segunda-feira, 24 de agosto de 2015

A entrada triunfal

A entrada triunfal

          “E, logo que se aproximaram de Jerusalém, de Betfagé e de Betânia, junto ao monte  das Oliveiras, enviou dois dos seus discípulos e disse-lhes: Ide à aldeia que está defronte de vós; e, logo que ali entrardes, encontrareis preso um jumentinho, sobre o qual ainda não montou homem algum; soltai-o e trazei-mo. E, se alguém vos disser: Por que fazeis isso?, dizei-lhe que o Senhor precisa dele, e logo o deixará trazer para aqui. E foram, e encontraram o jumentinho preso fora da porta, entre dois caminhos, e o soltaram. E alguns dos que ali estavam lhes disseram: Que fazeis, soltando o jumentinho? Eles, porém, disseram-lhes como Jesus lhes tinha mandado; e os deixaram ir. " Marcos, 11:1-6
        Esta narrativa do Evangelho segundo Marcos, começam os eventos da semana da paixão de Cristo.  A mesma  multidão que recebeu gloriosamente o Senhor Jesus, presumia que o Messias restauraria Israel como nação e governaria politicamente as nações. Eles não compreendiam o propósito expresso por Jesus concernente à sua vinda ao mundo. Posteriormente, a mesma multidão gritou: "Crucifica-o", ao perceber que Ele não era o Messias do tipo que eles esperavam.
        A popularidade de Jesus, principalmente no segundo ano de seu ministério cresceu muito, uma vez que neste espaço de tempo fez muitos milagres, deu grandes ensinamentos, e sua fama correu muito nas aldeias circunvizinhas e muitas pessoas se achegaram ao mestre. Isto não quer dizer que em demais anos o Senhor passou despercebido. Muitos viam Jesus como o filho de Deus, o libertador de Israel e principalmente aquele que livraria o homem da escravidão do pecado. Outros enxergavam o Mestre como um líder político capaz de libertar sua nação da opressão que vinha sobre seus antepassados e se estendia até naqueles dias.
        O mesmo acontece nos dias de hoje, ninguém é privado de ver o mundo, as pessoas da sua maneira. Existem aqueles que julgam precipitadamente sem ter base do que está fazendo.
        O filho de Deus sabendo do que lhe esperava, manda que dois de seus discípulos buscassem um jumentinho, que ninguém ainda tinha montado, trouxeram ao Senhor e foi sua condução para a entrada em Jerusalém. O povo saudando gritando "Hosana nas maiores alturas! Bendito o que vem em nome do Senhor! Olha o teu rei ai vem!"  
Jogavam suas vestes, cortavam ramos de árvores para Jesus passar por cima. A multidão estava alvoroçada, ali montado no jumentinho vinha a solução de todos seus problemas. Outros perguntavam: Quem é este? A resposta vinha imediatamente: Este é Jesus, o profeta de Nazaré da Galiléia. Dias depois a mesma multidão gritava: Crucifica-o crucifica.
O que Jesus tem representado para você? Nas horas boas vemos como a resolução de todos nossos problemas. Passou um pouco de tempo nossa visão muda completamente. A diferença, o Senhor sempre, nos vê da mesma maneira, como seu irmão.
  
Pastor Jandiro A. Silva,

O enganador

O enganador

             “Cresceram os meninos; e Esaú tornou-se perito caçador, homem do campo; mas Jacó, homem sossegado, que habitava em tendas. Isaque amava a Esaú, porque comia da sua caça; mas Rebeca amava a Jacó. " Gênesis  25:27-28.
            Um dos nomes mais conhecidos da história bíblica e da cultura israelita é o nome de Jacó. Dividindo o ventre de sua mãe Rebeca,  com seu irmão gêmeo Esaú.  Jacó teve que usar de todas as artimanhas possíveis para  adquirir a primogenitura, fato este legitimado a seu irmão de direito mas não de fato. Esaú, um caçador preocupado somente com o fruto de seu trabalho, deixando o futuro, ou seja a linhagem familiar para que Deus providenciasse, uma maneira da qual tanto ele ou outra pessoa qualquer poderia dar continuidade.  Esaú por ser o primogênito, ficava totalmente à vontade, pois entendia ele que era algo que não poderia perder.
            Enquanto Esaú continuava seu trabalho no campo, Jacó astutamente preparava uma maneira para poder tirar o direito de seu irmão. Mesmo sendo gêmeos, nascidos no mesmo dia, a diferença de idade se dava entre ambos pois Esaú saiu primeiro, e agarrado a seu calcanhar logo em seguida veio Jacó, por isso o significado de seu nome (suplantador). Para muitos a disputa da primogenitura começava dentro do ventre de sua mãe, ambos querendo ser o primeiro a nascer. 
            Procurando meios para conseguir seus objetivos pessoais, certa vez quando Esaú chegou do campo cansado, Jacó, aproveita o momento e compra  a primogenitura de seu irmão trocando por um cozido vermelho que Jacó tinha preparado. Depois de jurar que  alcançaria o  tão sonhado objetivo de sua vida, Jacó por um preço muito baixo, vendeu o seu direito. Pão e o cozido vermelho de lentilhas, foi o valor.
Quando seu pai Isaque, foi abençoar o primogênito antes de sua morte quem estava lá para receber a bênção; Jacó, todo camuflado em volto em peles, conseguiu enganar seu velho pai já cego e de idade avançada. Isaque pensou que era Esaú, pois o caçador era peludo. Se o velho pai soubesse não se deixaria enganar, pois não tinha compartilhado daquela negociata. Jacó conseguiu seu intento, recebeu a bênção do pai. Santo Agostinho, certa vez, disse: " É impossível enganar-se sobre a verdade de uma percepção; o engano está em afirmar uma verdade existente na coisa, fora do próprio ato de perceber." Assim, radicalizando esta posição, este pensador fundamenta a certeza da existência, pela noção de que: aquele que se engana pôde afirmar que é, pois o que não é não pode ser enganado. 
Hoje vivemos em uma sociedade que pessoas enganam outras através de propagandas, contratos, afirmativas e promessas.  Promessas!!! Velhas artimanhas de políticos já manjados pelos eleitores. Programas de rádio e televisão onde seus apresentadores de uma forma técnica muito bem elaborada anunciam apresentações mirabolantes, mais na realidade são notas comuns. Tudo isto um dia vai acabar o povo está ficando atento.
           

Pastor Jandiro A Silva

O Sonhador

O Sonhador

          “E sonhou ainda outro sonho, e o contou a seus irmãos, e disse: Eis que ainda sonhei um sonho; e eis que o sol, e a lua, e onze estrelas se inclinavam a mim. E, contando-o a seu pai e a seus irmãos, repreendeu-o seu pai e disse-lhe: Que sonho é este
que sonhaste? Porventura viremos eu, e tua mãe, e teus irmãos a inclinar-nos perante ti em terra?" Gênesis, 37:9-10.
          José, décimo-primeiro filho de Jacó. Sua história se passou lá pelos anos 1720-1570 a.C.  é uma das mais gráficas e atrativas descrita no Antigo Testamento. Cresceu mimado por seu pai, foi vendido por seus irmãos a mercadores  egípcios para servir como escravo, foi prisioneiro. Mas tornou-se  governador do Egito admirado por todas as nações circunvizinhas.
         Sua história começou bem no seio da família, a inveja foi o ponto alto para uma dissensão entre seus irmãos, o motivo foi que Deus lhe deu um atributo; ter  sonho, seu grande privilégio;  acreditar.
        Todos nós sonhamos. A psicologia usa o sonho como instrumento para o trabalho do psicoterapeuta. Algumas teorias dão menos importância a ele mas outras, a psicanálise por exemplo, o consideram muito importante em suas práticas. Para Freud o sonho é um fenômeno de natureza psíquica que ocorre durante o sono e que diz respeito a conteúdos inconscientes. Para a psicanálise, é através deles que o inconsciente pode ser conhecido. As características que regem o sonho são semelhantes às que regem o inconsciente e portanto não existe uma lógica de pensamento e nem uma necessidade de coerência com o real. Para Deus pode ser o instrumento de revelação ao homem. O Senhor usou muitas vezes o sonho para revelar o futuro a seus escolhidos.
         José teve um sonho  e contou a seus onze irmãos, começava a perseguição, uma vez que seus irmãos passaram a odiar muito a José.  "Eis que estávamos atando molhos no meio do campo, e eis que o meu molho se levantava, e também ficava em pé, e eis que os vossos molhos o rodeavam, e se inclinavam ao meu molho. " Gênesis, 37:7.
         O ciúme tomou conta de todos e uma análise precipitada foi feita: "Reinarás com efeito sobre nós?" foi a pergunta. Ao contar a seu pai, o velho Jacó o repreendeu. José continuou a sonhar contando a todos, cada sonho contado mais aumentava o ódio de seus irmãos para com ele.
         Sonhar!  Não podemos de forma alguma dirigir nossos sonhos, muitas vezes são pesadelos, outras vezes são pura ficção, mas alguns se tornam em realidade. A criança, o menino, o jovem, o adulto até o ancião sonha, ninguém pode parar nosso poder de sonhar.  Outras vezes Deus fala conosco através de sonhos.  Sonhar é bom principalmente no dia em que ele se torna realidade.
         Sonhe, no teu leito aconchegante, ou no chão  duro já que você não tem aonde dormir, mais pode sonhar. Sonhar é muito bom.  
        
Pastor Jandiro A. Silva