sexta-feira, 13 de maio de 2016

Novo A Chamada do Obreiro Cap 6 O Obreiro e a contribuição

A Chamada do Obreiro Cap 6 O Obreiro e a contribuição


 
Capitulo 6
O Obreiro e a contribuição

“E digo isto: Que o que semeia pouco também ceifará; e o que semeia em abundância em abundância também ceifará.
Cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.
E Deus é poderoso para tornar abundante em vós toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda suficiência, superabundeis em toda boa obra,”2Co 9:6-8 
A Igreja como qualquer outra instituição, tem suas obrigações. Na Igreja as mesmas são: as  eclesiásticas e sociais, para dar suporte a estas instituições o custo tem que ser suprido e o suprimento tem quer vir de seus membros. Isto é agora, foi no passado e certamente será no futuro 
A Contribuição 
    a)     Sua origem   - Encontramos duas ocasiões quando homens deram ou prometeram dízimos a Deus. Depois do resgate de pessoas e de bens que tinham sido tomados de Sodoma numa guerra, Abraão deu um dízimo a Melquisedeque, o sacerdote de Deus (Gênesis 14:18-20). E Jacó  prometeu dizimar a Deus de sua prosperidade (Gênesis 28:22). Ambos foram voluntários. Não há registro de qualquer mandamento de Deus a respeito do dízimo antes do tempo de Moisés. Certamente, o dízimo de Abraão não é mais um padrão para hoje na mesma forma que o exemplo de Noé não exige que nós construirmos uma arca hoje em dia. Por essa  razão que Jesus foi favorável a dizimarmos Mt 23:23.  O mesmo se refere à contribuição de Abel e Caim.
         Não foi Deus quem inventou a contribuição, mais homens que viram através da contribuição uma forma de agradar a Deus. Na antiguidade era uma constante que quando uma pessoa queria agradar a outra levava presentes. O nascimento de Jesus, Mt 2:11 A rainha de Sabá quando visitou Salomão 1Rs 10:10 entre outros.  
  b)  Sua necessidade -   “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa” Ml 3:10 As necessidades materiais poderiam ser suprida por Deus. Dessa forma as coisas seriam muito fácil, O homem tem que fazer sua parte.  A lei de Moisés mandava separar o dízimo dos frutos e do gado (Lv.27:30,32), com o propósito de sustentar os levitas (Nm.18:4,24). A tribo de Levi foi separada para o serviço do Senhor; como não tinham herança na terra e nem podiam dedicar-se ao trabalho secular por seu ministério, os levitas viviam do dízimo das outras 11 tribos.
É interessante notar que os levitas também dizimavam, e os que recebem (cesta, ajudas, da igreja tem que dizimar também). (Nm. 18:26, 27), o que nos ensina que mesmo os ministros de tempo integral devem fazê-lo também. Como Igreja local também praticamos o dízimo dos dízimos, separando-o para missões e obras assistenciais.Na atualidade não é diferente Paulo solicitou a contribuição ao irmão pobre da Judéia 2Co 8:1-13 Aquele que trabalha na obra é digno de seu salário, 1Tm 5:18 Paulo também recebeu 2Co 11:8.                    
   c) Sua administração-  A Igreja tem suas despesas naturais 2Co 9:12  As quais tem que ser saudadas. Quando estamos entregando nossos dízimos e contribuições a Casa de Deus, estamos entregando ao próprio Deus, que é administrado por homens capacitados 1Pe 4:11 Certas contribuições a ordem era que seriam entregue aos levitas, mais Deus não colocou os ofertantes como sendo os administradores dos levitas. Se alguém age erroneamente com as contribuições Deus vai requerer de cada um.
         Se não houver contribuição na igreja de Deus a obra não cresce. É necessário que sejamos os canais de bênçãos através da contribuição. Os apóstolos recebiam as contribuições de todos e administravam conforme o Espírito Santo de Deus os instruía. Imaginemos nos se Deus colocasse todos para administração. A variedade de idéias seria certamente o caos da igreja, pois cada um de nós tem um objetivo.  
d) Colhemos o quanto plantamos -   A lei da semeadura é clara: Lc 8:5 Podemos observar que o semeador saiu semeado, se semear em boa terra Lc 8:8 teve o retorno. Contribuir na obra de Deus, é retorno garantido Ml 3:10 O próprio Deus disse: “Fazei prova de Mim”  Quanto mais contribuímos, mais somos abençoados. Se quisermos romper na área financeira e andar na benção do Senhor; temos que plantar mais. A colheita não é automática, precisa de tempo, mas é certa e não falhará! Ec 3:2 O povo Hebreu recebeu o mana até no dia que puderam colher do fruto da Terra. Josué 5:12
         Não adianta termos terra, povo, semente e não plantarmos. Abrão foi prova disso, pois sendo um homem rico nunca deixou de dar a parte de Deus Gn 14:20 Foi à gratidão de Abraão pelo que Deus tinha feito por ele. A retribuição é do Senhor. Deus não quer que ninguém seja privado de bênçãos tanto Espiritual ou material. O importante para Deus é que os ímpios vejam o retorno da fidelidade que o homem que serve a Deus recebe. Exemplo de Jô.                 
e)      Como prova de Obediência -  Em que te roubamos?”. "Nos dízimos e nas ofertas alçadas.” Ml 3:8   A contribuição em todos os seus níveis (dízimo, oferta, esmola) é uma prova de obediência a Deus. Lv 27.30-32 Portanto, quem é falho nesta área, está demonstrando quem realmente é!  Além do que,  o Senhor não precisa de nossa contribuição, quanto nós precisamos d`Ele.  Êx. 19:5 Deus nos chama de propriedade peculiar. Como podemos reter a coisas que são de Deus? O sumo sacerdote Joiada fez um cofre para os israelitas lançarem as ofertas voluntárias a fim de custear os consertos do templo, e todos contribuíram com generosidade (2Rs 12.9,10) 
A contribuição não pode ser uma negociata com Deus. Porque antes de contribuirmos é importante sabermos que o Senhor quem nos deu tudo. Ex 9:29  Sl 27:4 Ex,19:5  Não podemos nunca pensar que estamos dando ao Senhor, mais devolvendo parte daquilo que Deus nos deu. Ao que entende isso fatalmente será recompensado pelo mestre Sl 24:5 Esta bênção não é uma bênção dirigida, mais uma bênção geral. A salvação não é restrita ao homem ser penalizado a pobreza ou viver mesquinhamente, Deus tem promessas aos salvos.
          A contribuição em todos os seus níveis (dízimo, oferta, esmola) é uma prova de  obediência a Deus. Portanto, quando falhamos nesta área, estamos demonstrando quem realmente somos! Além de que, Deus não precisa tanto de nossa contribuição quanto nós precisamos dEle! Através dela mantenho um coração submisso a Deus e o dinheiro como um servo do Reino...
f)     Com Avareza – O avarento nunca teve lugar na casa de Deusnão há lugar para os tais na liderança Ex 18:21 Samuel teve problemas com o povo, pois seus filhos andaram pelo caminho da avareza 1Sm 8:3  O avarento não tem vida longa Pv 26:16 É uma condição reprovada, abominada por Deus Is 57:17  Paulo ensina aos Corintos que dar com liberalidade é receber bênção, mais o avarento Deus não se agrada com sua oferta 2Co 9:5
         É importante lembrar que nos temos de Moises o povo contribuiu de tal forma que foi além das necessidades, Ex 36:5 Davi sentiu prazer em oferecer seus tesouros 1Cr 29:3 Quando a casa do Senhor necessitou os príncipes trouxeram até que a arca ficou cheia para reparar a casa de Deus 2Cr 24:10. A liberalidade é fator importante para recebermos as bênçãos de Deus.
g)     Com interesse – Sempre há aqueles que ofertam com interesse. De subir de cargo, ou de aparecer para aos outros, foi o caso de Ananias At 5, agradar o Pastor, etc. Temos até aqueles que lêem Malaquias de forma errônea.  “Fazei prova de Mim” Ml 3:10 Temos primeiro de ofertar, e com fé. Pois sem fé nossas contribuições são invalidas. Que tipo de fé? Que estamos agradando a Deus. Nossas ofertas devem chegar como cheiro suave às narinas de Deus. Quando Noé ofereceu sua oferta a Deus, Ele recebeu de uma forma especial Gn 8:20-21
         Deus conhece nossos corações. Não adianta o cristão oferecer suas contribuições com interesse. A liberdade de contribuir é legal e um direito de todos. Imagine; trazemos nossos dízimos e ofertas, com o interesse que Deus tenha obrigação de nos retribuir. Ofertar é oferecer e quem oferece não está usando sua oferta como moeda de troca. Da mesma forma e liberalidade que oferecemos a Deus; Deus nos retribui com bênçãos dos Céus.
h)     Com generosidade -  Deus quer que sejamos generosos e a espontaneidade tem que ser um atributo próprio do homem. 2Co 9:7   Atos, 5 mostra que Ananias não foi generoso; pelo contrário foi avarento e orgulhoso e quis estar em evidência. At 5:3 Deus não está atrás do nosso dinheiro, mas da expressão de generosidade; sem ela, o dinheiro não vale nada! Lc, 21:4  Deve haver em nós alegria ao contribuir! Os 9:4  O apóstolo Paulo se referiu a isto como sendo uma "graça". É um privilégio servirmos a Deus com nossos bens, e o Senhor não quer que ninguém o faça por constrangimento mas de coração.  
         Generosidade: Dotado de caráter nobre. Que tem sentimentos nobres. Que tem grandeza de alma. Nada que possuímos é realmente nosso. Nem nós somos de nós mesmos! Quando a Bíblia fala da obra de Jesus na cruz, fala de redenção. Cristo nos comprou para Deus através de seu sacrifício; isto é claramente mostrado na Palavra do Senhor: "...porque foste morto e com teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação, e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e reinarão sobre a terra." Ap 5:9b,10.

 
 
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sexta-feira, 6 de maio de 2016

Novo As Doze Pedras do Altar de Elias


Então Elias disse a todo o povo: Chegai-vos a mim. E todo o povo se chegou a ele; e restaurou o altar do SENHOR, que estava quebrado.

E Elias tomou doze pedras, conforme ao número das tribos dos filhos de Jacó, ao qual veio a palavra do SENHOR, dizendo: Israel será o teu nome.
 
O altar tinha uma importância muito grande no culto a Deus no Antigo Testamento. Era sobre o altar que a oferta ou o holocausto era oferecido e em volta dele se reuniam os convidados em santa reverência perante o Senhor.
Todos os altares tinham modelos, com critérios predefinidos por Deus. O altar que tinha sido construído no monte Carmelo e que neste texto bíblico foi reconstruído pelo profeta Elias, continha elementos indispensáveis para que uma oferta fosse aceita diante de Deus.
O 1º elemento eram as pedras. Em geral eram utilizadas 12 pedras não trabalhadas, como se vê na ordem divina em
Êxodo 20:25 - "E se me fizeres um altar de pedras, não o farás de pedras lavradas...". 
O 2º elemento era a lenha - "... mas o sacerdote acenderá lenha nele cada manhã..." - Levítico 6:12.
 O 3º elemento era o animal que deveria ser oferecido.
No caso do monte Carmelo, o animal imolado foi um "bezerro". Para cada sacrifício no Antigo Testamento, havia um animal específico. O bezerro era utilizado para holocausto, para ofertas pacíficas e para consagração de alguém ao Senhor - "E, havendo-o desmamado, tomou-o consigo, com três bezerros, e um efa de farinha, e um odre de vinho, e levou-o à casa do SENHOR, em Siló, e era o menino ainda muito criança". –
1 Samuel 1:24. No altar de Elias um novo elemento foi introduzido - a água. Elias ordenou que derramassem bastante água sobre o altar, ordenando antes, que fizessem um rego em volta do altar para represar a água que seria derramada. O objetivo de Elias era provar que não haveria nenhum truque, até a lenha que em via de regra, precisava ser bem seca, ficou encharcada para que não pairasse qualquer dúvida da manifestação do poder de Deus.
Cada um desses elementos tem um significado para a vida cristã, uma vez que a Bíblia é o livro dos símbolos e por meio deles Deus fala com o seu povo. Não obstante, falarei apenas sobre as pedras que foram utilizadas para a construção do altar.
PORQUE AS PEDRAS NÃO PODIAM SER LAVRADAS?
Êxodo 20:25 - "E se me fizeres um altar de pedras, não o farás de pedras lavradas; se sobre ele levantares o teu buril(instrumento de ferro), profaná-lo-ás".
Por que as pedras tinham de ser brutas? Não lavradas, não lapidadas, não boleadas, não polidas, não trabalhadas com ferramentas nem esculpidas, apenas brutas, no seu mais primordial estado e forma, naturais, ásperas, opacas, informes, imperfeitas?
Na obra de Deus há um mistério: Não são as nossas habilidades que determinam os frutos, os resultados. Para se alcançar o coração de um pecador com a mensagem do Evangelho não é necessário a eloquência, os recursos técnicos da oratória, a aparência impecável do orador. Todos esses recursos são úteis, mas não são necessários/indispensáveis. "E eu irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria". - 1 Coríntios 2:1. "Porque Cristo enviou-me, (...) para evangelizar; não em sabedoria de palavras, para que a cruz de Cristo se não faça vã". - 1 Coríntios 1:17.
Não precisamos enfeitar o altar do Senhor para que tenhamos resultados. Não precisamos recorrer a técnicas de recursos humanos, recursos tecnológicos, televisivos, de marketing, empresarial, eventos, shows, pirotecnia etc, para atrairmos a glória do Senhor e alcançarmos mais "fiéis" para nossa igreja.
Onde o homem põe a mão, tentando melhorar, tentando tornar o altar mais atraente... menos manifestação de poder de Deus haverá.
Se as pedras do altar do Senhor não podiam ser lapidadas, imaginem se o Senhor recebe em seu altar essas músicas "gospel" plagiadas do mundo, cujos compositores, em sua maioria, nem convertidos são!
PORQUE TINHA QUE SER DOZE PEDRAS?
A primeira vez que o Senhor exigiu que fossem utilizadas 12 pedras na edificação de um altar, foi na passagem do rio Jordão, em Josué 4. Cada pedra seria retirada do leito do rio por um representante de cada uma das doze tribos de Israel. O motivo? - O Próprio Deus respondeu: "... assim estas pedras serão para sempre por memorial aos filhos de Israel". - Js 4:7 . O povo de Deus precisava trazer sempre, em memória, que Deus é o Deus de Israel, ou seja, que em todo o Israel, em todas as tribos, em todos os municípios, em todas as cidades, somente Deus Jeová - IHVH, era e deveria ser o Deus de Israel. Aquele altar serviria, também, para trazer à memória do povo o milagre da passagem do Jordão, ao chegarem à Terra Prometida.
Pois bem, Elias certamente tinha essa mesma intenção, um altar com doze pedras, para dizer a Israel, mais uma vez que somente o SENHOR deveria ser adorado e servido como Deus em todo o Israel.
O QUE AS DOZE PEDRAS REPRESENTAM EM NOSSOS DIAS?
1º - As pedras representam as pessoas, cada crente em particular é uma pedra no altar de Deus. Se levarmos em conta que a reunião de salvos forma um altar de adoração, cada crente deve se sentir e se comportar como uma pedra. "Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo". - 1 Pedro 2:5. 
2º - Se considerarmos que cada um de nós devemos erguer um altar, sobre o qual devemos apresentar a Deus nosso sacrifício de louvor, como diz em Romanos 12: "ROGO-VOS, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional", então,
COM QUE PEDRAS DEVEMOS CONSTRUIR ESSE ALTAR?
1ª Pedra - AMOR - "Deixa que o Espírito implante em teu ser, o amor de Cristo, divinal prazer..." - 4ª estrofe do hino 77 da Harpa Cristã. Assim como um "marca-passo" implantado no peito de uma pessoa, regula os batimentos cardíacos, o amor de Cristo, uma vez implantado em nosso ser, regulará todo o nosso comportamento, nossos sentimentos e, inclusive, nossa adoração.
2ª Pedra - UNIÃO - "Oh, quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união..." - Salmos 133:1.
3ª Pedra - ALEGRIA - "Servi ao Senhor com alegria..." - Salmos 100:4a.
4ª Pedra - CÂNTICOS DE LOUVOR - "... apresentai-vos a Ele com cântico" - Salmos 100:4b. "CANTAI ao SENHOR um cântico novo, porque fez maravilhas" - Salmos 98:1. "por isso oferecerei sacrifício de júbilo no seu tabernáculo; cantarei, sim, cantarei louvores ao SENHOR" - Salmos 27:6.
5ª Pedra - FÉ - "Porque sem fé é impossível agradar a Deus" - Hebreus 11:6.
6ª Pedra - A PALAVRA DE DEUS - A leitura da Bíblia deve ser elemento indispensável em um culto de adoração. "Não se aparte da tua boca o livro desta lei, antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito; porque, então, farás prosperar o teu caminho e, então, prudentemente te conduzirás...” Josué. 1:7.
7ª Pedra - DONS ESPIRITUAIS - "Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação". - 1 Coríntios 14:26.
8ª Pedra - O ANSEIO POR DEUS - Apresentar-se diante do Senhor sem o anseio por Deus é uma tremenda perca de tempo. "Ó DEUS, tu és o meu Deus, de madrugada te buscarei; a minha alma tem sede de ti; a minha carne te deseja muito em uma terra seca e cansada, onde não há água". - Salmos 63:1. 
9ª Pedra - OFERTA - Isto mesmo. Está escrito: "Três vezes no ano todo o homem entre ti aparecerá perante o SENHOR teu Deus, no lugar que escolher, na festa dos pães ázimos, e na festa das semanas, e na festa dos tabernáculos; porém não aparecerá vazio perante o SENHOR". - Deuteronômio 16:16. 
10ª Pedra - HUMILDADE - "Servindo ao Senhor com toda a humildade, e com muitas lágrimas...". - Atos 20:19.
11ª Pedra - REVERÊNCIA - "Deus é muito formidável na assembléia dos santos, e para ser reverenciado por todos os que o cercam". Salmos 89:7. "Guarda o teu pé, quando entrares na casa do Senhor". - Eclesiastes 5:1.

12ª Pedra - GLORIFICAÇÃO - "E no seu templo todos dizem glória" - Salmos 29:9. "Aquele que oferece o sacrifício de louvor me glorificará". - Salmos 50.23.

Novo ISAÍAS 53

ISAÍAS 53            

    Uma das maneiras de se saber com certeza que uma profecia foi cumprida é quando a própria Bíblia atesta isso. Cessa-se então a discussão acerca do seu cumprimento ou não, visto que se a Bíblia falou tá falado.

    Exemplos : - At 2:14-17: Então se levantou Pedro, com os onze; e, erguendo a voz, advertiu-os nestes termos: Varões judeus e todos os habitantes de Jerusalém, tomai conhecimento disto e atentai nas minhas palavras. 15. Estes homens não estão embriagados, como vindes pensando, sendo esta a terceira hora do sai. 16. Mas o que ocorre é o que foi dito pelo profeta Joel: 17. E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, e sonharão vossos velhos; 18. Até sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles dias, e profetizarão.

    Ninguém tem mais dúvidas de que a profecia de Joel não precisa mais ser esperada, pois teve seu cumprimento no Pentecostes, como a própria Bíblia atesta.

         - Mt 1:20b-23: Apareceu um anjo do Senhor a José, em sonhos, e lhe disse: Filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo. 21. Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque Ele salvará o seu povo dos pecados deles. 22. Ora, tudo isso aconteceu, para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor por intermédio do profeta: 23. Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel ( que quer dizer: Deus conosco ).

         - Mt 2:16-18: Vendo-se iludido pelos magos, enfureceu-se Herodes grandemente, e mandou matar todos os meninos de Belém e de todos os seus arredores, de dois anos para baixo, conforme o tempo do qual com precisão se informara dos magos. 17. Então se cumpriu o que fora dito, por intermédio do profeta Jeremias: 18. Ouviu-se um clamor em Rama, pranto, choro e grande lamentação; era Raquel chorando por seus filhos e inconsolável porque não mais existem.

    1 QUEM deu crédito à nossa pregação? E a quem se manifestou o braço do Senhor?

JO 12:36-38 36 Estas coisas disse Jesus e, retirando-se, escondeu-se deles. 37 E, ainda que tinha feito tantos sinais diante deles, não criam nele; 38 Para que se cumprisse a palavra do profeta Isaías, que diz: Senhor, quem creu na nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor?

    BRAÇO: FORÇA, PODER

MÃO ENCOLHIDA Is 59:1 EIS que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem agravado o seu ouvido, para não poder ouvir.

IS 40:10 Eis que o Senhor Deus virá com poder e seu braço dominará por ele; eis que o seu galardão está com ele, e o seu salário diante da sua face.

    Ex 13:2: Lembrai-vos deste mesmo dia, em que saístes do Egito, da casa da servidão; pois com mão forte o Senhor vos tirou de lá.
    Em algumas vezes Deus diz: ? Com mão forte e braço estendido?.

    ?Braço estendido? do Senhor significa seu poder sendo liberado em nosso benefício, enquanto ? mão encolhida? dá a idéia de que Deus já não teria tanto poder assim. Ex. Is 50:2 : ?Acaso se encolheu tanto a minha mão que já não pode remir ou não há há força em mim para livrar?
    Em Lv 12:8, quando da apresentação de uma criança no templo, os pais deveriam oferecer um carneiro, mas se suas posses não permitissem, deveriam tomar duas rolas ou dois pombinhos. Na versão corrigida, ao invés de ?suas posses não lhe permitirem? tem: ? se sua mão não alcançar?.


2 Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos.


A razão desse versículo começar com um ?porque? é devido ao fato de ele vir respondendo à pergunta anterior: ?Quem creu em nossa pregação??. E ele responde dizendo que uma planta que nasce numa terra desértica não receberia crédito. Ninguém imaginaria que ela ?vingaria?. E Jesus nasceu assim: numa manjedoura, de uma família pobre, em um país dominado pelos romanos, em uma pequena cidade. ? Como raiz de uma terra seca?. Quem acreditaria que Ele era o rei do universo, o Messias prometido? Daí o porquê da pergunta: Quem creu em nossa pregação??.

IS 11:1 PORQUE brotará um rebento do tronco de Jessé, e das suas raizes um renovo frutificará.

A insignificância da cidade onde Jesus foi criado fica claro nessa expressão de Natanael:

Jo 1:45-4645 Filipe achou Natanael, e disse-lhe: Havemos achado aquele de quem Moisés escreveu na lei, e os profetas: Jesus de Nazaré, filho de José. 46 Disse-lhe Natanael: Pode vir alguma coisa boa de Nazaré? Disse-lhe Filipe: Vem, e vê

Não era de família nobre - não veio como rei - nasceu numa manjedoura - nada que lembrasse um rei. ?Não havia nele boa aparência para que o desejássemos? se refere a essa condição e não ao fato de Jesus ser feio fisicamente, como muitos pensam.

Se Ele nascesse em uma família de nobres, mesmo se fosse feio fisicamente, seria aplaudido como um rei. Seria desejado.

3 Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum.

DESPREZADO 1 IS 49:7 Assim diz o Senhor, o Redentor de Israel, o seu Santo, à alma desprezada, ao que a nação abomina, ao servo dos que dominam: Os reis o verão, e se levantarão, como também os príncipes, e eles diante de ti se inclinarão, por amor do Senhor, que é fiel, e do Santo de Israel, que te escolheu.

    Essa frase inicial refere-se ao ministério terreno de Jesus, rejeitado pelos líderes judeus da sua época e também pelo povo.

DESPREZADO 2 OU REJEITADO PELOS HOMENS

JO 1:10-11: 10 Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu. 11 Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.

4 Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido.

A parte ?a? desse versículo é a mais incompreendida e mall interpretada desse capítulo, pois não se refere à cruz, mas ainda ao ministério terreno de Jesus. Apesar disso, os neopentecostais costumam dizer: ?Na cruz Cristo carregou todas as nossas doenças, por isso não podemos aceitar doenças em nós.? No entanto, como dissemos no início do texto, ninguém melhor do que a Bíblia para se explicar. Em Mateus lemos o seguinte:

Mt 8: 14 - 17: 14 E Jesus, entrando em casa de Pedro, viu a sogra deste acamada, e com febre. 15 E tocou-lhe na mão, e a febre a deixou; e levantou-se, e serviu-os. 16 E, chegada a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados, e ele com a sua palavra expulsou deles os espíritos, e curou todos os que estavam enfermos; 17 Para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz: Ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e levou as nossas doenças.

    Esse texto se cumpriu no ministério terreno de Jesus e não na cruz. Se eu duvidar disso, também poderei duvidar que o Espírito Santo foi derramado no pentecostes ou que a virgem Maria concebeu de fato Cristo, mesmo a Bíblia tendo dito que sim. Porei em xeque a veracidade e confiabilidade das próprias Escrituras sagradas.
    No entanto a bíblia diz que a parte ?a? desse versículo se cumpriu quando Jesus andou por sobre a terra, e não na cruz.
    Com isso não estou dizendo que Jesus não cure hoje. O nosso acesso a Deus foi garantido na cruz e isso nos permite lançarmos sobre Ele todas as nossas angústias e recebermos dEle resposta. Mas a ausência de sofrimento só alcançaremos no céu, quando ele enxugará de nossos olhos toda lágrima.
Apenas estou dizendo que esse, que seria o único texto das escrituras a dizer que Jesus levou as nossas doenças na cruz não se refere à cruz, mas ao ministério de curas que Ele realizou na sua primeira vinda, conforme afirma o evangelista Mateus.
Porém é interessante observar como o profeta Isaías já antevia os inúmeros milagres que Jesus realizaria na terra.

5 Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.
1. CRISTO MORREU PELOS NOSSOS PECADOS
I CO 15:3 3 Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras,
I Pd 3:1818 Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito;
    2- PAZ COM DEUS

    É importante diferenciarmos a PAZ COM DEUS da PAZ DE DEUS. Esse versículo fala da paz com deus, a paz que alcançamos quando somos salvos e passamos de inimigos a amigos de Deus.

Rm 5:1; 8-10 1. TENDO sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo
8 Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. 9 Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. 10 Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida.

    Éramos inimigos de Deus ( como israelenses e palestinos, por exemplo ) e passamos a ser amigos de Deus. Essa é a PAZ COM DEUS. Essa é a paz a que esse texto se refere. Na cruz Cristo estava reconciliando o mundo com Deus.
    A PAZ DE DEUS é a paz que sentimos, independente das circunstâncias, e que pode ser perdida todas as vezes que pecamos contra Deus, e recuperada quando confessamos e recebemos perdão. Essa é a PAZ DE DEUS que deve ser o ""árbitro em nossos corações.

2. FOMOS SARADOS

O sentido de SARADOS neste texto é espiritual e não se relaciona com doenças físicas. Podemos perceber isso pelo contexto imediato, visto que o profeta sai do campo físico e entra no campo espiritual : "Nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades. O castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, cada um se desviava pelo caminho, mas o senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós". Vejam que o sentido é o de termos sidos trazidos de volta a Deus através do sofrimento de Cristo.

    Isso é confirmado pelo apóstolo Pedro, que cita esse mesmo texto, num contexto que nada tem a ver com cura física.

1 Pd 2:24 Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados. 25 Porque éreis como ovelhas desgarradas; mas agora tendes voltado ao Pastor e Bispo das vossas almas.

6 Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos.

7 Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca.

    8 Da opressão e do juízo foi tirado; e quem contará o tempo da sua vida? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; pela transgressão do meu povo ele foi atingido.

    Do versículo 4b ao versículo 8 Isaías se refere à morte de Cristo

    Ele foi morto por morte violenta e injustamente ( "por juízo opressor foi arrebatado" - versão atualizada e "foi cortado da terra dos viventes" ).

    Não deixou descendentes ( "e da sua linhagem, quem dela cogitou? " - versão atualizada ).

9 E puseram a sua sepultura com os ímpios, e com o rico na sua morte; ainda que nunca cometeu injustiça, nem houve engano na sua boca.
Esse versículo refere-se ao seu sepultamento e já previa que Cristo morreria com os ladrões na cruz ( "puseram a sua sepultura com os ímpios ") e que o rico José de Arimatéia cederia seu sepulcro para Cristo ( "mas com o rico esteve na sua morte ").

10 Todavia, ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias; e o bom prazer do Senhor prosperará na sua mão.

Ressurreição de Cristo : depois de morto Ele veria a sua posteridade; ao contrário do versículo 8, onde Ele morreria sem deixar descendentes, na sua ressurreição ele teria descendência ( "verá a sua posteridade"), que somos nós, os salvos pelo seu sangue.

11 Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos; porque as iniqüidades deles levará sobre si.

Os vv 11 e 12 falam da sua glorificação e todos os salvos são o seu "despojo". São a recompensa pela sua morte.

12 Por isso lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores.

RESUMINDO: O CAPÍTULO 53 DE Isaías fala não só da morte de Cristo, como muitos pensam, mas de toda a sua vida, desde o seu nascimento, ministério terreno, rejeição, crucificação, morte, ressurreição e, por fim, glorificação.
E que Deus nos ajude a compreender a Sua Palavra.

Novo Salmo 22

Salmo 22
Leitura   Salmo 22

Todos os homens que vem ao mundo entram por Adão.
Que é a porta larga que dá acesso a um caminho largo que conduz à perdição. Por causa de Adão todos os homens são filhos da ira e da desobediência, ou seja, destinados à separação eterna de Deus. Morrer sem Cristo, ou seja, sem nascer de novo pela fé no Descendente prometido a Abraão é perdição eterna. Em vista desta verdade, qualquer que fosse pendurado no madeiro, o que significava morte física, era maldito, pois seguia para a eternidade alienado de Deus.
Recentemente foi o artigo Dois paradoxos na morte de Cristo”, do pastor, conferencista e escritor americano John Piper e fiquei perplexo com a disposição dos argumentos e da conclusão dele acerca de algumas nuances pertinente à morte de Cristo.

“Portanto, a morte de Cristo pelo nosso pecado e por nossa transgressão da lei foi a experiência da maldição do Pai. É por essa razão que Jesus disse, ‘E perto da hora nona exclamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni; isto é, Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?’ (Mt 27:46) (...) Na morte de Cristo, Deus lançou sobre ele os pecados do seu povo (Isaías 53.6), os quais odiava. E em ódio por esse pecado, Deus deu as costas a seu Filho carregado de pecados, e o entregou para sofrer todo o poder da morte e da maldição” Piper, John, Artigo: Dois paradoxos na morte de Cristo - grifo nosso (amplamente divulgado na web).
A asserção de que Cristo experimentou a maldição do Pai como sendo o ensino evangélico mais comum é até compreensível, porém, fazer uso da passagem da carta de Paulo aos Gálatas: “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro” ( Gl 3:13 ), para justificar tal consenso é assustador.
O argumento de que foi Deus quem amaldiçoou o seu Filho porque Ele é o autor da lei é espúrio do ponto de vista bíblico. Os argumentos expostos no artigo “Dois paradoxos na morte de Cristo” não refletem o posicionamento das Escrituras. Porém, de toda a argumentação do proeminente escritor no artigo em análise, a aberração maior coube à seguinte declaração:
O texto possui imprecisões quanto à interpretação bíblica e reflete um consenso distorcido e divorciado da verdade, pois uma releitura das últimas palavras de Cristo na Cruz deixa nítido que não há paradoxo algum na morte de Cristo e que Deus não amaldiçoou o Seu Filho.

Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?
O evangelista Lucas relata que, após Cristo ter rendido o espírito, o centurião que estava ao pé da cruz fez a seguinte confissão: “Na verdade, este homem era justo” ( Lc 23:47 ), e a multidão que assistiu a crucificação voltou batendo no peito ( Lc 23:48 ).
Ora, Cristo era mestre por excelência, e o evento da crucificação foi cenário de uma aula magna de interpretação das Escrituras, além de constituir-se a vitória da humanidade sobre a maldição do pecado.
É de conhecimento que Jesus ao falar às multidões fazia uso do grego ‘Koine’, língua comum ao povo. Porém, quando da crucificação, Jesus falou uma única frase em aramaico, o que chamou a atenção dos evangelistas, que registraram tal fato tão significativo. Quando Ele disse: - Eli, Eli, lamá sabactâni, muitos não compreenderam o que fora dito, a ponto de interpretarem que Cristo clamava por Elias ( Mt 27:47 ).
Os evangelistas, por sua vez, ao fazer menção da frase pronunciada por Cristo, de pronto providenciaram a tradução do que foi dito, que se resume na seguinte frase: - Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?
Naquele instante cruento Jesus não estava lamentando que fora abandonado, antes Ele citou as Escrituras, de modo que, quem o ouviu, posteriormente poderia relacionar o evento da crucificação com o que vaticinara o salmista Davi no salmo 22.
Ao citar as Escrituras, Jesus estava anunciando abertamente a todos que assistiam a crucificação que, naquele instante, cumpria-se o predito no salmo 22. Quando Jesus leu o trecho do profeta Isaías no templo, afirmou categoricamente: - Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos ( Lc 4:21 ), quando bradou na cruz: - Eli, Eli, lamá sabactâni, foi o mesmo que anunciar: - Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos.
O salmo 22 é composto de 31 versos. Jesus citou o primeiro verso em aramaico, o que remeteria os ouvintes a considerarem todo o contexto do salmo.
Sabemos que os salmos, na sua grande maioria, constituem-se em profecias messiânicas, pois os salmistas não falavam de si mesmos, mas do Cristo ( 1Cr 25:1 ). Neste salmo é evidenciada a mesma verdade anunciada por Isaias: “...não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos (...) e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido" ( Is 53:2 ).
Qualquer homem que olhasse para Cristo teria a impressão de que ele era aflito, ferido e oprimido por Deus, e o salmo 22, versos 1 à 8 descreve o final da existência do Cristo entre os homens e o desprezo dos seus algozes.
A expressão: - Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? demonstra quão efetivamente as pessoas que assistiram a crucificação tiveram a impressão de que Cristo era aflito, ferido e oprimido por Deus.
Era evidente o contraste entre Cristo e os demais homens. Nestes oito versos é profetizado a visão que os homens teriam de Cristo: verme e opróbrio dos homens “A ti clamaram e escaparam; em ti confiaram, e não foram confundidos. Mas eu sou verme, e não homem, opróbrio dos homens e desprezado do povo” ( Sl 22:5 -6).
Cristo clamou ao Pai no Getsêmani para que, segundo a vontade do Pai, passasse dele o cálice. Aparentemente Cristo não foi atendido, uma vez que Ele bebeu o cálice que o Pai deu a beber e, na hora da crucificação as pessoas diziam em tom de deboche: “Confiou em Deus; livre-o agora, se o ama; porque disse: Sou Filho de Deus” ( Mt 27:43 ), porém, o livramento do Pai estava além túmulo, algo que os homens não compreendiam: "Pois não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção" ( Sl 16:10 ); "Para que viva para sempre, e não veja corrupção" ( Sl 49:9 ).
Os versos seguintes do salmo 22 demonstram a confiança de Cristo no Pai, pois Ele sabia que fora lançado do ventre materno por Deus ( Sl 22:9 -10). Qualquer que compreende as Escrituras sabe que na morte de Cristo estava a vitória d’Ele e, concomitantemente, a vitória da humanidade. A crucificação é a pedra de toque para se identificar quem crê ou não na salvação providenciada por Deus ( 1Co 1:23 ).
A petição do verso 1 do salmo 22 fica esclarecida à luz do verso 11. A profecia revela as nuances da aflição através dos seguintes rogos: - Deus meu, Deus meu! "E invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás" ( Sl 50:15 ). Ou seja, o salmo 22 prescreve o modo como Cristo na angustia deveria clamar ao Pai, pois deste modo haveria de glorificar o Pai “Os quais pronunciaram os meus lábios, e falou a minha boca, quando estava na angústia (...) A ele clamei com a minha boca, e ele foi exaltado pela minha língua ( Sl 66:14 e 17).
A profecia revela a confiança do Filho no Pai, de modo que, mesmo na aflição sabia que o Pai seria com Ele “Não te alongues de mim” é expressão de confiança em quem poderia auxiliá-Lo na angustia, pois aquele era o momento de passar pelo vale da sombra da morte, e só Deus poderia auxiliá-Lo “Não te alongues de mim, pois a angústia está perto, e não há quem ajude” ( Sl 22:11 ).
Assim como o profeta anuncia que o Pai haveria de responder e estar com o Filho na aflição “Ele me invocará, e eu lhe responderei; estarei com ele na angústia; dela o retirarei, e o glorificarei” (Sl 91:15 ), de igual modo o profeta deixa registrado que o Filho haveria de invocar o Pai ( Sl 22: 1 e 11).
Do verso 12 ao 21 são descritos vários eventos pertinentes à crucificação, porém, do verso 23 em diante, o salmista descreve profeticamente uma sobre-excelente vitória em meio ao sofrimento, e apresenta o motivo: “Porque não desprezou nem abominou a aflição do aflito, nem escondeu dele o seu rosto; antes, quando ele clamou, o ouviu” ( Sl 22:24 ).
O verso deixa claro que Deus não desprezou e nem abominou a aflição de Cristo. De igual modo deixa claro que Deus não escondeu d’Ele o seu rosto, ou seja, Deus nunca deu as costas para o seu Filho. É mentira tal ideia que se anuncia em muitos púlpitos evangélicos! Deus não abandonou e nem deu as costa para o seu Filho como divulgam, pois o salmo é claro: “Quando ele clamou, o ouviu” ( Sl 22:24 ); “Ele me invocará, e eu lhe responderei; estarei com ele na angústia; dela o retirarei, e o glorificarei” ( Sl 91:15 ; Sl 56:13 ; Sl 20:6 ).
Cristo não foi desprezado e nem tido por abominação diante de Deus apesar da aflição e de ser o aflito de Deus, d’Ele não escondeu o seu rosto, o que contraria a ideia de que Deus voltou as costas para o seu Filho em decorrência do pecado da humanidade “E não escondas o teu rosto do teu servo, porque estou angustiado; ouve-me depressa (...) Deram-me fel por mantimento, e na minha sede me deram a beber vinagre” ( Sl 69:17 -21).
Como Deus poderia esconder o seu rosto do sacrifício perfeito? Cristo é o cordeiro morto desde a fundação do mundo. Cordeiro sem mancha e sem mácula! Foi oferecido segundo a vontade de Deus, portanto o sacrifício de Cristo subiu como cheiro suave às narinas do Pai “E andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave” ( Ef 5:2 ).

Ao citar o verso primeiro do salmo 22, Cristo despertou entre os que assistiam a crucificação, a curiosidade de aprenderem porque Ele foi descrito pelos profetas como verme e opróbrio da humanidade. Quando questionassem o fato de Ele ter dito em aramaico aqueles palavras, veriam que Ele citava as Escrituras. Quando consultassem as Escrituras, veriam que o salmo cumpriu-se cabalmente naquele evento cruento. Deste modo Cristo glorificou o Pai "Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer" ( Jo 17:4 ).

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

A Chave de Davi

A Chave de Davi


pastorjandiro@terra.com.br
 

“E porei a chave da casa de Davi sobre o seu ombro, e abrirá, e ninguém fechará; e fechará, e ninguém abrirá”. Isaias, 22:22.

    Em todos os fatos ocorridos dentro do universo, os olhos de Deus tem se fixado. Em hipótese alguma, os corruptos ficarão sem ser punidos por Deus. “O Senhor é Deus zeloso e vingador; o Senhor é vingador e cheio de furor; o Senhor toma vingança contra os seus adversários, e guarda a ira contra os seus inimigos”. Naum, 1:2. A Bíblia nos relata sobre Sebna, um oficial corrupto, presunçoso o qual tinha em seu coração a ambição de construir um túmulo como de um rei. Era um homem que queria toda glória para si, indiferente em quem ele havia de pisar.

São situações muito perigosas pois os olhos do Senhor procuram os fiéis da terra, (conforme citou o salmista Sl, 101:6) e quando os fieis de Deus estão sendo pisados, Deus interfere em favor dos que O ama. Naquela época existia um homem chamado Eliaquim servo de Deus temente ao nome de Jeová. Eliaquim um homem piedoso, o qual tinha compaixão dos moradores de Jerusalém.

Não foi preciso a interferência do Rei, ou de qualquer autoridade da época, Eliaquim não precisou fazer campanha, ou mesmo provocar a derrubada de Sebna, Deus entrou naquele negócio, derrubou Sebna, entregou a chave de Davi na mão de seu servo Eliaquim.

Quando Deus entra no caso, sempre escolhe o melhor tanto para quem precisa, como para quem recebe. Receber das mãos de Deus é ter a garantia de um produto com qualidade. Pode ser que teu pedido no seu íntimo esteja demorando, mas Deus no momento certo positivamente vai atender.