segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Ano novo...Vida velha?

Ano novo...Vida velha?
               
Estamos prestes a entrar em mais um ano. Eita beleza vamos esquecer 2018 e entrar no tão sonhado 2019. Ai que nos enganamos, pois 2018 foi um ano de experiências e 2019 será um ano de conquistas.
Não podemos ficar presos em uma vida passada, pois ela pode trazer dessabores, so que aprendemos muito com o passar dos tempos. Vamos entender o que representa o ano novo.
O ano-novo do calendário Gregoriano começa em 1º de janeiro, assim como era no calendário romano. A comemoração ocidental tem origem num decreto do líder romano Júlio César, que fixou o 1º de janeiro como o "dia do ano-novo" em 46 a.C. Os romanos dedicavam esse dia a Jano, o deus dos portões. O mês de Janeiro deriva do nome de Jano, que tinha duas faces (sendo, portanto, bifronte) – uma voltada para frente (visualizando o futuro) e a outra para trás (visualizando o passado).
                Existem inúmeros calendários que permanecem em uso em certas regiões do planeta e que calculam a data do ano-novo de forma diferente. Com a expansão da cultura ocidental para muitos outros lugares do mundo durante séculos recentes, o calendário gregoriano foi adotado por muitos outros países como o calendário oficial e a data de 1º de janeiro tornou-se global para se comemorar o ano-novo, mesmo em países com suas próprias celebrações em outros dias (como Israel, China e Irã).
                Não vamos nos utilizar, dos dogmas antigos, quando pessoas, reis, mudavam os calendários a seu bel prazer, mas vamos olhar para o futuro não esquecendo o passado, ou seja o passado foi uma lição que consegui vencer, e o futuro saberei administrar melhor, para que possa obter sempre uma grande vitória em minha vida.
Sou o Pastor Jandiro, O Câncer quer me levar, só que aprendi a lutar contra ele. Minhas armas? 1º Minha família. 2º Meus médicos. 3º a quimioterapia e os remédios. E o principal de tudo, Sabendo que Deus está no controle.    

domingo, 30 de dezembro de 2018

Perdão: Ato sublime ou obrigação?


Perdão: Ato sublime ou obrigação?

                Perdão. Uma palavra como outra qualquer, mais seu significado vem trazendo muitas consequências às pessoas que, por mera ignorância, não sabem utilizar como se deve.
                O perdão é algo que nasce no coração, e morre no esquecimento. Perdão não é um sentimento, mas um ato. É um processo mental ou espiritual que tem por objetivo cessar o ressentimento tóxico (dentre eles, o principal é a raiva) contra outra pessoa ou contra si, decorrente de uma ofensa percebida, por diferenças, erros ou fracassos. Trata-se de uma habilidade que precisa de treino.
                Perdoar é esquecer, jogar no fundo do poço e consequentemente tapar com algo que ninguém possa resgatar.
                 O Professor Paulo Vieira (PHD, Doutor e Palestrante entre outras aptidões) traz visões interessantes sobre o perdão. “Perdoando, você assume a responsabilidade por como você se sente. Você recupera a sua força e reassume o pleno controle sobre seu destino. Perdão é para você e não para o autor da afronta, pois perdoar é remédio para a sua cura e não para a cura ou impunidade da pessoa que lhe fez sofrer. Perdoar é a paz que você aprende a sentir quando libera quem lhe fez mal. Ao perdoar, você se ajuda a ter mais controle sobre seus pensamentos, além de obter melhora em sua saúde física e mental. Perdão é também se tornar um herói feliz e não uma vítima sofredora. Perdão é uma escolha, uma decisão, uma restituição. Perdoando você rompe as correntes do sofrimento e passa a dar passos livres em sua vida.”
                Dentre todas as suas referências, quero destacar: “Perdão é para você e não para o autor da afronta pois perdoar é remédio para a sua cura e não para a cura ou impunidade da pessoa que lhe fez sofrer. Perdoar é a paz que você aprende a sentir quando libera quem lhe fez mal.” Esse remédio tão pouco usado e quando usado é de forma errônea, tornando o ser humano como um super-homem, não como um necessitado. 
                Muitas vezes pergunto a mim mesmo; “E o que não é perdão?
·         Perdão não é fechar os olhos para os maltratados;
·         Perdão não é esquecer algo doloroso;
·         Perdão não é necessariamente se reconciliar com o autor da afronta;
·         Perdão não é desculpar o mau comportamento;
·         Perdão não é negar ou minimizar seu sofrimento;
·         Perdão não significa desistir de ter bons sentimentos e perspectivas.
Se o amor não flui dentro de você, isso significa que a sua vida pode estar morrendo. Você nasceu para amar, mas se tem rancor está doente. Isso lhe impede de se relacionar e ter sucesso.

Estamos na época de final de ano tão chamada como a data máxima da Cristandade. Libere o perdão e você trará Paz para seu coração.
Sou o Pastor Jandiro Lutando contra um Câncer que me faz sofrer por muitos anos, estarei vencendo, tenho ajuda dos médicos e da quimioterapia. Mais o câncer da arrogância somente a própria pessoa pode curar

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Quanto de Aguá estou precisando?


Quanto de Aguá estou precisando?

Ezequiel 47:3-5)  E saiu aquele homem para o oriente, tendo na mão um cordel de medir; e mediu mil côvados, e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos artelhos.
E mediu mais mil côvados, e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos joelhos; e outra vez mediu mil, e me fez passar pelas águas que me davam pelos lombos.
E mediu mais mil, e era um rio, que eu não podia atravessar, porque as águas eram profundas, águas que se deviam passar a nado, rio pelo qual não se podia passar”. (.

Esta é uma passagem realmente fascinante, que nos mostra de forma profética como Deus quer nos levar ao plano original. De acordo com a descrição que Deus através de Ezequiel, por esta visão, podemos entender que a vida do servo de Deus é vivida de 4 maneiras diferentes ou como chamamos 4 níveis:

1. TORNOZELO SUPERFICIAL
Imagine uma pessoa que quer molhar somente os pés só para se refrescar, apenas, os sapatos e as meias são removidos, e isso é o suficiente. É como um adulto que entra na piscina infantil, superficial. Há pessoas que vivem a vida a esse nível, superficial, permanecem no nível de "salvação", ou seja, um dia elas aceitaram a Cristo em seu coração, mas nada mais, recebem o frescor da água, mas nada mais.

2. JOELHOS
Agora o nível de água atinge uma nova dimensão, você pode caminhar, mas não correr. Ele representa o tipo de cristão que está em conformidade para se reunir “religiosamente” toda semana, domingo após domingo da congregação, seu conhecimento também está no nível da salvação, acrescentando que eles ouvem toda semana a pregação, mas não tem uma vida cristã profunda, ele se molhar na água, mas nada mais, não está disposto a ir mais profundo.

3. Cintura
*Pode representar da cintura até a altura dos ombros.

Representa o esforço. 3/4 do corpo estão na água, não se aprofunda por medo, sem saber como será. Sente que algo pode dar errado e se “afogar”. Alguns na piscina ou na praia gostam de nadar neste nível.
4. Completamente submerso
Não há mais nada, somente o Senhor, o contato com a terra, a terra seca, circunstâncias ou as coisas que dão segurança estão longe. Agora tudo é uma questão de depender do Senhor. É o lugar onde você está cercado por água, onde você tem que colocar em prática o conhecimento e comunhão com Deus. A condição colocada pelo Senhor a nós é a natação.

MARGEM DO RIO
Qual o objetivo de ir para a outra margem?

O outro lado. As regiões além da margem oposta. Deus nos coloca um objetivo para alcançar a margem oposta, esse objetivo só atinge quem nadando Espírito, isto é, caminha em direção ao alvo, removendo medos, aceita desafios e, ao mesmo tempo em que apreciam todos os benefícios que ela nos traz, a vida no Espírito.
Não digo que eu já o tenha obtido, ou que seja já perfeito, mas vou prosseguindo para ver se também poderei alcançar aquilo para o que igualmente fui tomado por Cristo Jesus.
Irmãos, eu não julgo ter ainda alcançado; mas uma coisa faço, esquecendo-me das coisas que ficam para trás e avançando para as que estão adiante, Prossigo em direção ao alvo, para obter o prêmio da vocação celestial de Deus em Cristo Jesus. (Filipenses 3:12-14).
RIOS
O rio representa a vida no Espírito.

“Quem crê em mim, como disse a Escritura, do seu interior manarão rios de água viva. Disse isto a respeito do Espírito que iam receber os que nele criam; pois o Espírito ainda não fora dado, porque Jesus não havia sido ainda glorificado”. (João 7:38,39).
ÁGUA
As águas vivas estão fluindo.

“Mas quem beber da água que eu lhe der, nunca mais terá sede; pelo contrário a água que eu lhe der, virá a ser nele uma fonte de água que mana para a vida eterna”. (João 4:14).
Hoje, temos de tomar decisões. Na vida com Deus a partir de Cristo, temos pelo menos 4 níveis para trilhar no caminho de volta ao projeto original, vejamos:
1. Nível do natural
Em Genesis 1.29 vemos que Deus colocou tudo a disposição do homem, para que ele fosse mantido pleno sobre a terra, nada lhe faria falta. Seja mantimento, seja metal precioso, pedras preciosas, nada lhe seria negado, a terra tinha a obrigação de lhe dar.

Quando entramos no caminho e aceitamos Jesus como nosso salvador, passamos então a viver o nível natural, que e o nível onde a criação divina nos mantém, por exemplo, Pedro quando tirou uma moeda da boca de um peixe:

“Mas, para não escandalizá-los, vá ao mar e jogue o anzol. Tire o primeiro peixe que você pegar, abra-lhe a boca, e você encontrará uma moeda de quatro dracmas. Pegue-a e entregue-a a eles, para pagar o meu imposto e o seu”. (Mateus 17:27).
Primeiro Nível: O primeiro nível podemos ver no versículo 3 onde Ezequiel fala que aquele homem levou ele para um ribeiro e neste ribeiro o homem mediu meio quilometro a sua frente e fez ele caminhar e quando ele chegou as águas batia nos seus Tornozelos e é aqui que encontramos o nosso primeiro nível.
O pé é uma das partes do corpo mais sensíveis que temos, por isso Deus certa vez falou “retire as sandálias dos seus pés”, porque não podemos ser sensíveis à voz de Deus se estivermos com algo que esteja tampando a nossa sensibilidade, então eu percebo que naquele momento que aquele homem levou Ezequiel até aquele trecho do rio onde as águas batiam em seus tornozelos, a primeira lição que aprendo é que primeiro precisamos lavar os nosso pés, que muitas das vezes pisaram em lugares errados, se encheram de poeira e da lama do pecado.
2. Nível da fé
Viver o nível da fé é de fato aceitar e não titubear sobre o caráter divino, entendendo pela palavra nossos direitos. O nível da fé nos permite entrar em oração nos colocando ante a corte celestial e usarmos a palavra como nosso livro de leis, da constituição do reino e reivindicar nossos direitos e vivendo os deveres, vejamos:

“Tendo terminado de dizer tudo isso ao povo, Jesus entrou em Cafarnaum. Ali estava doente, quase à morte, o servo de um centurião, a quem seu senhor estimava muito.
Ele ouviu falar de Jesus e enviou-lhe alguns líderes religiosos dos judeus, pedindo-lhe que fosse curar o seu servo.
Chegando-se a Jesus, suplicaram-lhe com insistência: 'Este homem merece que lhe faças isso, porque ama a nossa nação e construiu a nossa sinagoga'.
Jesus foi com eles. Já estava perto da casa quando o centurião mandou amigos dizerem a Jesus: 'Senhor, não te incomodes, pois não mereço receber-te debaixo do meu teto. Por isso, nem me considerei digno de ir ao teu encontro. Mas dize uma palavra, e o meu servo será curado. Pois eu também sou homem sujeito a autoridade, e com soldados sob o meu comando. Digo a um: ‘Vá’, e ele vai; e a outro: Venha, e ele vem. Digo a meu servo: Faça isto, e ele faz'.
Ao ouvir isso, Jesus admirou-se dele e, voltando-se para a multidão que o seguia, disse: 'Eu lhes digo que nem em Israel encontrei tamanha fé'.
Então os homens que haviam sido enviados voltaram para casa e encontraram o servo restabelecido”. (Lucas 7:1-10).
Segundo Nível: O segundo nível de intimidade com Deus, podemos ver no versículo 4 onde aquele homem que estava conduzindo Ezequiel, o leva a mais meio quilômetro a frente, e ao chegar lá, Ezequiel percebe que as águas não davam mais nos seus tornozelos mas sim, agora davam nos seu joelhos. E aqui está a segunda lição que aprendo. O joelho é parte do nosso corpo que encontramos sustento se eles fraquejarem nosso corpo inteiro vem ao chão.
3. Nível da unção
Nesse nível Deus e você passam a operar de forma conjunta, você passa a ousar, onde enfermidades são curadas, demônios expulsos, etc. É Deus trabalhando através de você. Vejamos:

"Quem tocou em mim?”, perguntou Jesus. Como todos negassem, Pedro disse: "Mestre, a multidão se aglomera e te comprime".
Mas Jesus disse: "Alguém tocou em mim; eu sei que de mim saiu poder". (Lucas 8:45,46).
Terceiro Nível: E agora o terceiro nível de intimidade com Deus que encontramos também no versículo 4 porém parte "b", vemos quando Ezequiel fala que aquele homem não parou por ali mas o levou a meio quilometro a mais e dessa vez as águas não davam mais nos joelhos, mas sim em sua cintura. E aqui eu vejo uma deixa que depois nos levará para o 4º nível, quem chegou aqui está muito perto de mudar de nível.
4. Nível da glória
Nesse momento você está no nível mais elevado, visto que a gloria é o próprio Deus. Ao contrário do que pensamos gloria não é poder, nem unção, mas é o próprio ser de Deus, a própria pessoa divina. Andar nesse nível é andar “cheio”, “repleto” da presença de Deus numa entrega completa e sem reservas. Operar nesse nível significa de fato, dar um passo para traz e deixar o próprio Deus fazer, nesse momento já não precisamos liberar palavras para que algo aconteça, já não há preocupação, não precisa “suar”, nem fazer força mas você entra no nível de repouso enquanto a própria presença Deus, o próprio Deus opera livremente.

Quarto Nível: E agora finalmente o quarto nível podemos ver nos últimos versículos em especial o 5º onde Ezequiel relata que aquele homem avançou com ele mais meio quilometro, mas agora ele não conseguia mais passar andando ele teve que mergulhar, porque as águas o cobria. E agora eu digo que aquele homem era Jesus. E ele quer conduzir você e a mim em todos esses níveis, só que ele não nos põe a força, uma coisa que Ezequiel fez foi que em nenhum momento ele contrariou aquele homem. Todo o tempo mesmo sem saber o que o esperava a frente ele confiou naquele homem para prosseguir.
O passo de obedecer, de chegar até o momento mais decisivo da sua vida aonde as águas chega à cintura, e ali você decide se quer mergulhar ou parar por ali mesmo.
Eu escolho todo dia mergulhar, porque eu não quero ficar apenas no terceiro nível, eu sei que às vezes você pode ter medo de se afogar, mas saiba que o homem que está conduzindo não deixará isso acontecer. Assim como Ezequiel que mergulhou naquele rio, quando foi à margem contemplou arvores que davam frutos lindos, porque havia vida naquele lugar. O fato de mergulhar nesse rio com Deus não é nada além do que isso, viver não para mim mesmo, mas para o meu Deus, é isso que nos espera na margem do rio, VIDA, só precisamos mergulhar nEle, fazer a nossa escolha. Porque assim como Paulo diz em Gálatas 2:20 “Fiz a minha escolha... Não vivo mais eu, mas cristo vive em mim”

O profeta Ezequiel é levado aos quatro níveis, representado pela profundidade das águas à medida que ia andando e adentrando aquele Rio de Deus, até chegar ao ponto de não mais poder andar. Para chegar ao nível mais profundo, Ezequiel mostra-nos que é preciso, coragem, fé, comprometimento, abnegação, dependência, obediência.

Deus nos revela
Longe de ser um passo de mágica, mas fruto de uma intimidade com Deus, que nasceu da oração, para ir em “busca” da intimidade com Deus, no seu maior nível!


domingo, 16 de dezembro de 2018

Vendendo e comprando ilusões.

Vendendo e comprando ilusões.

                Ilusão. É uma confusão dos sentidos que provoca uma distorção da percepção. Todos os sentidos podem ser confundidos por ilusões, mas as visuais são mais conhecidas. Uma vez que a percepção é baseada na interpretação dos sentidos, as pessoas podem experimentar ilusões de formas diferentes. Vinicius de Moraes em seu “Soneto de aniversário” na sua primeira parte definiu:
Passem-se dias, horas, meses, anos.
Amadureçam as ilusões da vida.
Prossiga ela sempre dividida,
Entre compensações e desenganos.
                Não deixe que a Ilusão leve você por caminhos que possa não ter volta, caminhos que não tenha mais correção. Conserte enquanto é tempo.
                A ilusão tem levado pessoas as mais errôneas estradas da vida, sempre se esquecendo, que a estrada da vida é uma via de uma mão só, conduzindo a eternidade.
                Tenho visto isso durante meus dias aqui nessa Terra abençoada por Deus que muitos até descobriram seus erros, mais já era tarde demais. Um dia Jesus disse: “Errais por não conhecerem a escrituras” Imagino eu que Jesus via a grande e longa (para alguns, curta para outros) estrada da vida. 
                Hoje ao acordar lembrava-me das aulas de matemática na matéria de Trigonometria, quando eram colocado um desenho algumas medidas e tínhamos de calcular várias figuras, quando não dava certo nosso mestre dizia: “Primeiro procure onde você errou, corrija e bola pra frente” E assim que nós fazíamos.
                Se você está na estrada da Vida e vê que algo está errado, não adianta continuar. Reflita ache teu erro, corrija e continue. Voce tem muito que andar, muitos obstáculos a vencer.
                 Isso veio na mente de um velho pastor, que cuida de vidas preciosas, quando sua vida está sendo cuidada por médicos, e dirigida por Deus.
Pastor Jandiro
prjandiro@hotmail.com

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Uma Senhora por nome Maria Antônia


Uma Senhora por nome Maria Antônia

            São Paulo década de sessenta, vivíamos uma insegurança, pois alguns apoiavam outros não o tão falado regime militar. Para uns foi muito bom, outros não. Até nos dias de hoje temos divergências, e como temos.
            O ano de 1968 foi um momento de forte resistência da classe estudantil, que era majoritariamente contrária ao regime militar Em 1964, houve uma divisão da classe média brasileira que, em cima da propaganda anticomunista e, apoiou a deposição do presidente João Goulart e passou a esperar por uma transição rápida para a democracia.
Nos quatro anos seguintes, sem perspectiva de abertura e diante de uma política econômica recessiva e de sinais de violência por parte dos militares, a maior parte da classe média começou a se posicionar contra o regime militar. Seus filhos, mais de 200 mil estudantes universitários e centenas de milhares secundaristas, seguiam pelo mesmo caminho. A universidade brasileira vivia uma crise de sentido: não servia a quem queria mudanças na sociedade e nem ao capitalismo brasileiro, que vivia uma fase de modernização. As condições de luta no segundo semestre eram mais difíceis: muitos estudantes foram presos e a polícia se empenhava em acabar com as ocupações em universidades.
Pelo fato de abrigar a Faculdade de Filosofia da USP e a Universidade Mackenzie, a rua Maria Antônia, no centro da capital paulista, foi palco da luta entre estudantes de esquerda e de direita, no começo de outubro de 1968. Os estudantes se enfrentavam como podiam - pedras, paus e até bombas - e a polícia assistia a tudo sem intervir. Os estudantes de direita, ligados ao CCC incendiaram o prédio da USP com coquetéis mocotó. Depois de dois dias de enfrentamento, um tiro vindo do prédio do Mackenzie feriu mortalmente o jovem secundarista José Guimarães. Os estudantes da USP, com a camisa ensanguentada do estudante, tomaram as ruas de São Paulo e entraram em choque com a repressão. Ao final do conflito, a polícia invadiu os prédios da USP e do Mackenzie e prendeu dezenas de estudantes.
                Esses conflitos se deu na Rua Maria Antônia em São Paulo. Dona Maria Antônia participou de tudo isso. Os tempos se passaram e ela se casou e muito cedo perdeu seu amado, já eram tempos de paz, a “Democracia”.
Como o tempo se passou, chegou a idade e dona Maria Antônia, como era conhecida, e gostava de ser chamada – Seu nome fez história, triste mas fez, não se casou mais e vários dias por semana após semanas passava com sua bengala, indo pra um lugar ignorado. Não faltava nem vai faltar curiosos para bisbilhotar a vida daquela mulher de mais de 80 anos, estudada, sempre no mesmo horário 18:45 hs passava pelo mesmo lugar a mesma rua e causava curiosidade aos que à viam. Sr José de Almeida um homem de meia idade perguntou certa vez. – Dona Maria pra onde a senhora vai, com todo respeito, linda perfumada? Com um sorriso cansado pelas rugas da idade ela respondeu, sem levantar a cabeça e parar, – Vou encontrar meu Noivo! Um dia movido pela curiosidade (dizem que a curiosidade matou o gato) Sr. José pediu e lhe acompanhou. Demorou para chegarem poucas quadras adiante. Chegando a um velho salão ela entrou, sr José titubeou e entrou também, ambos sentaram, não antes de Dona Maria Antônia se ajoelhar e em poucas palavras dizer em voz alta. – Graças te dou Senhor por me livrastes, de ter mudado minha vida e principalmente ter conhecido o Senhor.  Levantou e disse sorrindo ao Sr. José Acabei de falar com Jesus ele é a fonte de minha existência. Sr José sem entender pergunta – E seu noivo dona Maria Antônia?  - Agora sorrindo ela responde: - Eis que tudo se fez novo, Jesus me transformou e faço parte da NOIVA DO CORDEIRO, sou grata a Ele. Naquela noite Sr. José conheceu Jesus e foi mais uma alma a se converter aos pés do Senhor.
                Misturei realidade com ficção. Espero que a mensagem atinja seu coração.

Pastor Jandiro A Silva, um homem acima de tudo servo do Senhor que luta contra um câncer, mais não solta da Palavra de Deus.

terça-feira, 27 de novembro de 2018

O Fio para Cima

O FIO PARA CIMA


Na solidão, bem  no  interior  da  selva,  vivia  uma  velha
aranha.  Estava  acomodada,  contente  consigo    mesma    e
conformada com as moscas, mosquitos  e  outros  insetos  que
ficavam  presos  em  sua  teia,  fornecendo-lhe  o  sustento
necessário à sobrevivência.

Certo dia, entretanto, essa velha aranha  recebeu  a  visita
inesperada de uma jovem neta.  Ao  penetrar  no  mundo  onde
vivia a avó, ficou pasmada com o tipo de vida tão  primitiva
que esta levava. Diante do espanto da sua terceira  geração,
a vovó argumentou:

-- O que preciso mais? A sombra é boa, o  orvalho  da  manhã
bem fresquinho e a teia habilmente estendida! Com tudo isso,
a minha vida está segura.

-- Mas vovó, o mundo lá fora mudou muito.  Perdida  aqui  no
coração desta selva, você não se apercebeu que hoje  tudo  é
diferente. Nova mentalidade, reformas  e  racionalização  de
tudo é a tônica do momento.

A neta deixou a avó depois  de  alguns  dias,  mas  as  suas
observações  ficaram  soando  ainda  aos  ouvidos  da  velha
aranha. Ela, que sempre fora tão calma, começou a agitar-se.
Não lhe fez bem ouvir que estava ficando desatualizada e que
seus métodos  eram  antigos  e  ultrapassados;  isso  acabou
definitivamente com o seu sossego. Em  face  de  tudo  isto,
tratou de inspecionar toda a sua fabricação, para ver o  que
poderia ser reformado e modernizado. Examinou cuidadosamente
todos os fios que completavam a sua teia e notou que  nenhum
deles era inútil nem supérfluo.  Todos  eles  eram  precisos
para a sua existência.

Mas, e aquele fio que vai direto para cima?! -- pensou  ela.
Para que serve, afinal? Nunca inseto algum enrolou nele! Sem
melhor raciocinar e ponderar sobre o assunto, cortou o  fio.
Nesse instante, para a sua completa surpresa,  toda  a  teia
desabou. Era aquele,  justamente,  o  fio  mais  importante,
porque ele sustentava toda a sua teia. Desse único fio  para
cima dependia tudo e a velha aranha, experiente  e  tão  bem
vivida,  ainda  não  havia  se  apercebido  desse  fato   de
importância vital.

Ainda hoje, homens e mulheres  experientes  e  informados  a
respeito de tudo quanto lhes cerca, não  sabem  que  do  fio
estendido para cima, até tocar o infinito,  depende  toda  a
nossa existência aqui e no além,  porque  ele  representa  a
nossa comunhão com Deus. É ele que mantém  o  equilíbrio  da
nossa vida. É ele ainda que não  permite  o  desabamento  do
nosso  físico,  espírito  ou  personalidade,    quando    as
catástrofes procuram nos destruir  por  todos  os  meios  de
ação. A firmeza, felicidade e  prosperidade  da  nossa  vida
aqui na terra dependem  da  ligação  diária  e  perene,  que
mantivermos com o nosso Deus.

"Une-te, pois, a ele e tem paz, e assim te sobrevirá o  bem.
Tu orarás a ele e ele te ouvirá" (Jó 22.21, 27).

"Mas, se andarmos na  luz,  como  ele  na  luz  está,  temos
comunhão uns com os outros. e o sangue de  Jesus  seu  Filho
nos purifica de todo pecado" (1 João 1.7).

Quem me tocou?

Quem me tocou?

"E certa mulher que, havia doze anos, tinha um fluxo de sangue. E que havia padecido muito com muitos médicos, e despendido tudo quanto tinha, nada lhe aproveitando isso, antes indo a pior;  Ouvindo falar de Jesus, veio por detrás, entre a multidão, e tocou na sua veste."   Marcos 5:25-27
         A condição daquela mulher, considerada cerimonialmente imunda. Todas as pessoas  a quem ela tocasse fatalmente também seria considerado imundo perante a lei. Já havia gastado tudo quanto possuía nos médicos, sua situação a cada dia piorava mais, estava condenada a morte. Na antigüidade  existia uma crença  que um avental, um lenço ou até mesmo a sombra de uma pessoa com poderes curativos, seria o bastante para transmitir-lhes o alivio para suas doenças.  A impaciência dos discípulos com a mulher mostra-nos  que existe uma grande diferença entre o contato com Jesus e os homens. O manto não possuía poderes mágicos. Mais Jesus tinha amplo controle da situação, tanto de seu corpo quanto da multidão que hora o cercava.  Aquela mulher teve que vencer todos os obstáculos que se deparavam contra ela. 1º) A doença; devido sua hemorragia que já perdurava á tempos, ela se encontrava debilitada. 2º) A lei; que não permitia a  presença dela em publico. 3º) A multidão; Jesus estava espremido entre a multidão, o acesso até Ele, seria quase impossível. 4º) Chegar por trás;   as consequências, seriam bem  menores.  A mulher venceu a fraqueza, foi  ao encontro de Jesus.  A lei estava aquém de suas necessidades, ela tinha que ser curada. Vencer a multidão  era uma barreira, que ela tinha que  vencer. Chegar por trás de Jesus seria o caminho mais fácil,  pois a maior parte do povo queria ver Jesus pela frente. Quando ela venceu todos estes obstáculos,  tocou na orla dos vestidos do Mestre, que imediatamente descobriu que saiu virtude  dEle.  Não importa como você vai chegar ate Jesus.  O importante e de como o Senhor vai te receber.  Tenha certeza, o Senhor esta de braços abertos para poder te receber ainda  no dia de hoje. Não importa tua necessidade, tua fraqueza, teu estado de saúde.  Jesus está te esperando.
        

Jandiro A Silva