sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

A SEGUNDA VINDA DE CRISTO

A SEGUNDA VINDA DE CRISTO
Leitura  Mc 13.
1- O FATO DE SUA VINDA.
É mencionada mais de 300 vezes no N.T.; só Paulo refere-se ao evento umas 50 vezes. Epístolas inteiras 1 e 2 Ts e capítulos inteiros Mt 24; Mc 13, são dedicados ao assunto.
2- A MANEIRA DE SUA VINDA
a)   Será de maneira pessoal, Jo 14:3; At 1:10-11; 1Ts 4:16;
literal,
visível e
gloriosa.
Há interpretações que procuram evitar a opinião de que a vinda de Cristo seja pessoal e literal. Alguns ensinam que a morte é a segunda vinda de Cristo. Mas a Bíblia mostra que a segunda vinda é o contrário da morte, pois os mortos em Cristo ressuscitarão nessa ocasião.
3- O TEMPO DA SUA VINDA.
Tentativas houve para determinar a data da vinda de Cristo, mas em nenhuma delas o Senhor veio na hora marcada pelos homens! Ele declarou que o tempo exato de sua vinda está oculto nos conselhos divinos, Mt 24:36-42; Mc 13:21,22. É bom que seja assim. Quem gostaria de saber com antecedência a hora exata de sua morte? Tal conhecimento teria o efeito de perturbar e inutilizar a pessoa.
Vemos agora uma visão geral do ensino de Cristo sobre o tempo de sua vinda:
- Após a destruição de Jerusalém (ano 70 d.C.) os judeus seriam desterrados entre todas as nações, expulsos de sua terra, a qual passará a ser subjugada pelos gentios até ao fim dos tempos, quando Deus julgará as nações gentias, Lc 21:24.
- Durante este período os servos de Cristo levarão sua obra avante, Lc 19:11-27, pregando o Evangelho a todas as nações, Mt 24:14.
- Será um tempo de demora durante o qual muitas vezes a igreja será tentada a duvidar do retorno do seu Senhor, Lc 18:8, quando alguns se prepararão outros se tornarão negligentes, enquanto o Noivo demora, Mt 25:1-11.
- Ministros infiéis desviar-se-ão, dizendo consigo mesmos:
“O Senhor tarda a vir”, Lc 12:45; Mt 25:19.
O dia e a hora nenhum dos seus discípulos sabe, Mt 24:36,42,50, o Senhor repentinamente aparecerá para ajuntar seus servos e julgá-los segundo as suas obras.
4- O PROPÓSITO DA SUA VINDA.
a) Em relação à igreja
Na primeira vinda ele foi revelado como o Menino de Belém;
mais tarde como o Cordeiro de Deus, ao ser batizado,
e como o Redentor no Calvário.
Na segunda vinda aparecerá aos seus secreta e repentinamente para trasladá-los as Bodas do Cordeiro, Mt 24:40-41.
Essa aparição chama-se o arrebatamento “Parousia” (que significa “aparição” ou “presença” ou “chegada” na língua grega).
Após o arrebatamento, segue-se um período de terrível tribulação, que terminará na revelação ou manifestação aberta de Cristo proveniente do céu, quando ele estabelecerá seu reino Messiânico sobre a terra.
b) Em relação a Israel. Aquele que é a Cabeça e Salvador da Igreja, do povo do céu, é também o prometido Messias de Israel, do povo terrestre. Como Messias ele libertará esse povo da tribulação, congregá-lo-á dos quatro cantos da terra, restaurá-lo-á na sua antiga terra e sobre ele reinará como seu, há muito prometido, Rei sobre a Casa de Davi.
c) Em relação ao anticristo. O Espirito do anticristo já está no mundo, 1Jo 4:3; 2:18; 2:22, mas ainda virá outro anticristo final, 2Ts 2:3. Nos últimos dias ele se levantará dentre o velho mundo, Ap 13:1, e tornar-se á o soberano sobre o Império Romano ressuscitado que dominará todo o mundo. Assumirá grande poder político, Dn 7:8,25, comercial, Dn 8:25; Ap 13:16,17, e religioso, Ap 17:1-15.
Sabendo que os homens desejam ter alguma religião, ele estabelecerá um culto baseado na divindade do homem e na supremacia do Estado. Como personificação desse Estado, ele exigirá o culto do povo, e formará um sacerdócio para fazer cumprir e promulgar esse culto, 2Ts 2:9-10; Ap 13:12-15.
As Escrituras prevêem que esses conflitos futuramente chegarão ao seu ponto máximo. A última civilização será anti-Deus, e o anticristo, seu chefe, o ditador mundial, tornará as leis desse superestado supremas sobre todas as demais leis, e exigirá o culto à sua pessoa como a personificação do Estado. As mesmas Escrituras predizem a vitória de Deus e que sobre as ruínas do império mundial anticristão, ele levantará seu reino no qual Deus é Supremo - o Reino de Deus, Dn 2:34,35; Ap 11:15; 19:11-21.
d) Em relação às nações. As nações serão julgadas, os reinos do mundo destruídos, e todos os povos estarão o sujeitos ao Rei dos reis e Senhor dos senhores, Dn 2:44; Mq 4:1; Is 49:22,23. Cristo regerá as nações com vara de ferro; tirará toda a opressão e injustiça da terra e inaugurará a Idade Áurea de mil anos, Sl 2:7-9; Is 11:1-9; Ap 20:6; 1Co 15:24.
Há três estágios na obra de Cristo como Mediador: Sua obra como Profeta, cumprida durante seu ministério terrestre; sua obra como Sacerdote, começada na cruz e continuada durante a dispensação atual; e sua obra como Rei, começando com a sua vinda e continuando durante o Milênio. Depois do Milênio terá cumprido sua obra de unir a humanidade a Deus, de forma que os habitantes do céu e da terra formem uma só grande família onde Deus será tudo em todos e estará em todos, Ef 1:10; 3:14,15. Contudo, Cristo continuará a reinar como o Deus-homem, e partilhará do governo divino, “pois seu reino não terá fim”, Lc 1:33. Amém!
5- ENSINO DA VIDA ALÉM TÚMULO
O N. T. reconhece a existência no além túmulo, na qual a vida espiritual continua sob novas e melhores condições. Entrar nessa vida é o supremo alvo do homem, Mc 9:43. Aceitando o próprio Cristo, o ventre já na vida presente passou da morte para a vida, Jo 3:36. Isso, entretanto, é somente o princípio; sua plenitude pertence a existência que começa com a “ressurreição da vida”, Jo 5:29. Existe uma vida vindoura, 1Tm 4:8; agora está oculta, mas se manifestará quando Cristo que é nossa vida, aparecer, Cl 3:4.
A morte física não pode interromper a comunhão entre o cristão e seu Senhor, Jo 11:25,26. Com essas palavras Jesus assegurou a Marta e Maria que seu irmão não havia perecido, mas estava seguro.
Aqueles que estão “em Cristo”, 1Ts 4:14-17, não podem ser separados dele nem pela vida e nem pela morte, Rm 8:38. Para aquele que viveu conscientemente na presença de Cristo, ser separado de Cristo pela morte é coisa impossível. Para aqueles que estão unidos ao amor de Deus, é inconcebível separar-se desse amor para entrar num estado do nada e desolação.
6 - O DESTINO DOS JUSTOS
a) A NATUREZA DO CÉU.
Os justos são destinados à vida eterna na presença de Deus, Deus criou o homem para ser ele conhecido pelo homem, amado e servido por ele no presente mundo, como também gozar eternamente de sua presença no mundo vindouro.
O céu descreve-se por vários títulos:
1) Paraíso (literalmente, jardim), lembrando-nos a felicidade e o contentamento dos nossos primeiros pais ao participarem de comunhão e conversação com o Senhor Deus, Ap 2:7; 2Co 12:4.
2) “Casa de meu Pai”, com suas muitas mansões, Jo 14:2, expondo o conforto, descanso e comunhão do lar.
3) O país celestial, a caminho do qual estamos viajando, como Israel naquele tempo se destinava a Canaã, a Terra da Promissão, Hb 11:13-16.
4) Uma cidade, sugerindo a idéia duma sociedade organizada, Hb 11:10; Ap 21:2.
Devemos distinguir as três seguintes fases na condição dos cristãos que partiram desta vida:
1) Existe um estado intermediário de descanso enquanto aguardam a ressurreição;
2) Depois da ressurreição segue-se o juízo sobre as obras, 2Co 5:10; 1Co 3:10-15;
3) Ao fim do Milênio descerá do céu a Nova Jerusalém, o lar final dos remidos, Ap 21. A Nova Jerusalém descerá do céu, faz parte do céu, e, portanto, é o céu no pleno sentido da palavra.
Porque desce essa cidade do céu? O propósito de Deus é trazer o céu à terra, Dt 11:21. Ele tornará “a congregar em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céu como as que estão na terra”, Ef 1:10; então Deus será “tudo em todos”, 1Co 15:28. Embora a Nova Jerusalém não chegue até a terra, ela será visível aos moradores terrestres, pois a nações “andarão à sua luz”, Ap 21:24.
b) AS BÊNÇÃOS DO CÉU.
1) Luz e beleza, Ap 21:23; 2:5. A melhor linguagem humana é inadequada para descrever as gloriosas realidades da vida futura. Nos capítulos 21 e 22 do Apocalipse o Espirito emprega linguagem que nos ajuda a compreender algo das belezas do outro mundo.
2) Plenitude de conhecimento, 1Co 13:12. Todos temos o desejo de conhecer tudo. No céu esse desejo será satisfeito absolutamente; os mistérios do universo serão desvendados; problemas teológicos difíceis desvanecerão. Então gozaremos de melhor qualidade de conhecimento - conhecimento de Deus.
3) Descanso, Ap 14:13; 21:4. Pode-se formar certa concepção do céu contrastando-o com as desvantagens da vida presente.
4) Servir. Existem pessoas acostumadas a uma vida muito ativa que não se interessam pelo céu, pensando que o céu seja um lugar de inatividade onde seres etéreos passem o tempo todo tocando harpa. É verdade que os redimidos tocarão harpas, pois o céu é lugar de música. Haverá trabalho também, Ap 7:15; 22:3.
5) Gozo, Ap 21:4. O maior prazer experimentado neste mundo, ainda não expressariam o gozo que espera os filhos de Deus nesse reino.
6) Estabilidade. O gozo do céu será eterno. Saúde permanente, paz permanente e prosperidade permanente. A felicidade no céu é justamente a divina promessa de que o gozo nunca há de terminar nem diminuir de intensidade.
7) Gozos sociais, Hb 12:22,23; 1Ts 4:13-18. Por natureza, o homem é um ser social. O homem solitário é anormal. Se na vida presente os gozos sociais proporcionam tanta felicidade como não será muito mais gloriosa a amável comunhão social no céu.

8) Comunhão com Cristo, Jo 14:3; 2Co 5:8; Fl 1:23; 1Pe 1:8. Naquele dia seremos como ele é; os nossos corpos serão como seu corpo glorioso; nós o veremos face a face.

OS DONS DO ESPÍRITO

OS DONS DO ESPÍRITO 
TEXTO: 1ª. Co 12:1,4 “A respeito dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes. Ora, os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo.”
PENSAMENTO: A igreja tradicional e conservadora acredita que os dons do
Espírito Santo já passaram, que as manifestações das línguas foram para o
tempo dos apóstolos e que depois da igreja implantada, isso desapareceu.
Nós, povo da Graça de Deus, não aceitamos esta posição porque é antibíblica.
Sabemos que o mover do Espírito Santo, o louvor, a adoração e a proclamação
da Palavra são a base da vida espiritual de uma igreja.
1) A PROMESSA CUMPRIDA NO DIA DE PENTECOSTES.
a) At 2:1-13 – Eles falaram idiomas conhecidos e desconhecidos (a manifestação sobrenatural mostrara o cumprimento da promessa).
b) 1ª. Co 13:1 Existem línguas dos homens e línguas espirituais (dos anjos).
c) At 2:7–11 Eles falavam em línguas dos homens (idiomas).
2) AS MANIFESTAÇÕES DO ESPÍRITO SANTO
a) 1ª. Co 12:7 O Espírito Santo dá dons, porque eles tem proveito, tem uma
missão, tem um fim.
b) 1ª. Co 12:4 São várias as manifestações do Espírito Santo, mas é o mesmo
Deus quem opera.
3) DONS
a) Ef 4:11,12 Dons para o estabelecimento da igreja e para o aperfeiçoamento do
corpo de Cristo.
b) 1ª. Co 12:8-11 Dons para a edificação da igreja, através dos membros, à medida
que são necessários e conforme o Espírito Santo deseja.
c) Rm 12:7,8 Dons para o serviço e para alcançar os de fora. (administração
governo, contribuição, etc.).
4) ENTENDENDO OS DONS
·         1ª.Co 12: 8(a) - Palavra da Sabedoria - É uma revelação que nos ensina a
proceder devidamente em dificuldades e situações diversas
·         b) 1ª. Co 12:8 (b) - Palavra do Conhecimento - É a palavra que Deus dá, sempre em harmonia com a Bíblia, que nos traz luz, orientação e nos faz crer de
forma correta. Pode se manifestar através da pregação, da profecia manifestada à igreja, de visões, de sonhos, etc.
·         c) 1a. Co 12:9 (a) - Fé - Vai além da fé para crer para salvação. É uma manifestação sobrenatural de fé especial para certas situações que exigem esse osicionamento.
·         d) 1ª. Co 12:9 (b) - Dons de Curar - É a manifestação de um dom para o enfermo
que tem necessidade na igreja. Este dom tem uma variedade de formas de se
manifesta.
  • e) 1ª. Co 12:10 (a) - Operações de Milagres ou de Maravilhas - São muitas
variedades de milagres ou atos de poder que estão disponíveis para mostrar um
grande poder sobrenatural que vai além de qualquer coisa realizada pelo homem. São intervenções divinas que se distinguem das curas.
  • f) 1ª. Co 12:10 (b) – Profecia - É uma palavra de assistência espiritual pública. A
maior profecia é a Palavra de Deus exposta à igreja. Através da Profecia o Espírito
Santo toca nos pontos sensíveis, revela o que está oculto, produz a convicção e a
adoração, bem como o encorajamento e o estímulo à ação. A Profecia edifica,
consola e exorta a igreja.
  • g) 1ª. Co 12:10 (c) - Discernimento de Espíritos - É uma percepção sobrenatural
para diferenciar entre os espíritos bons (eleitos) e maus (ímpios), genuínos ou falsos, a fim de entendermos os propósitos de Deus.
  • h) 1ª. Co 12:10 (d) - Variedade de Línguas - São sons ou sílabas que parecem
sem sentido para a lógica humana, mas são um fator de pura comunicação com
Deus. Não importa como as línguas espirituais soam e nem se são idiomas
desconhecidos ou de anjos, importa que no momento do falar em línguas o nosso
espírito ora de fato.
  • i)1ª. Co12:10 (e) /1ª. Co 12:30 / 1ª.Co 14:5,13,26) - Interpretação das
Línguas - É a revelação dada pelo Espírito Santo sobre o significado ou conteúdo da expressão vocal em línguas. Essa interpretação pode vir de várias maneiras: por visão, por interpretação simultânea, por interpretação sucessiva, por sugestão ou conforme o Senhor determinar.
  • j)1ª. Co 12:28 Administração (Governos) - Manifestação para cumprir a posição
de liderança ou de administração para dirigir os negócios de uma congregação e liderar espiritualmente.
  • k) 1ª. Co 12:28 Socorros, Atos Úteis - Dedicação aos fracos, aos necessitados,
aos trabalhos manuais necessários na congregação, aos pobres e aos doentes.
  • l) Rm 12:7 Ministério, Serviço, Ensinos, Diaconato - Tanto para a Palavra, como
o serviço material da casa de Deus e o serviço dedicado aos líderes e aos irmãos.
  • m) Rm 12:8 (a) Exortação - Capacidade dada pelo Espírito de conclamar, desafiar
ou fazer um apelo; como também conciliar e encorajar.
  • n) Rm 12:8 / Ef 4:28 Contribuir, Repartir - É dar uma parte daquilo que
possuímos, compartilhar com outros, com singeleza, sinceridade e generosidade.
  • o) Rm 12:8 Presidir, Dirigir, Cuidar, Dar Ajuda - É exercer supervisão, exercer
solicitude, cuidar das pessoas, prestar ajuda, servir. Este dom ajuda os líderes a cuidar das almas e leva a igreja a ser solícita na mútua ajuda, sob a liderança que Deus lhe deu.
  • p) Rm 12:8 Exercer Misericórdia - É ajudar ao próximo de forma prática, graciosa e compassiva. Envolve o cuidado dos necessitados, dos enfermos, dos famintos, dos nus e dos encarcerados.
PALAVRA FINAL – Dom vem da palavra grega “carisma”. Temos que ser
sensíveis, estar abertos, não duvidar, para que Deus manifeste os seus dons.
Cremos na vida do Espírito de Deus na Igreja porque os dons já estão no nosso
espírito esperando para que Deus os manifeste.
Deus manifesta os seus dons no meio dos louvores da igreja, no meio da
adoração, nos momentos de oração e profunda comunhão do Corpo de Cristo.

(1ª. Co 12:31,1ª. Co 14:40).

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

O terrível povo de Nínive 39227 visitas

O terrível povo de Nínive
( 39227 visitas )


 
Estou reenviando essa mensagem pelas sua 39227 visitas ate o presente momento no site  Webservos.com.br


"E veio a palavra do Senhor segunda vez a Jonas, dizendo: Levanta-te, e vai à grande cidade de Nínive, e prega contra ela a mensagem que eu te digo. E levantou-se Jonas, e foi a Nínive, segundo a palavra do Senhor. Ora, Nínive era uma cidade muito grande, de três dias de caminho. " Jonas 3;1-3.

Uma das mais fascinante narrativa que a Bíblia conta, é a historia de Jonas e a cidade de Nínive. Este tema tem sido assunto discutido por vários teólogos, pregadores que muitas vezes sem o conhecimento histórico, e principalmente geográfico, saem falando que Jonas foi vomitado na praia em Nínive, e imediatamente começou a pregar a palavra de Deus. Ledo engano. Nínive não era banhada pelo Mar e sim pelo Rio Tigre. Portanto não tinha praia. Assim como Deus ama a todos o povo de Nínive não seria desprezado por Deus. Um fato que chegou ao ouvido do profeta Jonas e, era uma realidade diziam que todos os pregadores, profetas que chegavam a cidade eram da pior espécie possível terrivelmente torturados. Os piores tipos de tortura eram executados por aquele povo, tudo em nome dos seus deuses pagãos. A cidade de Nínive era conhecida como a cidade dos ladrões. Era uma prática natural de seus moradores invadirem e despojarem outras regiões. Foi chamada como cidade sanguinária aonde a feitiçaria predominava. Cortavam as mãos e os pés, narizes e orelhas, vazavam os olhos dos cativos, e faziam pirâmides com as cabeças dos seus prisioneiros, dentre os tais tinham além de inimigos de guerra, os profetas que falavam a Palavra de Deus. Naum, 3. Eles serravam as pessoas pelo meio, fazia escalpo, jogavam em óleo fervendo, quando não arrancavam a pele da pessoa viva, e muitas mais que não foram detectados pelos historiadores. Povo terrível. Quando Deus manda Jonas para lá, creio eu; o medo se apoderou do servo de Deus. No seu intimo pensava que estava sendo condenado a morte. Deus sempre velou pela sua palavra e vai continuar velando, os seus servos são sempre guardados pelo Senhor. O Senhor tinha se aborrecido das atrocidades daquele povo.

Nínive: Sua Localização:

Cidade da Ásia antiga, capital da Assíria, às margens do Tigre. Fundada no III milênio. Nínive só adquiriu seu esplendor na época de Senaqueribe (705-681 a.C.). Foi destruída em 612 a.C. As escavações, que começaram em 1847, revelaram importantes vestígios da civilização assíria. Estava localizada a 450 km ao norte da Babilônia. Gn 10:11 Fundada pelo poderoso caçador Ninrode, Gênesis 10:9-11. Era uma cidade tipo fortaleza, cercada por um muro de 12,5 Km, por 30 metros de altura, tendo a cidade 15 portas. Sendo que o pesquisador Felix Jones estimou uma população de 175 000 habitantes. Mais a Bíblia nos relata 120.000 habitantes. "E não hei de eu ter compaixão da grande cidade de Nínive em que estão mais de cento e vinte mil homens que não sabem discernir entre a sua mão direita e a sua mão esquerda, e também muitos animais?." Jonas, 4:11 Conforme relata a Palavra de Deus, Jonas 3:3 os 3 dias de viagem era para atravessar a cidade, ou seja 75 a 100 Km de extensão (de um extremo a outro extremo).

Jonas recebe a ordem de Deus, compra passagem para um local distante de Nínive. Mas Deus estava ali. Um vento começa a destroçar o navio. Procuram o culpado não acham, e Jonas dorme. Passa o tempo, rezam, oram clamam aos deuses, até que Jonas se apresenta: Diz que é culpa dele se o jogarem ao mar tudo vai terminar. Os marinheiros imediatamente obedecem, o mar se acalma.

Deus prepara um grande peixe, engole Jonas; o qual fica três dias no ventre do peixe. Deus manda o peixe jogar Jonas na praia, e lá vai o homem de Deus, fedendo todo lambuzado, mas agora dizendo que Deus teria misericórdia daquela cidade. Mal sabia que os próprios habitantes de Nínive diziam que o profeta de Deus viria do mar. O povo creu na palavra de Deus.

A Mensagem

O próprio Senhor Jesus usou a mensagem de Jonas para evidenciar o arrependimento dos ninivitas. "Os ninivitas ressurgirão no juízo com esta geração, e a condenarão, porque se arrependeram com a pregação de Jonas. E eis que está aqui quem é mais do que Jonas." Mateus, 12:41. Sem deixar de atribuir o paralelo dos três dias de Jonas no ventre do grande peixe com o Senhor na sepultura. "Pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim estará o Filho do homem três dias e três noites no seio da terra." Mateus, 12:40 Jonas é considerado um tipo de Cristo. Ainda hoje a discussão peixe, ou baleia. Não sei, só sei que Deus é poderoso e pode agir da maneira que ele quiser. 

A liquidação do Evangelho?

A liquidação do Evangelho?

            Mateus 10:8-10 Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai.    9 Não vos provereis de ouro, nem de prata, nem de cobre, em vossos cintos;    10 nem de alforje para o caminho, nem de duas túnicas, nem de alparcas, nem de bordão; porque digno é o trabalhador do seu alimento. 
            Tenho atentamente acompanhado parcialmente alguns programas de TV no que concerne ao âmbito Evangelístico.  Tenho visto muitas curas das quais não questiono nem tão pouco coloco duvida sobre a fidelidade de seus ministros, pois isso foi uma autorização, (se podemos chamar assim) do próprio Senhor Jesus Cristo. O que tem me preocupado e os meios usados por determinados senhores nos quais usam atributos desnecessários para que o povo venha contribuir. Quero dizer que os programas de TV tem que estar no ar (são caríssimos) e esse dinheiro tem que ser honrado.  Mais vamos aos detalhes.
                Os objetivos, ou seja, os meios são a meu ver algo que vem trazendo um constrangimento ao Evangelho puro.
                Não é preciso vender água do Jordão, Colher de pedreiro, Tela, fronha, óleo Santo, passar por baixo disso ou daquilo.
                Jesus pouquíssimas vezes usou esse atributo, Vai lava no tanque... etc. Mais ficam dizendo que tal camisa tem poder. Essa semana estava vendo na TV um determinado Sr. Passando um pano no rosto e dando as pessoas, e os incautos guardavam como uma relíquia.
·        
Mateus 10:1 “Jesus, tendo chamado seus doze discípulos, deu-lhes poder para expulsar espíritos imundos e curar todas as doenças e males.”
Pergunto a quem possa interessar: Se você tem essa característica de ser chamado por Jesus automaticamente você também tem esse poder.
Estamos vivendo um verdadeiro picadeiro e fazendo o povo de platéia. Agradeço a Deus pelas Igrejas que ainda não aderiram a essas praticas. Não sou contra a contribuição eu sou contribuinte e dizimista e dou testemunho dessa condição. Mais vejamos bem levar o povo a doação pelo que JESUS fez é demais.
Certo dia de plantão em nossa Igreja em São Paulo eu e o Pastor Helio Dias recebemos a seguinte reclamação. “Fui induzido a doar minha casa e agora estou passando necessidade” Qual foi a nossa resposta? Vá e peça de volta.
·         Mateus 4:23 E percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do Reino e curando todas as enfermidades e males entre o povo. 
Era o trabalho do Senhor Jesus, que quando precisou alimentar o povo multiplicou o pão e os peixes.
·         Marcos 6:7 Convocou então os Doze para junto de si e os enviou de dois em dois, concedendo-lhes autoridade sobre os espíritos imundos.
O verdadeiro evangelho não é comprado. A Salvação é o dom Gratuito de Deus a cura e uma conseqüência da Fé.
                Que o Senhor possa iluminar melhor os corações.

Pastor Jandiro

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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

O Sermão da Montanha

Parte inferior do formulário
O sermão do monte apresenta princípios éticos e morais pertinentes ao reino do Messias? Que relação há entre a degradação moral do gênero humano e os princípios anunciados por Jesus? O sermão do monte é um conjunto de normas e princípios de cunho ético e moral? É um estatuto do reino de Cristo? Basta comportar-se segundo alguns princípios éticos e morais que o homem terá direito ao reino dos céus?
E Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos; E, abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo:
Bem-aventuradosos pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus;
Bem-aventuradosos que choram, porque eles serão consolados;
Bem-aventuradosos mansos, porque eles herdarão a terra;
Bem-aventuradosos que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;
Bem-aventuradosos misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia;
Bem-aventuradosos limpos de coração, porque eles verão a Deus;
Bem-aventuradosos pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus;
Bem-aventuradosos que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus;
Bem-aventuradossois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.
( Mt 5:1 -11)
Há várias teorias que tentam explicar o sermão do monte.
Para alguns estudiosos o sermão do monte é um 'evangelho' exclusivo do reino de Jesus. Outros compreendem que o sermão apresenta princípios éticos e morais pertinentes ao reino do Messias. Geralmente fazem um comparativo entre a degradação moral do gênero humano e os princípios anunciados no sermão.
Diante das análises e de algumas contradições, ficam as questões: O sermão do monte é um conjunto de normas e princípios de cunho ético e moral? É um estatuto do reino de Cristo? Basta praticar o que Jesus anunciou e o homem terá direito ao reino dos céus?
Para compreendermos a mensagem de Jesus, é necessário observarmos alguns versículos do Antigo Testamento e a dinâmica do aprendizado da Escritura naquela época. Dentre vários versículos destacamos:

"Bem-aventurado tu, ó Israel! Quem é como tu? Um povo salvo pelo SENHOR, o escudo do teu socorro, e a espada da tua majestade; por isso os teus inimigos te serão sujeitos, e tu pisarás sobre as suas alturas" ( Dt 33:29 );

"Provai, e vede que o SENHOR é bom; bem-aventurado o homem que nele confia" ( Sl 65:4 );

"Bem-aventurado aquele a quem tu escolhes, e fazes chegar a ti, para que habite em teus átrios" ( Sl 34:8 );

"Bem-aventurado o homem cuja força está em ti, em cujo coração estão os caminhos aplanados" ( Sl 84:5 ).
Sobre a dinâmica do aprendizado do povo judeu, destacamos:

Vários livros do Antigo Testamento fazem referência à bem-aventurança. Dentre eles o livro de Provérbios e o livro dos Salmos são os que mais fazem referências as bem-aventuranças. Estes livros do Antigo Testamento eram lidos constantemente nas sinagogas, e mesmo aqueles que não sabiam ler conheciam de cor algumas das citações, entre elas as que envolviam a idéia da bem-aventurança.
É importante lembrar que naquela época um livro era caríssimo, e o povo não tinha acesso ou não sabiam ler, o que fortalecia a necessidade de memorizar o que era lido. Eles dependiam da leitura no templo para ouvirem trechos da lei, dos profetas e dos cânticos. O livro de Provérbios e os Cânticos dos Salmos auxiliavam em muito no processo de memorização.
Outra característica dos textos que fazem referência a bem-aventurança é a conexão com o nome do Deus de Israel. No Antigo Testamento a idéia da bem-aventurança decorre do favor de Deus para com os homens.
Um mestre sempre se assentava para ensinar e Jesus assentou sobre o monte cercado pelos seus discípulos e pela multidão. A multidão ao ver que Jesus se assentou, cercou-lhe ansiosa para ouvir o discurso.

Jesus havia percorrido toda a Galiléia curando os enfermos, ensinando nas sinagogas e pregando o evangelho. A notícia de suas ações percorria todas as cidades. Uma grande multidão vinda de várias cidades o seguia ( Mt 4:25 ).

Vendo Jesus a grande multidão subiu a um monte e assentou-se ( Mt 5:1 ); os seus discípulos aproximaram-se e ele passou a ensiná-los!

Há muito tempo que o povo ouvia falar das bem-aventuranças prometidas nas escrituras, mas a situação era de opressão e miséria.
A fama de Jesus havia criado uma expectativa na multidão, e quando Jesus falou sobre a bem-aventurança, materializou-se a esperança dos ouvintes. Anos após anos os pais anunciavam aos filhos uma época de alegria plena, mais ainda não tinham experimentado da alegria prometida por Deus.
O sermão do monte iniciou-se com uma mensagem de alegria a um povo oprimido e sem esperança. Jesus apresenta uma esperança viva, porém, o discurso endurece logo em seguida. O povo esperava refrigério e segurança nesta vida. Esperavam um Messias que os libertasse da escravidão política.
Qual a mensagem Jesus transmitiu ao povo no sermão do monte? Sobre que alegria Jesus falou? Que esperança foi transmitida? A alegria prometida dependia do cumprimento de mais normas e regras?
Conheça um pouco mais sobre este importante sermão!
"Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus"
As pessoas ao ouvirem: "Bem-aventurados...", logo fizeram conexão com algumas das citações bíblicas. Será que Ele comentará um dos Provérbios? Será que ele citou Salmos? Ou a abordagem dele será extraída da lei?

A bem-aventurança é um tema que prendeu a atenção dos ouvintes de Jesus e em nossos dias ainda cria expectativa nos leitores. Afinal, quem não quer ser bem-aventurado?

Quando Jesus complementa:
"Bem-aventurados OS POBRES..." a mensagem toca ainda mais os ouvintes. Esta seria uma mensagem inesquecível, pois tocou a emoção do povo: "Será uma revolução social? É agora que alcançaremos a hegemonia política e a paz prometida?".
A promessa de alegria aos pobres é plenamente compreensível, mas o que entender do qualificativo adicionado ao substantivo pobre? "Bem-aventurados os pobres de espírito...". Quem são os pobres de espírito?
Jesus estava rodeado de pobres de várias cidades circunvizinhas. Se a mensagem fosse somente: 'bem-aventurados os pobres', ela seria aceita e ovacionada pela multidão! Jesus teria conquistado os seus ouvintes e mais seguidores. Mas, como um povo que professava 'a melhor' religião, com princípios éticos e morais intocáveis e que se consideravam filhos de Abraão poderia aceitar ou reconhecer ser um 'pobre de espírito'?
Como alguém observador da lei reconheceria a condição de pobreza espiritual?
No Antigo Testamento não consta o conceito 'pobre de espírito'. Mas, Aquele que representava uma esperança de mudança na condição do povo, apresenta um novo conceito e uma necessidade de reconhecer uma condição que caracteriza os pecadores ou os incircuncisos. Como um filho de Abraão poderia reconhecer que era pobre de espírito?
Jesus completou a frase: "...porque deles é o reino dos céus". Muitos se perguntaram: De quem é o reino dos céus? Dos pobres de espírito?
Além do mais, o povo estava a procura de curas, de pães, de peixes, de um reino terreno, mas Jesus estava falando de um outro reino: do reino dos céus!
Onde fica este reino? O que é o reino dos céus?
Para responder essas perguntas devemos observar a mensagem que foi anunciada desde o nascimento de Cristo: "E, naqueles dias, apareceu João batista pregando no deserto da Judéia, e dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus" ( Mt 3:1 -2); "Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus" Mt 4: 17.
Verifica-se que o reino dos céus diz da pessoa de Cristo, como profetizou Isaias e reafirmou João Batista: "Porque este é o anunciado pelo profeta Isaias, que disse: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas" ( Mt 3:3 ).
Quando Jesus disse: "Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus", Ele não estava denunciando a moral do povo. Ele não estava apregoando um reino humano ( Jo 18:36 ). Também não estava em busca de uma melhoria na condição socioeconômica do povo ( Jo 12:8 ). Antes Jesus estava se apresentando ao povo por parábolas.
Com a sua mensagem, Jesus expôs ao povo que Ele é o acesso ao reino dos céus, e que todos aqueles que reconhecessem que eram pobres de espírito, estes seriam bem-aventurados. Àqueles que reconhecessem a precária condição espiritual que se encontravam, pertenciam o reino dos céus, que é Cristo. Eles precisavam reconhecer que eram necessitados espiritualmente.
Enquanto queriam pão, Jesus estava apresentado o pão vivo que desceu dos céus. Enquanto buscavam um reino, Jesus estava lhes abrindo a porta do reino dos céus. A relutância em aceitar a condição de necessitados espiritualmente persistiu até mesmo entre os discípulos que criam nele: "Responderam eles (os judeus que criam nele): somos descendentes de Abraão, e jamais fomos escravos de ninguém" ( Jo 8:31 -33).
Eles acreditavam estar abastados espiritualmente por serem descendentes de Abraão. Ao se auto proclamarem como filhos de Abraão, os judeus estavam cônscios de que eram filhos de Deus ( Jo 8:41 ). Ser filho de Abraão para eles era o mesmo que ter a filiação divina. Por isso João Batista disse que das pedras Deus poderia fazer filhos para si. Em razão desta crença os judeus não admitiam que eram escravos de ninguém, uma vez que se admitissem ser escravos, era o mesmo que admitir que alguém havia conquistado o próprio Deus ( Jo 8:33 ).
"Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados"
O sermão prossegue: "Bem-aventurados OS QUE CHORAM...". A bem-aventurança depende da emoção humana? O choro como conseqüência direta de uma emoção humana concede o favor de ser consolado?
Não! A idéia apresentada neste versículo complementa a anterior.

O choro denota a condição de impotência frente a questões impossíveis. Após reconhecer a condição de miserabilidade espiritual, a reação do homem é o choro.
A única ação de um miserável é o choro, e serão consolados!
Para que o abatido seja consolado, é preciso que habite com alguém que lhe arranque da miséria: "Porque assim diz o Alto e o Sublime, que habita na eternidade, e cujo nome é Santo: Num alto e santo lugar habito; como também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e para vivificar o coração dos contritos" ( Is 57:15 ; Sl 51:17 ).
Compare:
"Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus" ( Mt 5:3 ).
"...como também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e para vivificar o coração dos contritos" ( Is 57:15 ).
O salmista quando pedia perdão ao Senhor disse: "Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto" ( Sl 51:10 ).
Quem haveria de consolar os que choram? Os que choram serão consolados por Aquele que tem o reino dos céus. É Ele que enxugará todas as lágrimas!
A resposta está em Isaias: "O espírito do Senhor DEUS está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; A apregoar o ano aceitável do SENHOR e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes" ( Is 61:1 -2).

"Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra"
A mensagem de Jesus possivelmente formou um impasse na mente dos ouvintes: Moisés, o homem mais manso da terra não conseguiu herdar a terra, como herdar a terra se os ouvintes não se consideravam maiores que Moisés "E era o homem Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra" ( Nm 12:3 ).
Se Moisés, considerado um dos homens mais manso da terra, não conseguiu herdar a terra, qual a intenção de Jesus ao declarar que os mansos são felizes?
Mas a pergunta persiste: Quem são os mansos? Qual é a terra a se herdar?
"E os mansos terão gozo sobre gozo no SENHOR; e os necessitados entre os homens se alegrarão no Santo de Israel" ( Is 29:19 ).
"Os mansos comerão e se fartarão; louvarão ao SENHOR os que o buscam; o vosso coração viverá eternamente" ( Sl 22:26 ).
"Mas os mansos herdarão a terra, e se deleitarão na abundancia de paz" ( Sl 37:11 ).
À exemplo do Antigo Testamento as bem-aventuranças decorre do Senhor de Israel, mas, como alcançar tamanha alegria e ainda herdar a terra? E qual terra?
Jesus é a resposta: "Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas" ( Mt 11:29 ).
"Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;"
"....aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas"
Observe a relação entre os dois versículos: aqueles que se deixarem instruir por Jesus, o Mestre por excelência, estes serão felizes por alcançar o prometido, descanso para as almas. Estes serão bem-aventurados por alcançar o prometido: a promessa de herdar a terra equivale ao descanso para a alma para aqueles que se deixarem instruir.
Quando Jesus falou 'bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra', não foi com o intuito de concitar os ouvintes a que tivessem uma personalidade semelhante ou superior a de Moisés.
A mansidão que Jesus faz referência não é comportamental, antes é a mansidão vinculada ao coração, ou a nova natureza do homem. Após o homem aprender de Jesus haverá uma transformação na natureza do homem, e estes receberão a plenitude de Cristo, e serão semelhantes a Ele: mansos e humildes de coração ( Cl 2:10 ).
Quando Jesus afirmou que os mansos herdarão a terra, Ele não fez referência a elementos deste mundo, mas ao descanso preparado por Deus. A 'terra' representa um lugar de descanso que Deus preparou para os que aprenderem daquele que é por excelência manso de coração "Ora, nós, os que temos crido, entramos no descanso..." ( Hb 4:3 -10).
A terra prometida no Antigo Testamento estava atrelada a idéia de descanso, e no Novo Testamento a referência a terra diz de coisas melhores: do descanso de Deus. Aqueles que aprenderem com Cristo, estes terão descanso para as suas almas.
Aquele que encontra descanso para a sua alma em Cristo não receberá como herança um torrão de terra, antes será herdeiro de novos céus e nova terra "Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça" ( 2Pe 3:13 ).
O apóstolo Pedro ao referir-se aos mansos de coração, não fala do homem natural, mas daquele homem que não conseguimos visualizar, aquele 'encoberto no coração', do homem regenerado, que possui um incorruptível traje de um espírito manso e quieto "Mas o homem encoberto no coração; no incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus" ( 1Pe 3:4 ).
O que é precioso diante de Deus? O que possui valor para com Deus? Segundo o apóstolo Paulo o que tem valor, o que tem virtude diante de Deus, é o ser uma nova Criatura: "Porque em Jesus Cristo nem a circuncisão nem a incircuncisão tem valor algum; mas sim a fé que opera pelo amor" ( Gl 5:6 ); "Porque em Cristo Jesus nem a circuncisão, nem a incircuncisão tem virtude alguma, mas sim o ser uma nova criatura" ( Gl 6:15 ).
Como a fé 'vem pelo ouvir', e o 'ouvir pela palavra de Deus', quando Jesus diz que devemos aprender dele, é porque o seu ensino produz fé que faz os seus ouvintes alcançar uma nova vida com direito a ser herdeiro com Cristo. Como Cristo descansou de suas obras, como herdeiros de Deus, os de novo gerado alcançam a bem-aventurança.
Através da regeneração o homem adquire a natureza de Cristo, ou seja, é gerado segundo Deus um novo homem em verdadeira justiça e santidade, características pertinentes a pessoa de Cristo. Somente através do novo nascimento o homem torna-se humilde e manso de coração.
"Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos"
Percebe-se que Jesus não estava se referindo à justiça que é administrada nos tribunais dos homens! A abordagem de Jesus em momento algum teve objetivos político. Jesus não estava preocupado com os problemas atrelados as injustiças sociais. Jesus não estava promovendo mais uma obra de caridade.
Em momento algum Jesus expôs os princípios anunciados pela teologia da libertação em que a prática de justiça esteja atrelada a transformações de ordem econômicas, social e políticas. Em momento algum Jesus demonstra que a bem-aventurança dependa de transformações sociais ou que se fundamenta nas relações sociais.
Jesus não estava promovendo diretamente a prática da fraternidade, o equilíbrio nas relações no exercício do poder ou incentivando a partilha de bens no intuito de equilibrar a distribuição de riquezas.
Não! O sermão do monte trata de questões eminentemente espirituais.
Se Jesus estivesse promovendo a solidariedade humana como requisito para se alcançar a verdadeira alegria, ele não teria protocolado um veemente protesto aos seus ouvintes: "Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus" ( Mt 5:20 ).
Você já observou o conceito dos fariseus e dos escribas frente a multidão? Para o povo os fariseus e os escribas eram o que a sociedade tinha de melhor. Porém, a análise de Cristo é diferente: "Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas interiormente estais cheios de hipocrisia e de iniqüidade" ( Mt 23:28 ).
Os religiosos pareciam justos, mas a natureza deles era incompatível com a divina: estavam plenos de iniqüidade.
Como seria possível as obras dos ouvintes de Jesus alcançar uma posição maior em relação aos fariseus e saduceus? Como entender o ter fome e sede de justiça? Onde os ouvintes de Jesus encontrariam fartura de justiça?
Se conseguirmos responder a estas perguntas, estaremos bem próximo de entender todos os conceitos apresentados por Jesus no sermão do monte.
Jesus não se ocupou em estabelecer um novo padrão de conduta para os seus ouvintes. Também não foi oferecido felicidade e alegria com base nas emoções e motivações humanas.
A felicidade do homem neste mundo envolve outros aspectos e não está vinculado ao que Cristo apregoou no sermão do monte "Porque quem quer amar a vida, e ver os dias bons, refreie a sua língua do mal, e os seus lábios não falem engano. Aparte-se do mal, e faça o bem; Busque a paz, e siga-a" ( 1Pd 3:10 -11).
Se alguém procura a felicidade deste mundo, basta seguir o que disse o apóstolo Pedro, ao citar o ( Sl 34:12 -14). Basta ter uma vida correta diante da sociedade que o homem terá uma vida tranqüila e sossegada em muitos aspectos.
O que Jesus oferece através das bem-aventuranças vai além das perspectivas humanas e não se refere a este mundo. A missão de Jesus é resgatar os pobres de espírito, sem qualquer referência aos valores humanos, personalidade, caráter, moral, etc. Todos estes elementos sofrem transformações ao longo do tempo, e difere de sociedade para sociedade.
Os valores de hoje são totalmente diferentes dos valores de cem anos atrás. O caráter e a moral sofreram transformações e se adequou a sociedade moderna. Se a salvação estivesse apoiada nestas questões circunstanciais, qual seria o padrão correto de conduta nestes séculos de história da igreja?
Jesus não apoiou a sua doutrina no homem ou em seus méritos. A doutrina de Jesus não faz acepção de pessoas, de condição social, de épocas ou de cultura. A mensagem de Jesus é a mesma para os pobres e para os ricos. Ambos precisam reconhecer a miséria espiritual que se encontram.
Todos os homens precisam arrependerem-se e o primeiro passo está em reconhecer a condição de miséria espiritual e a necessidade de socorro divino. Todos os homens estavam mortos em delitos e pecados, sem qualquer distinção entre eles.
A próxima bem-aventurança anunciada por Jesus encera um desejo de mudança. Diante da condição de miséria espiritual, quando o homem reconhece a sua real condição, resta somente o choro, e a obra a ser realizada para mudar este quadro fica na dependência de Deus.
Aqueles que se deixam instruir por Jesus, o manso e humilde de coração, livram-se da condição de miséria espiritual conforme foi apregoado tempos depois "Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos. E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" ( Jo 8:31 -32).
"Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos"

Ainda persistem as perguntas: Como ter fome e sede de justiça? Onde encontrar fartura de justiça? A resposta para estas perguntas nos fará compreender melhor os conceitos apresentados por Jesus no sermão do monte.
"Ó VÓS, todos os que tendes sede, vinde às águas, e os que não tendes dinheiro, vinde, comprai, e comei; sim, vinde, comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite. Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão? E o produto do vosso trabalho naquilo que não pode satisfazer? Ouvi-me atentamente, e comei o que é bom, e a vossa alma se deleite com a gordura. Inclinai os vossos ouvidos, e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei uma aliança perpétua, dando-vos as firmes beneficências de Davi" ( Is 55:1 -3).
O paradoxo perdura: Diante de uma multidão faminta e sedenta Jesus declara que aqueles que têm fome e sede são felizes. As necessidades básicas dos ouvintes de Jesus eram evidentes. Porém, Jesus não se atem a problemática social. O fato de não ser tolerante às injustiças sociais não aproxima o homem de Deus. Promover projetos de cunho social não é o caminho que conduz aos céus.
Em um mundo em crise social, econômica, política, familiar, etc, as pessoas desejam mudanças urgentes e clamam por justiça, mas esta 'fome' e 'sede' de justiça não é a que traz a verdadeira felicidade. A mensagem do evangelho não coaduna com a teologia da libertação.
Somente os pobres de espírito têm sede e fome de justiça. Os 'ricos' espirituais são aqueles que se consideram justos diante de Deus. São aqueles que se justificam por meio de suas ações diante dos homens.
Os pobres nada têm neste mundo para sentirem-se seguros, mas eles terão o reino dos céus. Somente os pobres de espírito sentem fome e sede de justiça, e em Deus serão fartos. Aquele que concede o reino dos céus é justo e justificador, e somente ele pode satisfazer o que é exigido pela sua justiça.
O profeta Isaías há muito tempo anunciou aos pobres que bastavam vir e comprar o melhor que se podia oferecer: vinho e leite. Que convite! Que alegria! Os pobres foram convidados a terem o que as suas posses não podiam arrematar.
Porém, o profeta protesta: "Porque gastais o dinheiro naquilo que não é pão, e o produto do vosso trabalho naquilo que não pode satisfazer?" ( Is 55:2 ). A quem o profeta se referia? Aqueles que consideravam não ter sede e fome! Aqueles que consideravam ter trabalhado o bastante para satisfazer as suas necessidades. Estes trabalharam em vão.
Os pretensos ricos estavam gastando naquilo que não podia satisfazer a necessidade essencial do homem.
Mas, de que maneira os pobres de espírito podem saciar a fome e a sede? A resposta é bem simples: "Ouvi-me atentamente... Inclinai os vossos ouvidos...". Simples assim ser abastado de justiça? É isso que o profeta Isaías disse: Todos que ouvirem atentamente a palavra de Deus, estes comerão o que é bom, o melhor! O que pode fazer deleitar a alma.
Qual é o deleite da alma? O que a palavra de Deus pode suprir? "Ouvi, e a vossa alma viverá". Se o homem tem sede e fome de justiça, ela será saciada a partir do momento que se obter da vida que há em Deus. Só após tornar participante da natureza divina o homem estará abastado de justiça.
Não é o trabalho do homem que satisfaz a necessidade da alma. Não é doações, não é pratos de sopas, não é reconhecendo os erros do dia-a-dia, não é fazendo sacrifícios que o homem irá satisfazer a necessidade primária da criatura de Deus.
O que satisfaz a necessidade dos homens é o fruto do trabalho de Deus: "Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos; porque as iniqüidades deles levará sobre si" ( Is 51:11 ).
O fruto do trabalho do servo do Senhor se resume em conhecimento. Conhecimento é transmitido através da palavra! O trabalho do Senhor é realizado por meio da sua palavra, e todos que participarem do fruto oferecido terão nova vida.
Após aprender daquele que é humilde e manso de coração "Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas" ( Mt 11:29 ), o homem encontrará descanso e o verdadeiro alimento para a alma.
Cristo não estava preocupado com a miséria socioeconômica do povo. A falta de moradia não era a causa ou a bandeira do evangelho. O evangelho social não estava em voga no discurso do Messias.
Cristo levou a iniqüidade de todos nós, mas é o conhecimento transmitido por Ele que nos justifica. Ou seja, quando Paulo diz que a fé vem pelo ouvir e o ouvir pela palavra de Deus, nada mais é do que aprendermos com Aquele que é manso e humilde de coração.
Através do conhecimento adquirido vem a fé, e por meio da fé podemos agradar a Deus. Após adquirir vida através da palavra de Deus, adquirimos um espírito manso, somos justificados, ou seja, declarados justos diante de Deus.
Não é o caráter do homem que é transformado. O homem não recebe uma moral 'nova' ao adquirir o conhecimento do Santo. Antes, o homem tem o seu ser criado novamente em verdadeira justiça e santidade ( Ef 4:24 ), e a sua alma alcança descanso no Bom Pastor.
Aqueles que entram por Cristo haverão de entrar, sair e achar pastagem. Estes estão de posse do descanso prometido por Deus ( Jo 10:9 ; Sl 23).
Através do evangelho de Cristo o homem descobre a justiça de Deus ( Rm 1:17 ). Ao se alimentar das promessas contidas no evangelho, o homem alcança maravilhosa fé que provem de Deus e passa a ter vida dentre os mortos.
O ladrão na cruz foi justificado ao refugiar-se em Cristo após reconhecer a sua miséria. Ele não tentou agarrar-se a vida aqui, mas implorou pela futura ( Mt 10:39 ). Talvez aquele homem nunca desejasse a justiça dos homens. Talvez ele sempre fosse um excluído da sociedade. Mas, um único encontro com a justiça de Deus revelada aos homens foi o suficiente para que um pobre de espírito obtivesse a vida eterna.
Jesus continuou a falar da necessidade em se ter fome e sede de justiça em contraste com a situação dos fariseus e saduceus "Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus" ( Mt 5:20 ).
Somente aqueles que se alimentam da palavra de Deus têm em si a justiça maior, que ultrapassa em muito a dos fariseus. Basta o homem reconhecer a sua pobreza espiritual que Deus não negará o alimento necessário que produz nova vida "Porque, assim como desce a chuva e a neve dos céus, e para lá não tornam, mas regam a terra, e a fazem produzir, e brotar, e dar semente ao semeador, e pão ao que come, assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei" ( Is 55:10 -11).
Para os homens, os fariseus e os escribas representavam o que a sociedade tinha de melhor, mas a análise de Cristo é diferente: "Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas interiormente estais cheios de hipocrisia e de iniqüidade" ( Mt 23:28 ).
Só em Cristo é possível obter a justiça que vem de Deus. Após ser justificado por meio de Cristo o homem obtém o direito de entrar no reino dos céus.
"Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia"

Por que os misericordiosos alcançarão misericórdia? É uma das qualidades que devemos ter? Jesus estava incentivando o perdão entre os seus ouvintes? Se não demonstramos misericórdia aos nossos semelhantes não obteremos da misericórdia de Deus?
A misericórdia aqui prometida não refere-se a misericórdia que devemos oferecer aos nossos semelhantes. Ser compassivo com o próximo não habilita ninguém a receber a misericórdia divina. A experiência demonstra que ao sermos cordiais com os nossos semelhantes teremos uma vida melhor nesta terra, mas isto não significa que obteremos misericórdia de Deus porque exercermos misericórdia.
Só é bem-aventurado aquele que alcança a misericórdia divina, pois toda bem-aventurança advém de Deus. Porém, tal bem-aventurança não esta condicionada ao comportamento humano.
Daí surge à questão: Como ser misericordioso para alcançar misericórdia? Se com Deus não barganha?
O que Jesus ensinou não se compara aos ensinamentos budistas, espiritualistas, etc. Jesus não falou na reciprocidade necessária ao tratamento humano. Ele não se ocupa em tratar de questões comportamentais como o fazem as várias religiões pelo mundo.
Jesus está tratando desde o início do sermão de questões exclusivamente espirituais e este versículo não é exceção: Observe este salmo: "Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto. Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não imputa maldade, e em cujo espírito não há engano" ( Sl 32:1 -2).
Ser misericordioso é condição que decorre do novo nascimento, onde o justificado passa a ser semelhante a Cristo. Tal semelhança não se manifesta na conduta, mas decorre da nova natureza.
Todo aquele que é instruído por Jesus passa a ser manso e humilde de coração; aquele que se alimenta dos ensinos de Cristo passam a ser fartos de Justiça, pois são criados em verdadeira justiça e santidade; aqueles que recebem de Deus misericórdia, passam a condição de misericordiosos.
A misericórdia de Deus é demonstrada em perdão. Deus não imputa maldade àqueles que são alvos de sua misericórdia. Como? O salmista responde:
"Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto"

Quem é bem-aventurado? A resposta é aquele! Aquele quem? O transgressor, o pecador! Se o transgressor, o pecador, é quem recebe a dádiva de Deus, percebe-se que o salmista fala do velho homem. O homem precisa de perdão, mas para isso a velha natureza precisa ser coberta na morte com Cristo.
O transgressor é alvo do perdão divino desde que seja satisfeita uma condição da retidão e da justiça divina: a alma que pecar, esta morrerá! Ou seja, se você é pecador só cessará do pecado após morrer com Cristo. Este é o novo e vivo caminho que nos foi aberto pelo corpo de Cristo.
O versículo citado acima aponta para o homem não regenerado.
"Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não imputa maldade, e em cujo espírito não há engano"

O homem cuja transgressão é perdoada, após receber o perdão, estará na condição apresentada neste verso: O Senhor não lhe imputará maldade, e em seu espírito não haverá engano, visto que foi de novo criado, segundo Deus, em verdadeira justiça e santidade.
Estes dois versículos apontam duas situações distintas de um mesmo homem. Bem-aventurado é o homem:
a) cujo pecado é coberto, e;
b) cujo espírito não há engano. Este é o novo homem e aquele o velho homem.
O novo homem gerado em Cristo não tem maldade a ser imputada. Se tivesse, é certo que seria imputada, pois Deus não tem o culpado por inocente. Só o novo homem não possui engano ou falsidade em sua natureza.
Quando o apóstolo Paulo recomenda aos cristãos serem misericordiosos, ele está abordando questões comportamentais pertinentes aos cristãos, mas o tema não é o mesmo apresentado por Jesus "Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo" ( Ef 4:32 ).
Agora, quando Cristo diz: "Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso" ( Lc 6:36 ), ele está falando do mesmo tema apresentado na bem-aventurança. O homem é bem-aventurado quando alcança a filiação divina. As condições necessárias para que o homem seja verdadeiramente misericordioso só é possível àquele que Deus recebe por filho.
Observe o que Jesus ensinou: "E, levantando ele os olhos para os seus discípulos, dizia: Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus. Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis fartos. Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque haveis de rir. Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem e quando vos separarem, e vos injuriarem, e rejeitarem o vosso nome como mau, por causa do Filho do homem. Folgai nesse dia, exultai; porque eis que é grande o vosso galardão no céu, pois assim faziam os seus pais aos profetas";
Porém aos abastados espiritualmente diz: "Mas ai de vós, ricos! porque já tendes a vossa consolação. Ai de vós, os que estais fartos, porque tereis fome. Ai de vós, os que agora rides, porque vos lamentareis e chorareis. Ai de vós quando todos os homens de vós disserem bem, porque assim faziam seus pais aos falsos profetas";
E Jesus passa a alertar os seus ouvintes:
"Mas a vós, que isto ouvis, digo: Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam; Bendizei os que vos maldizem, e orai pelos que vos caluniam. Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra; e ao que te houver tirado a capa, nem a túnica recuses; E dá a qualquer que te pedir; e ao que tomar o que é teu, não lho tornes a pedir. E como vós quereis que os homens vos façam, da mesma maneira lhes fazei vós, também";
Observe que é impossível ao homem alcançar o padrão de comportamento descrito acima, mas é plenamente possível a qualquer homem o comportamento descrito abaixo?
"E se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? Também os pecadores amam aos que os amam. E se fizerdes bem aos que vos fazem bem, que recompensa tereis? Também os pecadores fazem o mesmo. E se emprestardes àqueles de quem esperais tornar a receber, que recompensa tereis? Também os pecadores emprestam aos pecadores, para tornarem a receber outro tanto";
Jesus recomenda um novo padrão de comportamento aos seus ouvintes?: "Amai, pois, a vossos inimigos, e fazei bem, e emprestai, sem nada esperardes, e será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo; porque ele é benigno até para com os ingratos e maus. Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso. Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; soltai, e soltar-vos-ão. Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo";
A nova forma de comportamento demonstra que o homem está de posse da filiação divina. As questões comportamentais não levam o homem a alcançar a filiação divina, mas quando se alcança a filiação por meio de Cristo, o homem terá em si as condições necessárias para ter um comportamento a altura de sua nova condição.
Quando Jesus disse: "Sede, pois, misericordiosos..." o que realmente ele recomendou? A resposta encontra-se na parábola: "E dizia-lhes uma parábola: Pode porventura o cego guiar o cego? Não cairão ambos na cova? O discípulo não é superior a seu mestre, mas todo o que for perfeito será como o seu mestre. E por que atentas tu no argueiro que está no olho de teu irmão, e não reparas na trave que está no teu próprio olho? Ou como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o argueiro que está no teu olho, não atentando tu mesmo na trave que está no teu olho? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então verás bem para tirar o argueiro que está no olho de teu irmão";
Jesus recrimina os lideres religiosos judeus: eles eram cegos guiando uma multidão de cegos. Qualquer um que aprendesse com um fariseu, o máximo que alcançaria era ser um fariseu.
A perfeição que alguém poderia alcançar aprendendo de um fariseu seria: "... exteriormente pareceis justos aos homens, mas interiormente estais cheios de hipocrisia e de iniqüidade" ( Mt 23:28 ).
"Porque não há boa árvore que dê mau fruto, nem má árvore que dê bom fruto. Porque cada árvore se conhece pelo seu próprio fruto; pois não se colhem figos dos espinheiros, nem se vindimam uvas dos abrolhos. O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do seu coração tira o mal, porque da abundância do seu coração fala a boca"
Por meio de parábolas Jesus evidência um princípio pertinente ao evangelho: só é possível um homem produzir o bem a partir do momento que ele estiver ligado a oliveira, que é Cristo.
Aquele que não está em Cristo obrará o mal sempre, e aquele que em Cristo estiver produzirá segundo a espécie da sua boa árvore, o bem. A transformação que se opera na natureza transbordará além do coração. O homem poderá tirar o bem do bom depósito.
"E por que me chamais, Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo? Qualquer que vem a mim e ouve as minhas palavras, e as observa, eu vos mostrarei a quem é semelhante: É semelhante ao homem que edificou uma casa, e cavou, e abriu bem fundo, e pós os alicerces sobre a rocha; e, vindo a enchente, bateu com ímpeto a corrente naquela casa, e não a pode abalar, porque estava fundada sobre a rocha. Mas o que ouve e não pratica é semelhante ao homem que edificou uma casa sobre terra, sem alicerces, na qual bateu com ímpeto a corrente, e logo caiu; e foi grande a ruína daquela casa".
Toda obra que o homem edifica se não estiver alicerçada em Cristo, nada representa para Deus. O exemplo da árvore e da casa alicerçada versa sobre os mesmos princípios.
"Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus"
Observe que após a segunda bem-aventurança ocorreu uma mudança sutil na composição do texto. No início do sermão Jesus destaca a necessidade daqueles que são bem-aventurados: pobres e que choram. Ele destacou a necessidade e o que alcançaram: o reino dos céus e o serem conciliados.
Deste ponto em diante Jesus passou a destacar a nova condição daqueles que já haviam alcançado o reino dos céus e estavam consolados. Jesus passa a descrever os bem-aventurados como mansos, misericordiosos, puros de coração, pacificadores, etc.
Só é possível ver a Deus quando se está limpo de coração, e a palavra de Deus tem esta função, remover todas as impurezas. Por meio da palavra do evangelho os discípulos estavam limpos. De igual forma, todos quantos ouvirem do evangelho e crerem em Cristo também estão limpos: "Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado" ( Jo 15:3 ).
Quem são os limpos de coração? Como alcançar esta condição?
Os limpos de coração são aqueles que ouviram e aprenderam de Cristo, que é manso e humilde de coração. Os limpos de coração são aqueles que alcançaram a condição de filhos de Deus, uma vez que morreram com Cristo e ressuscitaram com Ele uma nova criatura.
O novo homem é criado através do poder de Deus que o evangelho contém, e por meio desta nova criação o homem passa a ter um novo espírito e um novo coração, limpo de impurezas ( Rm 1:16 ; Jo 1:12 -13). Estes são os Regenerados.
Alguém pode questionar: Como é possível ver a Deus? João responde: "Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou" ( Jo 1:18 ).
Aqueles que são instruídos por Cristo verão a Deus, pois estão completamente lavados peal palavra do evangelho.
"Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus"
Jesus dá outro título aos bem-aventurados: pacificadores!
Quem são, e o que é ser um pacificador? Seriam aqueles que repudiam a guerra? Não!
Os pacificadores são aqueles que levam as boas novas de paz. Àqueles que anunciam que Deus está em Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo! Estes são os pacificadores "Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pós em nós a palavra da reconciliação" ( 2Co 5:19 ).
Aqueles que cumprem o ide de Jesus, estes são os pacificadores. Jesus, o Filho de Deus foi enviado ao mundo para proclamar a palavra da verdade: "O Espírito do Senhor DEUS está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos" ( Is 61:1 ).
Todos quantos recebem a mensagem do evangelho também são comissionados a levar as boas novas de salvação. Além da incumbência maravilhosa de anunciar o evangelho o Cristão é agraciado com a filiação divina.
Somente os filhos de Deus, os de novo nascido, podem levar a semente da palavra da verdade. Isto porque eles são nascidos da semente incorruptível, e o que anunciam, o fruto dos lábios, contém a semente incorruptível.
"Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus"

A missão dos pacificadores não é fácil. Eles sofrerão perseguições, mas o reino dos céus pertence a eles.
A perseguição é por causa da justiça de Deus expressa no evangelho. Os bem-aventurados não serão perseguidos por questões humanas, mas por causa da mensagem de Cristo, que é a justiça de Deus aos homens "Mas agora se manifestou sem a lei a justiça de Deus, tendo o testemunho da lei e dos profetas; Isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que crêem; porque não há diferença" ( Rm 3:21 ).
O motivo da perseguição dos pacificadores é por causa de Cristo, a justiça de Deus aos homens.
"Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa"

Jesus para de falar das bem-aventuranças ao apontar para os seus discípulos.
Os discípulos deveriam entender que eram bem-aventurados quando sofressem injurias e perseguições. É uma alegria ser participante das aflições de Cristo.
Através das bem-aventuranças Jesus estava se apresentando ao povo, visto que todas elas fluem de Cristo. Em Cristo está estabelecida a alegria dos povos e das nações.
Mesmo quando perseguido e injuriado o bem-aventurado é bem-aventurado: a felicidade transcende desta vida para a eterna. Estevão se alegrou ao ver a face do Senhor!
Não são as perseguições ou as agruras desta vida que tornam um homem bem-aventurado. Problemas fazem parte do cotidiano. A bem-aventurança decorre do evangelho de Cristo, pois Cristo é que concede aos homens a condição de alegria em Deus.
Após anunciar as beatitudes, Jesus demonstrou que somente os seus seguidores alcançam a verdadeira felicidade "Bem-aventurado sois vós..." ( Mt 5:11 ).
A verdadeira alegria pertence aqueles que, por causa de Cristo, haveriam de ser perseguidos e injuriados "Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos" ( 1Tm 3:12 ).
Todos quantos estiverem em Cristo serão perseguidos, mas, além de estarem de posse das bem-aventuranças, deveriam exultar por causa do galardão guardado nos céus. Que privilegio e que alegria! Ser perseguido como foram perseguidos os profetas do passado e ainda ter direito a um grande galardão guardado nos céus (v. 12)!
Cristo declara que os seus seguidores, além de serem bem-aventurados e de possuírem galardões guardados nos céus, também são o sal da terra.
Em que aspecto os seguidores de Jesus são o sal da terra? Os seguidores de Cristo conservam o padrão das sãs palavras do evangelho. Mediante a ação do Espírito Santo os cristãos guardam-na em bom depósito ( 2Tm 1:13 ).
A palavra de Deus é alimento que dá vida aos homens, e os seguidores de Cristo também desempenham a função do sal: torna agradável ao paladar (ouvidos) o alimento (evangelho).
O cristão quando anuncia o evangelho não está fazendo a 'obra' de Deus, como alguns pensam realizar.
A obra de Deus é a de conceder vida, e vida em abundância, e homem algum realizará está obra, que é exclusiva de Deus "Por isso, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento" ( 1Co 3:7 ).
Não foi dado aos seguidores de Cristo fazer a obra que é realizável somente por Deus "Que faremos para executarmos as obras de Deus?" ( Jo 6:28 ).
Os seguidores de Cristo podem se oferecer como libação sobre o sacrifício, mas nunca realizarão a obra de Deus "E, ainda que seja oferecido por libação sobre o sacrifício e serviço da vossa fé, folgo e me regozijo com todos vós" ( Fl 2:17 ).
Os bem-aventurados são sal por ter a função de dar sabor agradável, o que torna agradável aos homens a mensagem do evangelho.
O apóstolo Paulo preocupou-se muito com estes aspectos ao pedir que orassem por ele "Orai também juntamente por nós, para que Deus nos abra a porta da palavra, a fim de falarmos do ministério de Cristo, pelo qual estou preso. Orai para que o manifeste como devo fazer" ( Cl 4:3 -4).
Os cristãos devem andar em sabedoria para os que estão de fora, aproveitando bem cada oportunidade para proclamar o evangelho. Para isso a palavra do Cristão deve ser temperada com sal! Qual palavra deve ser temperada? A palavra (mensagem) do evangelho.
O andar do cristão, ou a resposta conveniente são elementos que 'temperam' a palavra do evangelho aos que são de fora.
O apóstolo Pedro faz referência aos bem-aventurados e a perseguição em decorrência do evangelho: "Mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e alegreis. Se pelo nome de Cristo sois vituperados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus; quanto a eles, é ele, sim, blasfemado, mas quanto a vós, é glorificado. Que nenhum de vós padeça como homicida, ou ladrão, ou malfeitor, ou como o que se entremete em negócios alheios; Mas, se padece como cristão, não se envergonhe, antes glorifique a Deus nesta parte" ( 1Pe 4:13 -16).
Caso o cristão não desempenhe a função do sal, com que se há de salgar? Todos quantos se dizem seguidores de Cristo devem estar cônscios de sua condição. Se o cristão não desempenhar o papel para qual foi comissionado, resta ser lançado fora e servirá de pasto aos homens.
O cristão deve ter muito cuidado para não confundir: 'ser pisado pelos homens' e o 'ser bem-aventurado por sofrer perseguições'. Quando os cristãos são perseguidos por causa do evangelho é bem-aventurado, mas, haverá aqueles que padecem por se intrometer em negócios alheios, etc.
O Cristão é a luz do mundo, pois é filho da Luz "Enquanto tendes luz, crede na luz, para que sejais filhos da luz. Estas coisas disse Jesus e, retirando-se, escondeu-se deles" ( Jo 12:36 ). Os discípulos eram luz no Senhor, visto que, creram em Cristo.
Sendo luz no mundo, isto indica que, tal qual Jesus é, os discípulos o eram neste mundo "... porque, qual ele é, somos nós também neste mundo" ( 1Jo 4:17 ).
A função dos seguidores de Cristo é a de conceder luz ao mundo (casa) que está em trevas.
Os seguidores de Jesus tornam-se luz, por serem nascidos da Luz (regeneração). Agora, na condição de filhos da luz, os nascidos de novo devem comportar-se como filhos "Porque noutro tempo éreis trevas, mas agora sois luz no SENHOR; andai como filhos da luz" ( Ef 5:8 ).

Quem é nascido de novo deve comportar-se de modo digno da vocação para qual foi chamado, ou seja, não deve portar-se como andam os outros gentios ( Ef 4:1 e 17).