucificado em decorrência da transgressão da humanidade. É a
transgressão que impõe maldição, porém, Cristo foi crucificaram sem transgredir "Mas é para que
se cumpra a palavra que está escrita na sua lei: Odiaram-me sem causa" ( Jo 15:25 ).
Mas, porque Cristo
foi parar no madeiro? A resposta advém do salmo 22: Porque como servo do
Senhor, Jesus se tornou verme, opróbrio dos homens, ferido de Deus.
Todos os homens
estavam sob a maldição do Éden, até mesmo os que receberam a lei. Pois a Lei
determinava que quem cumprisse todas as suas determinações viveria por ela, mas
ninguém conseguiu cumprir toda a lei. Como ninguém cumpriu a lei, permanecia a
maldição; "Todos
aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque está
escrito: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão
escritas no livro da lei, para fazê-las" ( Gl 3:10 )
Quando Cristo veio
em cumprimento da lei ( Mt 5:17 ), veio na condição de Filho amado, em quem
Deus tinha prazer. Ele não era merecedor de morte, pois foi introduzido no
mundo livre de pecado, livre da condenação e da maldição que pesava sobre os
homens. Quando Cristo se sujeitou à morte, e morte de cruz, não foi na condição
de transgressor que foi suspenso como maldito "E, achado na forma de homem,
humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz" ( Fl 2:8 ).
Ele assumiu a
condição de maldito não como transgressor, pois quando foi pendurado no
madeiro, deixou ser pendurado em obediência à determinação do Pai. Ele
sujeitou-se à condição de maldito, deixando ser colocado no madeiro, porém, não
como transgressor, mas em obediência àquele que tinha poder de livrá-Lo ( Hb
10:9 -12); "Cristo
nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está
escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro" ( Gl 3:13 ).
Na desobediência de
um homem (Adão) muitos foram feitos malditos, mas na obediência do Filho do
homem, que se sujeitou à morte de cruz (cálice), humilhando-se a si mesmo,
muitos foram feitos justos ( Rm 5:19 ).
Os transgressores
eram conduzidos ao madeiro em decorrência dos seus crimes e, permaneciam sob a
maldição da transgressão de Adão, mas quando um obediente sem pecado
sujeitou-se a tomar a cruz e seguir ao calvário, reuniu os elementos
necessários para o resgate da humanidade (de todo que n’Ele crer).
Cristo foi tido
como maldito pelos homens em decorrência da cruz, mas na verdade, na cruz
estava o Cordeiro que pertencia a Deus. O que os homens reputavam por maldito,
aflito, ferido por Deus, na verdade pertencia a Deus, por isso chamado de
‘maldito de Deus’ ( Dt 22:22 -33), o que é muito diferente de ser o amaldiçoado
por Deus, pois a maldição só vem em função da transgressão. Mas Deus escolheu
as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias ( 1Co 1:27 ).
Devemos lembrar
também que todos os homens que vem ao mundo entram por Adão, que é a porta
larga que dá acesso a um caminho largo que conduz à perdição. Por causa de Adão
todos os homens são filhos da ira e da desobediência, ou seja, destinados à
separação eterna de Deus. Morrer sem Cristo, ou seja, sem nascer de novo pela
fé no Descendente prometido a Abraão é perdição eterna. Em vista desta verdade,
qualquer que fosse pendurado no madeiro, o que significava morte física, era
maldito, pois seguia para a eternidade alienado de Deus.
Cristo, ao ser
pendurado no madeiro, se fez maldição em prol da humanidade, porém, Ele era sem
pecado pois, não foi gerado segundo a carne, o sangue e a vontade do varão,
antes foi gerado pelo Espírito de Deus no ventre de Maria “Sobre ti fui lançado
desde a madre; tu és o meu Deus desde o ventre de minha mãe” ( Sl 22:10 ).
Apesar de morrer morte de madeiro, o pecado não possuía domínio sobre o Filho
de Deus, pois Ele não foi gerado da semente do pecado, antes foi formado por
Deus no ventre de Maria.
Por não ser
pecador, a morte não teve domínio sobre Cristo, pois a morte só tem domínio
sobre aqueles a quem a lei disse: certamente morreras. Somente sobre esses a
lei possui força, ou seja, sobre os descendentes da carne de Adão. Aquela lei
santa, justa e boa deu ocasião à separação de Deus em função da desobediência
de Adão.
O pecado não
possuía força, antes a buscou na lei que diz: '- Certamente morrerás', a força
necessária para aprisionar o homem. Por causa da morte proveniente da força da
lei, o pecado escraviza os homens, o que foi impossível com Cristo. A morte não
pode resistir! Soltas as ânsias da morte, Jesus ressuscitou para gloria de Deus
Pai.
Ou seja, ao se
oferecer sobre o madeiro, Jesus estava estabelecendo um novo e vivo caminho,
através do sacrifício do seu corpo, de modo que a humanidade voltasse a ter
acesso a Deus. E qual o acesso a Deus? Que os homens tomem cada um a sua
própria cruz sigam após Cristo, sejam crucificados, mortos, sepultados no
batismo da morte de Cristo, quando são de novo gerados uma nova criatura em
verdadeira justiça e santidade em comunhão com Deus.
Portanto, a morte
de Cristo foi substitutiva, visto que qualquer homem que experimentasse a morte
física estaria perdido por toda a eternidade. Mas, como Cristo morreu em lugar
da humanidade, ninguém que n’Ele crê precisa ficar com medo do pecado e da
morte. Ninguém deve temer o madeiro e os sofrimentos dele decorrente! Antes,
deve tomar cada um sobre si a sua cruz e seguir após Cristo até o calvário.
Deve morrer com Cristo, pois a lei que diz: A alma que pecar esta mesma
morrerá, não foi invalidada com a morte de Cristo. Antes ele providenciou o
meio de o homem morrer sem provar a morte física e ser glorificado sem descer à
sepultura ( Rm 6:3 -8; Cl 3:1 ).
A pena imposta pela
lei no Éden não passa da pessoa do transgressor. Como todos pecaram todos devem
morrer, porém, se morrer a morte física sem Cristo é condenação, mas se morrer
com Cristo conforme Ele conclama a todos para que tomem sobre si a sua própria
cruz, quando morrer fisicamente, a morte não mais tem domínio sobre tal pessoa,
pois já ressurgiu com Cristo e é uma nova criatura.
Cristo derramou a
sua alma na morte e foi contado entre os homens (transgressores), para levar
sobre si o pecado de muitos ( Hb 2:9 e 14). Assim Ele fez pelo prêmio que lhe
estava proposto: “Por
isso lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o despojo;
porquanto derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores;
mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores” ( Is 53:12 ; Hb
12:2 ).
Substitutivamente
Jesus morreu pelos pecadores ( Is 53:6 ), mas para ser digno d’Ele é necessário
ao homem tomar sobre si a sua cruz, chegar ao calvário, morrer com Cristo, ser
sepultado na morte pelo batismo na morte de Cristo ( Rm 6:3 ), e ressurgir
dentre os mortos na condição de irmão do Primogênito dentre os mortos “E quem não toma a sua
cruz, e não segue após mim, não é digno de mim” ( Mt 10:38 ).
Hoje o crente se
gloria na ressurreição! Quando não crente, foi necessário aproximar-se de
Cristo na morte, agora exultamos na ressurreição, pois fomos plantados à
semelhança da sua morte e ressurgimos na semelhança da ressurreição de Cristo.
A morte de Cristo não foi a morte de Deus
A morte de Cristo não foi a morte de Deus
Por definição Deus
é eterno ( Hb 1:12 ), enquanto do homem, por possuir um corpo de matéria é
mortal "Que
é o homem mortal para que te lembres dele? e o filho do homem, para que o
visites?" ( Sl 8:4 );
"Eu, eu sou aquele que vos consola; quem, pois, és tu para que temas o
homem que é mortal, ou o filho do homem, que se tornará em erva?" ( Is 51:12 ).
Deus é eterno. Não
há que se falar em morte com relação à divindade. Em primeiro lugar porque Deus
não pode alienar-se de si mesmo, ou seja, pecar, o que entendemos por morte,
separação, alienação "Para
que por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, tenhamos
a firme consolação, nós, os que pomos o nosso refúgio em reter a esperança proposta" ( Hb 6:18 ). Em
segundo lugar, Deus não é passível de morte física, porque Ele é Espírito.
Como Deus é
Espírito e Vida, não há que se falar que Deus morreu quando contemplamos a cruz
de Cristo.
Sabemos que só os
homens são passiveis de morrer fisicamente, contudo, os homens possuem uma
parte imaterial que é imortal: o espírito.
Lançar mão da
doutrina dos Calcedônios, por mais ortodoxa que se entenda ser, para forjar um
paradoxo, é leviano. Observe o primeiro exemplo de Piper: ‘... sendo que Jesus Cristo é homem e Deus em uma única pessoa, sua
morte foi a morte de Deus?’ ( Idem).
Ora, através das
Escrituras concebemos Deus em três pessoas distintas, porém, coeternas unidas
pelo vínculo da perfeição. Através das Escrituras sabemos também que uma das
pessoas da divindade resignou-se a deixar a sua condição de divindade, de modo
que efetivamente despiu-se da sua glória e tornou-se efetivamente homem.
É por causa desta verdade
exarada nas Escrituras que sabemos e compreendemos que Cristo era homem e Deus "Portanto o mesmo
Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e
chamará o seu nome Emanuel" ( Is 7:14 ). Ou seja, na eternidade,
a segunda pessoa da divindade, o Verbo, despiu o seu Espírito da glória que lhe
pertencia e foi encarnado no ventre de Maria.
Sobre essa verdade
comentou o apóstolo Paulo: "Que, sendo em forma de Deus, não teve por
usurpação ser igual a Deus. Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de
servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem,
humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz" ( Fl 2:6 -8).
Ou seja, embora
Cristo fosse Deus, conforme atesta o testemunho das Escrituras, na condição de
homem Jesus foi 100% homem, ou seja, Ele esvaziou 100% a si mesmo dos seus
atributos divinos.
Cristo era Deus
antes de ser encarnado, ou seja, era onisciente, onipresente e onipotente ( Jo
1:30 ), de modo que Ele criou todas as coisas e nada do que foi feito se fez (
Jo 1:3 ). Mas, para ser homem, Cristo teve que se despir completamente da sua
divindade. Para que Cristo em tudo fosse semelhante aos homens e, inclusive
sujeito à morte, teve que despir-se completamente, totalmente dos seus atributos
"Por
isso convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso
e fiel sumo sacerdote naquilo que é de Deus, para expiar os pecados do
povo" ( Hb 2:17 ); “...
fora feito um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da morte, para
que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos” ( Hb 2:9 ).
Portanto, antes de
ser encarnado, Cristo possuía todos os atributos da divindade, porém, na
condição de homem, Cristo não possuía nenhum atributo da divindade. Ele
tornou-se homem, despido dos atributos da divindade, de modo que Ele tornou-se
participante da carne e do sangue e sujeitos as mesmas fraquezas de todos os
homens, inclusive, sujeito à morte, porém, sem pecado ( Hb 4:15 ).
Portanto, Cristo
despiu-se 100% da sua glória e assumiu a natureza humana. Ele morreu por ser
100% homem, e ressurgiu dentre os mortos glorificado com 100% do poder que
possuía antes de ser encarnado "E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti
mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse" ( Jo 17:5 ).
Falando na
linguagem bíblica, Deus fez o homem à sua imagem: “E criou Deus o homem
à sua imagem” ( Gn 1:27 ), portanto, ao esvaziar-se dos seus atributos, Deus assumiu
a figura da sua imagem. Deus esvaziado de seus atributos não assumiu a condição
de anjo, ou de qualquer outra criatura, antes assumiu a figura da sua imagem
que concedera a Adão "No
entanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não tinham
pecado à semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele que
havia de vir" ( Rm 5:14 ), pois a expressa imagem do Deus invisível foi a nova
condição que Cristo assumiu ao ressurgir dentre os mortos ( Hb 1:3 ), condição
que passou a compartilhar com a igreja "Mas todos nós, com rosto
descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados
de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor" ( 2Co 3:18 ; 1Jo
3:2 ).
Ora, a divindade de
Cristo não foi perdida quando da encarnação, pois o escritor aos Hebreus é
claro quanto à adoração de Cristo: “E outra vez, quando introduz no mundo o
primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem” ( Hb 1:6 ), mas as
propriedades próprias à divindade Ele despiu-se, de modo que Jesus roga ao Pai
que se lhe dê a glória que possuía anteriormente.
Embora despido da
sua glória, Cristo não abriu mão de que os homens o reconhecessem como Deus e
da adoração que lhe era devida, visto que o Pai nas Escrituras não lhe vetou
tal prerrogativa. Entre os homens Jesus identificou-se como o ‘Eu Sou’ e foi
adorado "Ele
disse: Creio, Senhor. E o adorou" ( Jo 9:38 ; Jo 8:58 ).
Se considerarmos de
modo diferente da exposição das Escrituras, incorreremos em imprecisões: “O mistério da união entre a natureza humana e a divina na experiência
da morte não nos é revelado. O que sabemos é que Cristo morreu, e que no mesmo
dia ele foi ao paraíso (“Hoje estarás comigo no paraíso,” Lucas 23.43). Sendo
assim, parece ter havido consciência na morte, de modo que a união
contínua entre a natureza humana e a divina não precisasse ser interrompida,
ainda que Cristo tenha morrido somente em sua natureza humana” (Idem) grifo
nosso.
1.
Assim como os homens são sujeitos à
morte física, Cristo sujeitou-se à condição humana de modo que efetivamente
morreu; Cristo morreu porque sofreu o término das suas funções vitais, porém, o
seu espírito seguiu no pós-morte o mesmo caminho que é comum a todos os homens "E
o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu" ( Ec 12:7 ); Ele despiu-se da sua glória e tornou-se homem, ou seja,
participante da carne e do sangue. A bíblia é clara: Cristo morreu, foi
sepultado e ressurgiu ao terceiro dia. A diferença entre Cristo e a humanidade
após descer à sepultura está no fato de que o corpo de Cristo não viu
corrupção, pois ressurgiu dentre os mortos;
2.
Assim como os homens possuem um corpo
físico mortal, Cristo possuía um corpo mortal; assim como todos os homens
possuem um espírito imortal, Cristo na eternidade era o Espírito imortal que,
ao despir de sua glória, foi encarnado; já na encarnação Cristo passou a
depender exclusivamente do Pai, pois da sua concepção no ventre de Maria Jesus
já estava despido de sua glória e poder; é por isso que o salmista registra: ‘Sobre
ti fui lançado desde a madre’ (v. 10); da mesma forma que Deus não
pode morrer, o espírito dos homens não podem morrer; por proceder de Deus
jamais os espíritos dos homens deixarão de existir;
3.
Deus na sua glória não morre, ou
seja, é eterno, imortal. Mas, quando Cristo despiu-se da sua glória, assim o
fez de modo que pudesse provar a morte física, de modo que ele veio em
semelhança da carne do pecado. Quando Cristo morreu foi o seu corpo físico que
morreu; quando falamos de morte, devemos considerar que a morte do homem se dá
quando o espírito do homem deixa de habitar o corpo; quando Cristo morreu o seu
espírito que fora despido da glória que possuía separou-se do corpo, de modo
que o espírito foi entregue nas não de Deus, e o seu corpo sepultado;
4.
Quando Cristo morreu, permaneceu
consciente na morte assim como todos os homens permanecem conscientes, pois não
é o corpo que dá consciência, antes é o espírito do homem que lhe dá entendimento
“Na verdade, há um espírito no homem, e a inspiração do Todo-Poderoso o faz
entendido” ( Jó 32:8 );
5.
Compartilhar da natureza divina é
factível a todos os homens, desde que creiam em Cristo ( 2Pe 1:4 ). Quando a
bíblia fala de Cristo, ela apresenta o conceito de ‘despir-se de sua glória’;
ao despir-se da sua glória, a comunhão de Cristo com o Pai não foi
interrompida, e nem perdeu a prerrogativa de ser adorado por suas criaturas; o
que foi interrompido foi a prerrogativa de Cristo utilizar da Sua glória, do
seu poder; quando na semelhança da carne do pecado, Cristo era homem e em
comunhão com o Pai, porém, despido da sua glória; quando foi morto, Jesus
despiu-se da carne do pecado e passou a estar em espírito por um período de
três dias; após ressurreto, Jesus passou a estar de posse de todo o poder que
possuía antes;
6.
Portanto, à luz das Escrituras, Jesus
realmente morreu, assim como todos os homens morrem. Embora em comunhão com o
Pai, teve que entregar o espírito ao Pai quando morreu, assim como o faz todos
os homens; os homens são naturalmente homens, ou seja, menores que os anjos,
porém, podem ser carnais (gerados de Adão) ou espirituais (gerados de novo em
Cristo); deste modo é impossível ao homem possuir duas naturezas: uma carnal e
outra espiritual; Cristo, por sua vez, apesar de ser participante de um corpo
semelhante à carne do pecado, contudo, por ter sido gerado por Deus no vente de
Maria nunca foi carnal, ou seja, desde o seu nascimento Jesus era espiritual,
embora possuísse um corpo carnal ( 1Co 15:45 -47).
Cristo, sendo Deus
esvaziou-se da sua glória e se fez homem, o que possibilitou que Cristo
estivesse sujeito à morte, sujeito a que o espírito se separe do corpo, pois a
morte física é uma faculdade pertinente somente aos homens “Ora, ao Rei dos
séculos, imortal, invisível, ao único Deus sábio, seja honra e glória para todo
o sempre. Amém” ( 1Tm 1:17 e 6:16); "Vemos, porém, coroado de glória e de honra
aquele Jesus que fora feito um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão
da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos" ( Hb 2:9 ).
Portanto, podemos
dizer que Cristo é Rei dos séculos, imortal, invisível e, a Sabedoria de Deus,
e a Ele seja a honra e a glória para todo o sempre, pois como homem, ao ser
gerado no ventre de Maria, Cristo nasceu, cresceu e, quando adulto, na
plenitude dos seus dias, Jesus foi cortado da terra dos viventes "Da opressão e do
juízo foi tirado; e quem contará o tempo da sua vida? Porquanto foi cortado da
terra dos viventes; pela transgressão do meu povo ele foi atingido" ( Is 53:8 ).
As agruras e o terror da morte assombraram o Cristo do mesmo modo que
aterroriza todo e qualquer mortal ( Sl 56:3 ), pois após despir-se da sua
glória Cristo se fez homem, conforme foi prometido a Abraão, segundo a linhagem
de Davi ( Mt 26:36 -37; Lc 22:44 ).
A Parábola da Candeia
A Parábola da Candeia – Marcos
4:21-25
21 E disse-lhes: Vem, porventura, a
candeia para ser posta debaixo do cesto ou debaixo da cama? Não vem, antes,
para se colocar no velador?
22 Porque nada há encoberto que não haja de ser manifesto; e nada se faz
para ficar oculto, mas para ser descoberto.
23 Se alguém tem ouvidos para ouvir, que ouça.
24 E disse-lhes: Atendei ao que ides ouvir. Com a medida com que
medirdes vos medirão a vós, e ser-vos-á ainda acrescentada.
25 Porque ao que tem, ser-lhe-á dado; e, ao que não
tem, até o que tem lhe será tirado.
É a 16ª parábola das trinta proferida
por Jesus, na ordem em que elas se encontram na Bíblia.
"E disse-lhes:
Vem porventura a candeia para se meter debaixo do alqueire, ou debaixo da cama?
não vem antes para se colocar no velador? Porque nada há encoberto que
não haja de ser manifesto; e nada se faz para ficar oculto, mas para ser
descoberto".
Candeia era uma espécie de lamparina,
mas que tinha a mesma finalidade: iluminar. Representa a vida cristã, ou,
representa a vida de cada cristão em particular. Primeiro porque precisamos
sempre carregar o combustível para que haja fogo, luz. Segundo porque devemos
resplandecer a luz do Evangelho de Cristo neste mundo de trevas. Terceiro
porque não devemos ter uma luz escondida –
“Assim resplandeça a
vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem
o vosso Pai, que está nos céus.” Mt 5:16 .
A segunda parte da parábola é a que tem
a maior importância, segundo palavras do próprio Mestre. É a parte
que diz que aquilo que fizermos em oculto haverá de vir à luz. O
Evangelho tem essa característica, toda maldade é por ele revelada, exposta.
Há detalhes da revelação do Plano do
Evangelho que muitos não gostariam que estivesse ali, na Bíblia. Mesmo estando
lá, procuram ignorá-los no vão intento de que eles não sejam totalmente
verdade. Este detalhe, revelado nesta parábola é uma verdade que muitos
gostariam que não tivesse sido proferida por Jesus.
- Porque nada há encoberto que não haja
de ser manifesto. O plano de Deus é que seus servos sejam transparentes em suas
atitudes e em suas intenções. A Bíblia nunca deixou de revelar as fraquezas, os
tropeços, os erros e os pecados do povo de Deus, especialmente daqueles que são
considerados heróis da fé.
O Senhor é um Deus que tolera, que
perdoa, que renova, que oferece a possibilidade de reconciliação, mas não tem
ao culpado por inocente, em nenhum momento. A nova teologia que temos
visto em nossos dias, aflora a idéia de um Deus que não leva em conta
nada que tenhamos feito de errado, mas que simplesmente nos ama e pronto. Temos
visto, especialmente na América do Norte, mas já com raízes aqui no Brasil, a
teologia que diz que Deus não apenas ama incondicionalmente, mas que nos ama
furiosamente, como afirma o escritor americano Brennan Manning em seu livro: O anseio furioso de Deus.
Dizer que Deus apenas nos ama
incondicionalmente, segundo ele, é ter de Deus a imagem do Pai da parábola do
Filho Pródigo. Aquele pai que nos ama mas que nos espera voltar. Dizer que Deus
nos ama furiosamente implica em ter de Deus uma imagem que vai além. Trata-se
de um Deus que sai ao nosso encontro e que não descansa enquanto não nos
encontra, esteja onde e como estivermos, e nos traz de volta para Ele, sem se
importar onde tenhamos ido e o que tenhamos feito. Isto é verdade, em termos.
Ao pecador, caído na lama, Ele não lhes imputa o pecado. A quem já provou da
graça e por ela foi iluminado, existe uma responsabilidade. O amor continua o
mesmo, mas haverá cobranças. Não se pode abusar da graça e nem achar que ela é
cega.
Jesus nos revela nesta parábola que
Deus espera de cada um de nós, especialmente daqueles que trabalham em seu
Reino, que sejamos como uma candeia no velador para que todos possam ver
irradiar através de nosso testemunho e de nosso comportamento a santidade de
Deus e a beleza de sua doutrina –
“não defraudando;
antes, mostrando toda a boa lealdade, para que, em tudo, sejam ornamento da
doutrina ide Deus, nosso Salvador.” Tt 2:10 .
Fomos constituídos por Deus para sermos
luzeiro, para irradiarmos Sua luz, Seu amor, Sua graça, mas também, Sua
santidade, Sua pureza. Ter um bom testemunho perante a Igreja de Cristo e
perante a sociedade é uma recomendação amplamente encontrada na Palavra
de Deus, a Bíblia -
E eles disseram:
Cornélio, o centurião, varão justo e temente a Deus ne que tem bom testemunho
de toda a nação dos judeus, foi avisado por um santo anjo para que te chamasse
a sua casa e ouvisse as tuas palavras. At 10:22 ;
E um certo Ananias,
varão piedoso conforme a lei, que tinha bom testemunho de todos os judeus que
ali moravam,At 22:12 ;
Convém, também, que tenha bom testemunho dos
que estão de fora, fpara que não caia em afronta e no laço do diabo.1Tm 3:7
Ninguém despreze a tua
mocidade; lmas sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, na caridade, no
espírito, na fé, na pureza 1Tm 4:12 ;
Em tudo,
te dá por exemplo de boas obras; na doutrina, mostra incorrupção, gravidade,
sinceridade, Tt 2:7 .
E, Cristo se importa tanto com isso que
nos advertiu que se vivêssemos em duplicidade, aquilo em nós que for reprovável
e que estiver sendo feito às escondidas virá à luz. Em outro texto Ele disse
que o que foi feito nos recônditos do teu quarto ou gabinete se noticiará sobre
os telhados –
Porquanto tudo o que em trevas dissestes à luz será
ouvido; e o que falastes ao ouvido no gabinete sobre os telhados será apregoado
.Lc 12:3
A parábola da candeia, é curta e
simples, mas contém uma revelação preciosíssima. Consideremos que Jesus não
tinha por hábito desperdiçar palavras, certamente Ele queria que levássemos
muito em conta a importância de nunca nos tornarmos tropeço/escândalo para o
Evangelho. Descuidar no comportamento, para quem vive a difundir o Evangelho,
pode servir ao inimigo para desfazer tudo o que a pessoa construiu ao longo de
anos e até mesmo de décadas.
Feliz é aquele que pode dizer, como
Paulo: "Combati o bom combate..." , em outro sentido é como se ele
quisesse dizer: fui até o fim sem dar ao inimigo motivos para zombar do
Evangelho por causa de algum deslize em meu comportamento.
quarta-feira, 8 de julho de 2015
Namoro x Sexo x Santidade
NAMORO X SEXO X SANTIDADE
Como manter a santidade diante de diversas situações em nossas vidas, inclusive o namoro? É possível manter-se assim? Vamos nos reportar então à palavra do Senhor Deus e ver o que ela nos diz:
“Como filhos obedientes, não vos conformeis às concupiscências que antes tínheis na vossa ignorância; mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em todo o vosso procedimento; porquanto está escrito: Sereis santos, porque eu sou santo.” (1 Pe. 1:14-16).
Vamos primeiro analisar o texto:
Concupiscências – Lascívia, devassidão, luxúria, sensualismo e etc. Para nós desejos da carne.
Ignorância – Falta de conhecimento, instrução; estupidez.
Procedimento – Método, andar, vivência.
Estas são as palavras de Pedro, aquele que durante muito tempo acompanhou Jesus, sempre de longe, na espreita. Este mesmo Pedro entendeu todas as coisas que Cristo ensinou e passou a praticá-las. Da mesma maneira nos repassa então o seguinte: É possível ser santo! E então o que é santidade?
Segundo o dicionário, santidade é o estado de perfeição a que são chamados todos os homens.
Jesus viveu neste mesmo mundo em que estamos hoje e embora não tivesse toda esta tecnologia, a concupiscência existia da mesma maneira.
Existiam roubos,
homicídios,
adultérios,
fornicação,
prostituição,
malandragem,
picaretagem e etc.
Mas nem assim Jesus pecou. Durante seus 33 anos aqui neste mundo, manteve-se santo, sem cometer um pecado sequer, nenhum delito. Há muitos que dizem que Jesus era Deus, por isso não pecou, mas a bíblia diz que Jesus veio como homem, sofrendo assim como nós, tendo desejoscomo nós e etc. (Jo. 1:14).
Afinal, você nunca parou para pensar que Jesus achava as mulheres bonitas?
Você nunca parou para pensar que Jesus também passou por todas aquelas inconveniências que os meninos passam em sua adolescência?
De repente espinhas, polução noturna, (Emissão involuntária de esperma.) ereção em momentos inoportunos e etc. Devemos lembrar que Jesus sofreu as mesmas paixões que nós e nem por isso em momento algum pecou.
Pergunta A questão então é a seguinte: Vale a pena trocar nossa santidade pelos desejos da carne?
Já que nos dizemos cristãos devemos então buscar a santidade, uma vez tendo em vista que nosso Deus é santo. Já tentou misturar óleo com água?E luz com escuridão? Não combinam? Assim da mesma maneira Deus não se mistura com o pecado. Eis a promessa que Deus fez: “Santificai-vos hoje, porque amanhã Eu farei maravilhas entre vós” (Jos. 3:5), ou seja é necessário que nos santifiquemos para que as bênçãos de Deus caiam sobre nós.
A única forma de nos santificarmos é buscando a presença de Deus:
“Se, pois, fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; porque morrestes, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo , que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória. Exterminai , pois, as vossas inclinações carnais; a prostituição, a impureza, a paixão, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria; pelas quais coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência; nas quais também em outro tempo andastes, quando vivíeis nelas; mas agora despojai-vos também de tudo isto: da ira, da cólera, da malícia, da maledicência, das palavras torpes da vossa boca; não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do homem velho com os seus feitos, e vos vestistes do novo, que se renova para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou; onde não há grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, escravo ou livre, mas Cristo é tudo em todos. Revestí-vos , pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de coração compassivo, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade; e a paz de Cristo, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos. A palavra de Cristo habite em vós ricamente, em toda a sabedoria; ensinai-vos e admoestai-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, louvando a Deus com gratidão em vossos corações. E tudo quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.”. (Col. 3:1-17).
Defraudação: Meu pastor coloca como defraudação, aqui neste texto, o fato de se provocar desejos que você não pode satisfazer no outro. Por exemplo, quando a mulher coloca uma saia bem curta, ou um decote bem atrevido, uma calça justa; ela irá caminhar pelas ruas defraudando um montão de homens, pois ela não satisfará os desejos que ela está colocando neles, com certeza muitos homens a cobiçarão. O mesmo acontece quando o rapaz intencionalmente anda sem blusa exibindo os seus músculos, ou até mesmo usando aquele “short” bem curto (aliás é uma redundância dizer short curto, já que short em inglês significa curto)mostrando suas pernas definidas. Lembre-se: “...ninguém defraude ou iluda nisso seu irmão”. Este tipo de pecado pode acontecer no próprio namoro. Quem sabe alguma vez você não utilizou uma determinada roupa ou algum utensílio que mexeu com os sentimentos dela ou dele, com certeza você tinha noção do que iria provocar.
“Porque esta é a vontade de Deus, a saber, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição, que cada um de vós saiba possuir o seu vaso (corpo) em santidade e honra, não na paixão da concupiscência, como os gentios que não conhecem a Deus; ninguém iluda ou defraude nisso a seu irmão, porque o Senhor é vingador de todas estas coisas, como também antes vo-lo dissemos e testificamos. Porque Deus não nos chamou para a imundícia, mas para a santificação. Portanto, quem rejeita isso não rejeita ao homem, mas sim a Deus, que vos dá o seu Espírito Santo” (I Tes. 4:3-8).
Fornicação: Segundo o dicionário, fornicar é cometer relações sexuais ilícitas. No nosso caso as relações sexuais fora do casamento são consideradas ilícitas, assim como as relações com parentes (Lv.18), pois Deus criou o casamento exatamente para que pudéssemos desfrutar deste ato maravilhoso que é o sexo, afinal tudo que Deus criou é bom. (“E viu Deus tudo quanto fizera e eis que era bom” - Gen. 2:31a). Quantos de vós já ouviram a determinada frase: “Deus criou o sexo seguro e o chamou de casamento”?
Lascívia: Segundo o dicionário podemos colocar a lascívia como sensualidade ou libidinagem. Libidinagem é o desejo sexual.
· É completamente normal o desejo sexual, afinal nosso corpo está em perfeito funcionamento.
· Mas é totalmente errado explorar tais desejos, uma vez que isto nos levará a querer sempre mais.
Pesquisas comprovam que entre 10 casais de namorados cristãos (sejam eles jovens ou adolescentes), pelo menos 7 têm a vida sexual ativa e, isto não é uma estatística, é fato. Porque será que este número é tão grande?
Conta um pastor que durante um certo tempo em sua vida esteve verdadeiramente aprisionado por este pecado, a fornicação. Passou cerca de 1 ano e meio entre suas redes. E não conseguia se livrar dele de jeito nenhum estava preso pela:.
Dependência emocional:
Queda espiritual:
Doenças sexualmente transmissíveis:.
Gravidez indesejada:
Casamento precoce:
Uma pesquisa realizada nos E.U.A. comprovou que 90% dos casamentos entre adolescentes acabam em divórcio. É evidente que um adolescente não tem maturidade suficiente para enfrentar a vida a dois. Eu mesmo era um dos que pensavam assim. Graças a Deus tive minha mente mudada e vi que não era esta a solução.
Como fazer então para que esse pecado não entre em nossas vidas?
· O namoro cristão tem que ter propósito.
· Um cristão não namora para exibir sua namorada por ser bonita.
· Um cristão não fica.
Tem que ter em sua mente o que Deus quer que ele faça. Lembram-se da ordem: “Multiplicai-vos e enchei a terra”. O namoro cristão tem quer ter por finalidade o casamento. O casal tem que planejar ser assim. É claro que não casamos com todas as pessoas com as quais namoramos, mas temos que ter este propósito em mente e Deus há de se encarregar do restante. Creio como muitos, que o noivado é um amadurecimento do namoro e o casamento é quando o namoro deu certo. Se o namoro der certo, vai acabar em casamento.
Podemos relacionar algumas coisas que nos ajudarão a prevenir o sexo antes do casamento, mas a principal delas é a submissão a Deus e sua comunhão íntima com Ele.
1. Evitem namorar em ambientes com pouca luz. Andar na luz é a melhor coisa para um cristão. (Se alguém andar de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo; mas se andar de noite, tropeça, porque nele não há luz – João 11:9-10).
2. Evitem ficar sozinhos. O fato de o casal estar sozinho lhes da liberdade para fazer muitas coisas. Não é bom que isso aconteça. Quando for necessário conversar alguma coisa particular, fiquem sempre à vista de alguém; isto ajuda até a não causar escândalos.
3. Evitem conversas imorais, sejam elas com seu companheiro(a) ou com amigos. Assuntos de cunho imoral fazem com que a mente trabalhe e pense em determinadas situações, o que traz vontade de manifestar nossos desejos. Lembre-se: “As más conversas (companhias) corrompem os bons costumes” (1 Cor. 15:33).
4. Não defraude. Evite fazer carícias que possam despertar o desejo sexual do seu parceiro, afinal ele ou ela, como seres humanos tem desejos como qualquer um e nossa mente não tem limite para a imaginação; quanto mais fundo você for mais seu corpo quererá ir.
5. Dê valor às amizades, o fato de você estar namorando não significa que você deve passar a viver exclusivamente para seu parceiro, não se prive.
Coloque joelhos no chão todos os dias e consagre o seu namoro a Deus, comprometa-se a utilizar o seu namoro para glorificar o nome do Pai
A Família
Benditos Laços do Matrimônio
Gênesis 2: 18-24
O sonho da maioria dos jovens, e conseqüência natural da vida, é a união conjugal. O desejo de ter uma família faz com que, a certa altura, as pessoas acrescentem às suas necessidades a de estabelecer um lar. Mas, muitas vezes, o sonho de constituir família torna-se um pesadelo. O casamento, ao invés de resolver o problema da solidão, passa a ser um problema ainda maior, e os cônjuges sentem-se frustrados, desanimados, arrependidos e muitos casamentos culminam em separação. Para que isso não ocorra com você ou com seus filhos, dedique-se ao estudo deste artigo.
I - QUE É O CASAMENTO
a) É uma instituição divina, Gn. 2: 18. Deus o estabeleceu, visando à felicidade do homem. Embora algumas pessoas citadas na Bíblia não fossem casadas, entre elas Jesus e Paulo, no entanto, Jesus mesmo ressaltou a importância do matrimônio e o confirmou como divino, Lc. 10: 7-9c.
b) É uma união exclusiva, Gn. 2: 24. A idéia original de Deus para o casamento é a monogamia. A recomendação bíblica é de que “...cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido", I Co. 7: 2.
c) É uma união permanente. A indissolubilidade do casamento é um dos valores em baixa em nossos dias. Para muitos, o matrimônio pode ser desfeito a partir do momento em que houver conflitos ou quando as partes envolvidas não combinarem mais. A Bíblia é clara com respeito a essa união permanente em Mc. 19: 9 e I Co. 7:10-11. A expressão “unir”, de Gn. 2: 24, originalmente tem o sentido de colar, soldar, pressupondo que qualquer tentativa de rompimento trará efeitos devastadores.
II - PARA QUE EXISTE O CASAMENTO
a) Companheirismo, Ec. 4: 9-12. Ao criar o homem, Deus viu que não era bom que ele estivesse só, Gn 2: 18. Deu-lhe, então, uma companheira. Esse é um dos grandes propósitos do casamento: compartilhar as experiências e, juntos, construírem seu patrimônio.
b) Procriação. As pessoas se casam para dar continuidade à existência da família, Gn. 1: 28. Gerar filhos é uma conseqüência natural do amor dos cônjuges.
c) Para ter um ambiente onde se possa regular a vida sexual, Hb. 13: 4. Ao contrário do pensamento ascético, as funções sexuais do homem e da mulher foram uma dádiva de Deus para o prazer de ambos. Sendo assim, a vida sexual deve ser exercida dentro do matrimônio, Pv. 5: 15-19, numa relação onde exista o respeito, Hb. 13: 4; mutualidade, comunhão, compreensão, consideração e amor, I Co. 7: 2-5 e I Pe. 3: 7.
III - DESAJUSTES NO CASAMENTO
Há muitos casamentos falidos. Muita gente conforma-se com a situação precária de seu matrimônio e continua junta apenas para manter as aparências. No entanto, a realidade é que experimentam, a cada dia, os dissabores que um matrimônio estragado pode gerar.
Quais são as causas desses desajustes?
a) Uma expectativa irreal por parte dos cônjuges. Alguns escolhem o casamento como fuga dos diversos problemas da casa dos pais. Vêem o casamento como um paraíso a ser vivido. Esquecem-se, porém, de que o casamento não sufoca a individualidade de cada um.
b) Falta de preparo dos cônjuges. Moços e moças enfrentam o casamento como se fosse apenas mais uma aventura. Há falta de informações, que deveriam ser oferecidas pelos pais, ou sobram informações distorcidas, oferecidas pela sociedade, e até mesmo igrejas têm deixado de transmitir aos seus jovens conselhos que os prepararão para tão nobre missão.
c) A concepção mundana do que é o casamento. Aqueles que têm grande influência sobre as pessoas através dos meios de comunicação nem sempre demonstram à sociedade um comportamento sadio em termos de matrimônio. Depravação, infidelidade e desrespeito são consideradas práticas normais, excluindo a idéia de que um casamento pode tornar-se uma fonte de felicidade para as pessoas, Rm. 12: 2.
d) Dependência e interferência dos pais. É preciso observar o verbo usado nas Escrituras: “deixará o homem seu pai e sua mãe”, Gn. 2: 24. Entretanto, com o casamento, um passa a pertencer à família do outro, Rt. 1: 16c. E a interferência não muito sábia dos pais, em certos momentos, pode causar transtornos ao lar recém-formado.
e) A ação destrutiva de satanás. O desejo do diabo é de destruir a paz e a felicidade dos lares, pois ele sabe que a família tem grande importância no plano de Deus. É necessário vigilância e oração para vencer as astutas ciladas do diabo, Jo. 10: 9; I Pe. 5: 8-9.
IV - Como resolver os problemas do matrimônio.
a) Solidificá-lo na Palavra de Deus, Mt. 7:24-27. Essa estrutura acontece através de uma dedicação à leitura, estudo e prática da Bíblia, a fim de que o lar encontre forças para resistir às tempestades e intempéries da vida.
b) Praticando o perdão, Ef. 4: 32. Devemos aprender a perdoar, da mesma forma como Deus nos perdoou em Cristo Jesus.
c) Crendo no poder restaurador de Jesus, Mc. 9: 23. Se o diabo veio para matar, roubar e destruir, Jesus veio para que todos tenham vida e a tenham em abundância, Jo. 10: 9-10. Não existe nada que Deus não possa realizar visando à felicidade e o bem-estar de seus filhos, Lc. 1: 37.
A Bíblia e a Educação dos Filhos
Deuteronômio 6: 1-9
É comum hoje vermos muitos pais desorientados quanto à educação de seus filhos. A maioria se vê perdida diante de uma filosofia que propõe uma educação mais aberta. O que fazer? Como educar os filhos, de maneira que não sejam reprimidos sem, no entanto, deixá-los sem correção?
Apesar de não existir uma fórmula mágica para criar filhos, a Bíblia Sagrada, em situações como essa, tem um padrão equilibrado de instruções quanto à criação de filhos. Vejamos.
I - EDUCANDO ATRAVÉS DO EXEMPLO, I Tm. 4: 12
Quando a Bíblia nos convida a sermos bons cristãos, ela estampa diante de nós o grande exemplo de vida de Jesus. Seus ensinos foram eficazes na formação do caráter de seus seguidores porque ele vivia aquilo que ensinava. Devido à manifestação dessas qualidades na vida dos discípulos, em Antioquia eles foram chamados, pela primeira vez, de cristãos, At. 11: 26.
Muitos casais frustram-se na educação de seus filhos por causa de suas próprias incoerências. O conflito entre o que é ensinado e o que é, de fato, praticado leva os filhos a rejeitar, ainda que inconscientemente, suas técnicas educacionais. A falta de exemplo no ensinamento faz com que os pais percam a autoridade sobre seus filhos e, muitas vezes, provoca neles a ira, Ef. 6: 4.
Somente as atitudes de pais fíéis, norteadas pelo Espírito Santo, podem ser base sólida, que permitam educação exemplar, influenciando a conduta de seus filhos.
II - EDUCANDO COM DISCIPLINA
Numa sociedade tão liberal e permissiva como a nossa, a palavra disciplina não soa tão bem. Afinal de contas, segundo o que se prega hoje fora da igreja, todos são livres para fazer o que desejam, e ninguém pode impor limites à liberdade alheia, ainda que isso signifique libertinagem. Tal conceito tem atingido em cheio os lares. Por um lado, pais que têm medo de insistir com seus filhos; por outro, filhos que desconhecem limites.
Essa maneira de educar, no entanto, tem feito psicólogos e orientadores refletirem, baseados nos resultados obtidos. E alguns deles reconhecem que a disciplina é necessária. “Para viver em um clima de segurança, a criança precisa também de regras” (Revista Veja - “Família, pais e filhos com hora marcada”, edição de julho/97).
1. O que a Bíblia nos ensina sobre a disciplina de filhos?
a) Disciplina significa treinamento para agir de acordo com regras estabelecidas, Pv. 22: 15. Os filhos precisam aprender que em todos os segmentos existem regras, normas, horários que devem ser cumpridos;
b) Disciplina significa correção. O texto de Ap. 3: 19 mostra o relacionamento de Jesus com uma igreja rebelde. Mas, apesar de ser rebelde, Ele a amava e, por isso, a corrigia;
c) Disciplina significa imposição de limites, Pv. 25: 28. Qualquer liberdade sem limite é prejudicial. É preciso que se estabeleçam limites, e que estes sejam reconhecidos por todos.
d) Disciplina tem resultados positivos. A correta e firme disciplina trará sabedoria aos filhos, descanso aos país, Pv. 29: 15-17, e livrará do inferno, Pv. 23: 13-14
2. O mau uso da disciplina.
Não se pode usar a disciplina incorretamente porque os prejuízos serão terríveis. Quando os pais dão ordens aos filhos e não esclarecem suas razões, quando são incoerentes, exagerados; quando agridem, espancam os filhos, estão sempre em discórdia e disciplinam os filhos sem motivo, esse mau uso da disciplina poderá vir a formar filhos desrespeitosos e revoltados.
III - EDUCANDO FILHOS PARA DEUS
A boa educação e instrução do lar resultará no aperfeiçoamento do caráter dos filhos, no relacionamento sadio da família, num grande benefício para a sociedade como um todo. Mas o grande objetivo é levar a família a Deus, Js. 24: 15. Por isso, os alvos dos pais devem ser coerentes com os alvos de Deus. Os pais que sentem essa responsabilidade agem da seguinte maneira:
a) Levam seus filhos à casa de Deus e os apresentam ao Senhor. Ana, preocupada com a crise ministerial de seus dias, e pelo fato de não ter condições de gerar filhos, orou insistentemente ao Senhor, I Sm. 1: 11. Quando seu filho, Samuel, nasceu, foi rapidamente apresentado a Deus em cumprimento do voto feito por sua mãe, e tornou-se um dos maiores vultos da Bíblia Sagrada, I Sm. 1: 26-28. Assim também, José e Maria fizeram com Jesus, Lc. 2: 21-24, conforme a prescrição da Lei, Lv. 12: 6-8 e Êx. 13: 2.
b) Ensinam aos filhos a Palavra de Deus, Dt. 6: 6-7 e 32: 46. Para que o ensino seja eficaz é necessário que esta Palavra esteja, primeiro, no coração dos pais, v. 6. Esse ensino deve ser contínuo, v. 7. A Palavra deve ser ensinada dentro de casa, nas caminhadas, nas viagens, na hora de deitar-se e de levantar-se.
c) Testemunham dos feitos de Deus, Sl. 78: 4. Falar daquilo que Deus tem feito é uma maneira de estimular os filhos a crer no grande poder de Deus.
A Família e as Finanças
1 Timóteo 6: 6-10
Estamos vivendo uma época em que as pessoas são convidadas a consumir, a comprar. Propagandas bem elaboradas, programas de crédito facilitado, novidades nas vitrines, etc, são um verdadeiro apelo a gastar. A fonte de muitos problemas enfrentados pelas famílias está no mau uso do dinheiro e no abuso do crediário.
Este estudo tem o objetivo de mostrar os males do amor ao dinheiro, e os benefícios que ele pode proporcionar, se usado com sabedoria e moderação.
I - O AMOR AO DINHEIRO E SEUS MALES
Todos estamos cientes da importância do dinheiro para a sobrevivência da família. No entanto, o amor a ele é a raiz de todos os males, I Tm. 6: 10a. Jesus já falara do perigo do dinheiro tornar-se um deus na vida do homem, Mt. 6: 24. Ele quis dizer que a busca das riquezas poderia exigir uma dedicação tão grande, quanto Deus exigia de seus servos. Seria, portanto, impossível servir aos dois, ao mesmo tempo.
Esse fato foi exemplificado por Jesus quando Ele encontrou-se com o jovem rico, Mt. 19:16-22. Não que a riqueza em si fosse de todo má, mas o coração pode estar tão preso por ela que isso se constitui num obstáculo para seguir a Jesus. Quando o dinheiro se torna um deus na vida do homem, tal pessoa é capaz de usar até meios ilícitos para obtê-lo ou usá-lo. Veja como agem alguns:
Há pessoas que mentem e enganam com a finalidade de obter lucros e vantagens pessoais, Pv. 21: 06;
Outros exploram os semelhantes em benefício próprio, Jr. 22: 13; Tg. 5: 4;
Muitos praticam o suborno, Is. 1: 23; Am. 5: 12;
Isso além dos roubos, assassinatos, assaltos e tantos outros crimes que visam a subtrair bens ou dinheiro de pessoas ou instituições.
Essas práticas não resolvem o problema de ninguém porque o resultado desse lucro desonesto são as dificuldades no lar, Pv. 15: 27; o desapontamento, Ec. 5: 10; insensatez, Jr. 17: 11; miséria, Tg. 5: 3 e apostasia, I Tm. 6: 10.
II - O DINHEIRO PODE SER BÊNÇÃO
Talvez a palavra dinheiro e o verbo comprar sejam os mais usados nos lares. Entretanto, a má atitude de algum membro da família com relação ao dinheiro pode prejudicar a todos. Mas, se houver bom ensinamento e boa administração financeira, certamente o dinheiro será bênção.
a) É necessário união e compreensão entre os membros da família. Se todos tiverem afeição e confiança entre si, se houver altruísmo, tolerância e respeito como base para seu relacionamento, a família conseguirá superar seus problemas financeiros. É preciso que todos saibam fazer a diferença entre aquilo que é necessário e o que é supérfluo, I Tm. 6: 8, cooperando-se mutuamente.
b) Deve-se ter uma atitude equilibrada com relação ao dinheiro. Ele não deve ser encarado como um fim em si mesmo. É apenas um meio pelo qual se alcançam alguns valores da vida. Por outro lado, não podemos minimizar sua importância. É justo que se trabalhe, se esforce e que se poupe certa quantidade para momentos imprevisíveis e para outras necessidades da vida. Economizar visando a um futuro melhor para os filhos é um dever dos pais, e os filhos aprenderão a gastar construtivamente e a dar a devida importância ao dinheiro.
c) Determinação de viver dentro dos rendimentos. Precauções devem ser tomadas para que as despesas do lar não ultrapassem ao que se ganha. Se há descontrole nas finanças, se os pais excedem nos gastos, é claro que no final do mês haverá dificuldades financeiras.
III - AS FINANÇAS E A COMPLETA DEPENDÊNCIA DE DEUS
No Salmo 73, está a experiência de um homem chamado Asafe. Ele começou a observar que os ímpios eram prósperos, sadios e aparentemente felizes, vv. 3-12, enquanto que ele, que procurava servir a Deus, era afligido a cada manhã. Mas, chegou à conclusão de que o mais importante era estar junto de Deus, v. 28. Tanto nesse texto, quanto no Salmo 127, percebemos a importância e a necessidade de dependermos de Deus para o nosso equilíbrio financeiro.
a) É Deus quem nos dá o trabalho e provê os meios necessários para suprirmos nossas necessidades, Tg. 1: 17. Os filhos precisam aprender a valorizar o trabalho, e aquilo que é fruto dele.
b) É melhor o pouco, no temor do Senhor, Pv. 15: 16. Há pais que, na intenção de ganhar mais, sacrificam sua união conjugal e isso causa graves prejuízos ao seu lar. Idolatram o emprego e deixam de lado até mesmo o tempo que seria para enriquecer o convívio familiar.
c) Há promessas de prosperidade àqueles que honram ao Senhor com suas finanças, Pv. 3: 9-10; Ml. 3: 8-10; Lc. 6: 38. Honrar ao Senhor com dízimos e ofertas é uma questão de fé e obediência e, quando o lar prioriza a contribuição ao Senhor, Ele abre as janelas dos céus sobre seus servos. A nossa contribuição ao Senhor é uma expressão de gratidão e alegria de nossa parte.
e) Devemos ter sabedoria para gastarmos os recursos que Deus nos dá, Is. 55: 2. Precisamos da orientação divina sobre como, onde e quando gastar o nosso dinheiro. Não podemos esbanjar as nossas finanças sem direção, aplicando-as em coisas desnecessárias.
O Comportamento Sexual
1 Tessalonicenses 4: 1- 8
Uma das causas da desintegração da família é, sem dúvida alguma, o atual comportamento sexual pregado pela mídia que, de maneira avassaladora, tem tomado conta dos lares nesta virada de século. É comum encontrarmos pais frustrados, filhos revoltados e famílias divididas por causa de problemas de natureza sexual. Quais as orientações que a Bíblia tem a dar sobre este assunto?
I - OS PARÂMETROS BÍBLICOS PARA O RELACIONAMENTO SEXUAL
Deus criou os seres humanos dotados de sexualidade. E estabeleceu o matrimônio para que, dentro dele, os casais pudessem cultivar as relações sexuais, Gn. 2: 24; Hb. 13: 4; I Co. 7: 1-5. Mas, a sociedade tem voltado as costas à Palavra de Deus e ao bom senso. Que problemas isso ocasiona?
1) O relacionamento sexual antes do casamento. Em nome de uma liberdade de consciência, jovens e adolescentes são convidados a praticar sexo sem temores. Contudo, esse envolvimento precoce pode trazer sérios problemas, porque é uma relação que sempre procura satisfazer o próprio prazer. Mas, onde ficam os sentimentos ternos, sem os quais as relações sexuais não têm sentido?
Relações pré-nupciais podem gerar sentimentos de culpa, insegurança, dificultando o relacionamento harmonioso do casal posteriormente.
O hábito da relação pré-marital torna mais difícil manter a fidelidade dentro do casamento. A pessoa que não se disciplinar na prática da continência anterior ao casamento, achará difícil conter-se sexualmente nas ocasiões em que tal atitude possa tornar-se necessária dentro do casamento, por causa de enfermidade, viagens, gravidez ou por outros motivos.
Não existe anticoncepcional absolutamente eficiente, e o casal que se envolve nesse tipo de relação sempre corre o risco de gerar filho. Isso sem contar que está exposto às doenças sexualmente transmissíveis.
2) O adultério. A infidelidade conjugal tem sido a causa da destruição de inúmeros lares, separação de casais, revolta de filhos, além de ser uma abominação ao Senhor, Pv. 7: 25-27; I Co. 6: 15-19. O adultério leva aquele que o pratica a um caos moral, espiritual e até financeiro. Vêm a vergonha, o abalo emocional e a angústia. Veja Pv. 5: 3, 4.
As conseqüências espirituais do adultério são a separação de Deus, Is. 59: 1; Sl. 66: 8; o desânimo, Sl. 51: 12; a aplicação da justiça de Deus, Hb. 13: 4. Se não houver sincero arrependimento e volta para Deus, virá, então, a condenação eterna, I Co. 6: 9.
II - DISTORÇÕES MORAIS EM UMA SOCIEDADE SEM DEUS
No texto de Rm. 1: 24-32, o apóstolo Paulo escreve acerca de desvios de comportamento. Nos vv. 26 e 27, menciona o homossexualismo que, em conjunto com os pecados citados nos vv 29 a 31, está sob a condenação divina.
A realidade da situação exposta pelo apóstolo é tão clara em nossos dias que existem segmentos da sociedade que aceitam a união civil entre homossexuais. E não poucas pessoas, até mesmo com o nome de cristãos, interpretando a Bíblia a seu bel-prazer, tentam justificar tais pecados.
Todavia, advertências seriíssimas são ignoradas, tais como, Lv. 18: 22; a história de Sodoma e Gomorra em Gn. 19: 1-38; e o próprio texto de Rm. 1: 24-32. Veja também o texto de I Co. 7: 2.
Como lidar com essa situação?
Entender que há cura para o homossexual mediante um tratamento sério, confissão sincera e arrependimento verdadeiro, I Co. 6: 11; I Jo. 1: 9
Agir com o coração de Deus, que não ama o pecado, mas ama o pecador, restaurando-o.
Reconhecer que o homossexualismo é apenas mais um dos inúmeros atos reprovados pela justiça divina. Pecados tais como a injustiça social, o roubo, as impurezas, a desonestidade, etc, estão relacionados na mesma condenação, I Co. 6: 9-11.
Procurar ajudar os que incorrerem em tais erros, através de aconselhamento, oração, levando-os a viver uma nova vida em Cristo Jesus , II Co. 5: 17.
III – COMO A FAMÍLIA DEVE PRECAVER-SE
Como devem proceder os pais na orientação dos filhos?
a) A educação sexual. Os filhos precisam de encontrar em seus pais a resposta para seus dilemas através de uma conversa franca;
b) O cultivo da vida espiritual. Nunca devem faltar no lar a oração, a comunhão, a leitura de bons livros, incentivo à participação aos cultos e, acima de tudo, a constante leitura da Bíblia, Sl. 119: 9;
c) Dizer “não” a tudo o que contraria as verdades de Deus, e não permitir que amigos que não conhecem a Bíblia doutrinem a família, Ef. 5:11;
d) Fazer com que o lar seja um ambiente de felicidade e segurança, pois muitos filhos tentam compensar essa falta fazendo aquilo que é reprovável como uma expressão de revolta e rebeldia da sua parte.
Pastor Jandiro
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